desculpem-me o "spam", mas fiquei muito put*.
A Camara-e.net traz para o Brasil a "Coaliz�o pela Livre Escolha de Software", iniciativa que lutar� para impedir que a ado��o de software livre se torne uma pol�tica p�blica de governos municipais, estaduais e federal. Ricardo Cesar, Computerworld 14/01/2003 17:52:43 J� come�ou. As empresas que fornecem software propriet�rios j� est�o tomando medidas para impedir que a conhecida simpatia do PT pelo software livre influencie nas licita��es de �rg�os e institui��es p�blicas. A Camara-e.net, grupo de lobby e associa��o de neg�cios financiada por grandes empresas de tecnologia, como Microsoft e Intel, est� trazendo para o Brasil a "Coaliz�o pela Livre Escolha de Software". A iniciativa marca presen�a em diversos pa�ses sob o nome de "Initiative for Software Choice" (www.softwarechoice.org) e � coordenada internacionalmente pela Computing Technology Industry Association (CompTIA), organiza��o conhecida por seus estreitos la�os com a Microsoft. Segundo um comunicado da Camara-e.net, o objetivo da coaliz�o � "promover a discuss�o e alertar governantes, legisladores e formadores de opini�o sobre a necessidade e conveni�ncia de se garantir a possibilidade de desenvolvimento de m�ltiplas plataformas de software, sem restri��es impostas por pol�ticas ou prefer�ncias governamentais." O comunicado segue dizendo que a coaliz�o defende "o conceito de que o desenvolvimento de m�ltiplas plataformas, modelos comerciais e de licenciamento de software, que compitam livremente no mercado, tendo como base seus pr�prios m�ritos t�cnicos, � a melhor maneira de assegurar aos consumidores, p�blicos e privados, seus direitos de livre escolha, e � ind�stria, os princ�pios da isonomia e da neutralidade". Na pr�tica, a iniciativa tentar� impedir que a ado��o do chamado "freeware" se torne uma pol�tica p�blica de governos municipais, estaduais e federal. As compras governamentais s�o uma parcela important�ssima do mercado nacional de TI e uma op��o em escala nacional pela ado��o de solu��es de c�digo fonte aberto significaria uma reviravolta no setor. Em entrevista ao Computerworld online, o diretor executivo da Camara-e.net, Cid Torquato, afirmou que v� risco de o governo federal adotar o software livre como padr�o, o que em sua opini�o seria prejudicial ao mercado como um todo. Mesmo assim, Torquato afirmou que a iniciativa seria trazida ao Brasil mesmo que o resultado das elei��es presidenciais fosse diferente. "O fato de trazermos a Coaliz�o pela Livre Escolha de Software para o Pa�s neste momento n�o tem rela��o com o governo Lula. Isso foi programado antes de conhecermos o resultado das elei��es", diz. "Mas existe uma coincid�ncia feliz, porque esperamos um movimento maior dentro do governo Lula no sentido de discuss�o do software livre. Dentro do governo petista existem movimentos mais organizados no sentido de valorizar o software livre." Torquato explica que est� defendendo apenas que a escolha de solu��es de tecnologia por parte do governo siga crit�rio estritamente t�cnicos e n�o ideol�gicos. "H� casos pontuais em que o software livre mostra um custo benef�cio melhor. Nesses casos, defenderemos a ado��o de c�digo livre. O que n�o pode acontecer � transformar a escolha de software livre em uma pol�tica de governo." Tornar o software livre uma pol�tica de governo � incorrer em quest�es anticonstitucionais, defende Torquato. "No setor privado, a competi��o ocorre naturalmente. No p�blico, caso se priorize o software livre, pode-se criar uma reserva de mercado. N�o pode ter uma pol�tica de governo que diz: 'eu quero um engenheiro, mas ele tem de ser loiro'", afirma. "A id�ia � preservar a predomin�ncia de aspectos t�cnicos de qualidade do produto nas compras p�blicas." Torquato explica que a coaliz�o trabalhar� em diversas frentes. A iniciativa est� em processo de engajamento de outras associa��es ligados ao setor de tecnologia, como a Abes, BSA, ITS, Softex etc. Paralelamente, a coaliz�o come�a a divulgar seu ponto de vista na imprensa e em breve lan�ar� um Web site e uma newsletter com not�cias nacionais e internacionais. Mas a atividade principal ser� promover eventos e "muitas reuni�es individuais com formadores de opini�es no Brasil inteiro". Isso inclui sobretudo fazer lobby com pol�ticos, principalmente no governo federal e nos Estados onde h� mais interesse em favorecer o software livre. A via judicial tamb�m pode ser tentada. "Entendemos que o caminho ser� mover a��es diretas de constitucionalidade questionando a validade de leis que privilegiam o software livre", diz Torquato. Torquato afirma que no Brasil at� agora a Coaliz�o n�o tem parceiros do mundo corporativo. "Ainda n�o come�amos engajamentos do mundo corporativo. Essa discuss�o interessa para todas as empresas que t�m software propriet�rio, inclusive para a Microsoft - a� at� de uma forma mais vis�vel, porque � a maior empresa de software do mundo", afirma. Mesmo assim, o diretor executivo da Camara-e.net deixa claro que a iniciativa n�o � patrocinada pela gigante - pelo menos por enquanto. "N�o estamos trabalhando para a Microsoft. Mas vamos atr�s de financiamento para que esse trabalho possa ser desenvolvido e obviamente vamos procurar a Microsoft", afirma. "J� conversamos com a empresa, mas n�o foi firmado ainda nenhum acordo de patroc�nio, n�o existe nada formalizado com a Microsoft visando � sustenta��o dessa coaliz�o." _______________________________________________________________ Sair da Lista: http://www2.fugspbr.org/mailman/listinfo/fugspbr Historico: http://www4.fugspbr.org/lista/html/FUG-BR/
