CARTA ABERTA DA ANEL ÀS EXECUTIVAS E FEDERAÇÕES DE CURSOS NO BRASIL
Por Luan Matheus Executivo Nacional da ANEL construindo a Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (ENECOS) e Maximiano Nunes “Max” Executivo Nacional da ANEL e Coordenador Regional da Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (DENEM -Nordeste2-Fortaleza) A greve nas Federais está forte. Vemos, há pouco mais de 70 dias, os resultados de uma greve nacional da Educação que deu lugar a militantes estudantis de todo o Brasil para lutar contra a expansão precarizante trazida pelos 5 anos de Reuni. Se vimos no Chile, na Espanha, no Egito, os estudantes se levantarem contra a crise mundial e contra a privatização da educação, presenciamos, ainda hoje os estudantes brasileiros indo às ruas, ocupando universidades em defesa da universidade pública e de uma educação gratuita e de qualidade. A greve hoje nos mostra um forte processo de reorganização que vivemos no movimento estudantil e o papel fundamental do Comando Nacional de Greve Estudantil – CNGE na luta contra o Reuni e o PNE do Governo Dilma. Desde o início da greve apostamos na construção democrática do Comando Estudantil Nacional, com delegados eleitos pela base e com a realização de assembleias locais e nacionais. Nós continuaremos fortes e presentes na construção da greve estudantil, exigindo que o MEC negocie com o CNGE e que a UNE não ouse mais passar por cima do comando, pois quem responde pela greve é o Comando Nacional de Greve Estudantil. É importante ressaltar, que o funcionamento do CNGE, defendido por vários companheiros, é praticamente o mesmo funcionamento da ANEL, que tem com um de seus princípios a democracia de base, por isso somos insistentes no contive à construção desta entidade. A ANEL surgiu por acreditarmos que a UNE há anos não dá respostas para as lutas que aconteceram e ainda acontecem como fruto do protagonismo estudantil dentro da universidade e da sociedade de conjunto. Surgiu de uma necessidade real dos estudantes, que em 2009, no Congresso Nacional dos Estudantes – CNE, com mais de 2000 participantes, perceberam que as lutas do movimento estudantil dos últimos anos estavam se dando por fora da UNE (foi assim na frente contra a reforma universitária, por exemplo) e optaram pela construção de uma nova ferramenta de organização dos estudantes, a ANEL. Hoje, 3 anos depois, a ANEL mostra que é uma realidade e que vem tendo papel importante nas lutas estudantis Brasil a fora. O mês de julho é um mês que, em geral, concentra grandes encontros de Executivas e Federações de cursos. As Executivas e Federações são exemplos da importância de entidades nacionais na organização dos estudantes de cada curso pelo Brasil, em 2007 foram fundamentais nas lutas contra a implementação do REUNI, lutas esssas que aconteceram por fora da UNE. É possível ver uma importância ainda maior de entidades nacionais quando pensamos na necessidade de organizar os estudantes não só de um curso, mas de todo o país. Pois bem, neste mês de julho tivemos nos encontros um grande diferencial, a presença de muitos estudantes que hoje constroem a greve nacional e que cumprem um papel fundamental na reorganização do movimento estudantil. Muitas Executivas hoje já romperam com a UNE pela percepção do papel que hoje cumpre essa entidade: o papel de engessamento do movimento e de ministério da juventude do governo. É preciso romper com a UNE e caminhar na construção de outra entidade nacional. Nós defendemos que essa entidade é a ANEL! Entendemos que as Executivas e Federações cumprem um papel fundamental na formulação sobre temas como movimento estudantil, saúde, mídia, educação, meio ambiente, esportes, opressões e na construção das lutas e da organização do movimento estudantil. E é com essa percepção e com a certeza cada vez maior da necessidade de construção de uma unidade do movimento estudantil e de uma nova ferramenta que organizem todos esses estudantes nacionalmente, que fazemos um convite a todas as Executivas e Federações de cursos a fazerem uma experiência com essa entidade e participarem do II Congresso Nacional da ANEL, que acontecerá nos dias 30 e 31 de maio e 1 e 2 de junho de 2013, com local ainda a ser definido. Saudações Estudantis, Comissão Executiva Nacional da ANEL Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre Michelle Miranda Graduanda em Bacharelado em Informática Agrária - UFRA CIA / DCE-UFRA / ENEC / ANEL
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