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Lista: dtoambiental (Fique atento: dicas no rodape!)
Mensagem enviada por: Fabiane Costa <[EMAIL PROTECTED]>
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Ol� a todos. 
Sou nova na lista e como estudante do 2o ano de Direito da Universidade
Federal do Par�, fico meio sem jeito com o grau de complexidade das
quest�es levantadas e do pr�prio interesse pelos integrantes da lista. 
Moro em Bel�m do Par� e como todos voc�s sabem, estou numa regi�o bastante
castigada por in�meros crimes ambientais, muitas propostas, muita discuss�o
e pouqu�ssima a��o ou fiscaliza��o.
Gostaria de expor minha dificuldade em encontrar projetos que estejam tendo
sucesso na preserva��o ambiental na minha regi�o. Conhe�o apenas o N�cleo
de Meio Ambiente da UFPa, fora dali, n�o tenho informa��o alguma. Se algu�m
tiver informa��es, por favor, enviem-me.
E para descontrair um pouco, resolvi enviar uma estorinha para a lista. 
Espero que gostem.
Abra�os a todos!
Fabiane Costa



              O M�DICO E O VELHO  

Um m�dico se aproximou de uma velha casa, a qual estava em estado de total
decad�ncia, com o telhado em ru�na, as paredes rachadas, os vidros das
janelas estilha�ados, ao redor da casa o mato tinha crescido de maneira
desordenada. Nesta casa, segundo diziam, morava um velho ateu e ego�sta,
que sempre expulsara com �dio mortal todos os mestres e m�sticos que ali
apareciam, e nunca tamb�m chamara um m�dico, pois sempre se achara
independente e forte, ele sempre trabalhara o dia inteiro e nunca dividia o 
que conseguia, agora, que estava agonizando, pediu com urg�ncia a presen�a
de um m�dico.  

O m�dico entrou na casa, ela estava cheia de artefatos tecnol�gicos,
inven��es e sujeira, maquetes, projetos e livros, estava toda descuidada,
com o quintal abandonado as ervas daninhas. Diziam que ali havia muitos
animais, mas todos morreram, e muitas �rvores frut�feras, mas agora, ao 
redor da casa s� havia ervas daninhas e um terra imprest�vel e morta.  

O m�dico olhou para o velho agonizante e disse: "Meu amigo, tenha
esperan�a, eu posso te curar." Ao que o velho respondeu: "Esperan�a? Quanto
a vida foi ingrata comigo? Procurei dominar a natureza, compreender o mundo
e ser rico e pr�spero. Mas, agora, tudo acabou ... Ah ! A vida foi t�o
breve e ingrata.  

"Meu amigo" disse o m�dico ap�s um breve exame "sua doen�a �, infelizmente,
incur�vel, mas n�s podemos orar juntos, pois para Deus tudo � poss�vel.  

O velho soltou uma risada hist�rica "Deus? Deus!? Se n�o pode me curar, n�o
me venha falar desse Deus que me deixa morrer assim? 
Quando eu era crian�a, minha M�e falava de Deus, dizia que era meu Pai, que
era bom, e eu at� que foi feliz acreditando nisso na minha inf�ncia, mas,
quando jovem fiquei inteligente, estudei bastante, e vi que tudo isso era
tonteira e o que valia a pena era o dinheiro, os prazeres da vida, o poder
e a riqueza, mas as palavras de minha M�e martelavam em minha cabe�a, e de
vez 
em quando tinha crises, e por aqui passavam mestres que ensinavam que o
caminho era melhorar a si mesmo, um destes mestres falou-me que a causa de
todo o meu sofrimento eram os meus prazeres, e logo em seguida veio outro
que me falou que deveria amar todos os seres e dedicar minha vida somente a 
isso, vi que esses mestres tinham � inveja de meu sucesso, e n�o
renunciaria as minhas descobertas por causa deles, assim os 
expulsei com murros e socos, resolvi construir inven��es que me tornasse
cada vez mais poderoso, e assim foi passando minha vida, destrui toda a
floresta daqui, plantei e explorei a terra, construi uma f�brica que polui
o ar e as �guas, mas que me deu muit�ssimo dinheiro, nela constru�a armas
cada vez mais poderosas, foi maravilhoso !!! Fiquei rico, mas minha sa�de
piorou, tossia o dia inteiro , e resolvi inventar rem�dios . Mas num dia
desses 
minha M�e retornou, ela era linda apesar de velhinha, ela me abra�ou e
disse: "Meu filho, se arrependa, seu cora��o � bom! Procure ajudar os
outros! Busque a Deus! Busque o amor!"  

"O que voc� fez?"  

"O que poderia fazer? Num primeiro momento, a olhei perplexo, depois
observei todas as grandiosidades que constru�ra e disse "Minha m�e, olhe o
que criei, me desculpe, mas voc� est� errada". Ao dizer isso ela se virou e
foi embora, ia chorando, eu n�o fiz nada, quando estava bem longe disse : 
"Adeus! Meu filho! Passaram os dias e meses e me esqueci por completo
daquele acontecimento, minha sa�de piorou e os rem�dios que criei pioraram
minha situa��o, ventos fortes sopraram destelhando minha casa, logo em
seguida veio uma seca que nunca acabava, e num dia o fogo estalou na
planta��o e se espalhou de forma descontrolada, a� lembrei das palavras de
minha m�e, mas foi tarde, tudo estava destru�do, quando o fogo apagou,
voltei a casa em ru�nas e chorei amargamente, fiquei horrivelmente doente,
e fui vendo uma a uma minhas inven��es quebrarem, o rio tinha ficado t�o
polu�do que todos os peixes morreram, e at� o po�o em que eu tirava �gua
secou, nestes tempos, alguns vizinhos vieram me visitar e deram alguma
comida e conforto, mas os expulsei achando que queriam minhas terras e
joguei fora a comida, pois podia estar envenenada, mas agora estou sentindo 
a morte, e n�o quero morrer ... por favor, me salve ..."  

"J� disse, senhor, que sua doen�a � incur�vel, deve pedir a Deus sua cura."  

"Deus, minha M�e, me perdoem, minha vida foi in�til e destrui tudo em minha
volta, o melhor � morrer, n�o tenho for�as para come�ar tudo de novo".  

E morreu ... o m�dico fechou seu olhos, em seguida chamou os vizinhos,
queimaram a casa e enterraram o velho, em seguida eles constru�ram uma nova
casa, replantaram as �rvores, trouxeram de volta os animais que haviam
fugido e deram esta casa a uma mulher que estava gr�vida . O sol brilhou
novamente e ela deu a luz a um filho forte e alegre.  

O m�dico era Deus, o velho, a nossa velha Humanidade, a casa e o quintal, a 
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Dicas:
1- D�vidas e instru��es diversas procure por Listas em:
http://www.pegasus.com.br
2- Pegasus Virtual Office
http://www.pvo.pegasus.com.br

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