Resumo da ópera: Não basta a tecnologia por si só. De nada ela vai
adiantar se não tiver intermediação do professor, devidamente engajado,
proporcionando atividades dentro deste novo contexto.
Um amigo {médico) me disse indignado que comprou um PC para seu filho de
11 anos, daqueles que faz tudo, e suas notas não melhoraram nada...
Tive de indagar: se eu estivesse doente, ir a farmácia e comprar todos
os remédios disponiveis iria me curar ?
Pedi que ele questionasse na escola se existem atividades direcionadas a
toda aquela tecnologia ou se a escola burguesa em que o menino estuda
ainda usa só editor de texto. Qual foi a resposta???
Como ele ficou muito interessado no assunto, aconselhei que visitasse o
Educarede, e SLeducacional. Ele ficou bem interessado. Este também é um
caminho: mobilizar os pais para uma conscientização do que é a
tecnologia na educação, assim eles podem se tornar nossos aliados nas
"frentes de resistência e concepções equivocadas que surgem.
Quanto ao Obama, este é o problema quando todo mundo acha que pode
opinar em Educação. Tanto o ipod, quanto o iphone e o playstation, podem
ser muito bem aproveitados na escola: em casa, meu filho "brinca de
estudar matemática" jogando The Sims no Playstation, comprando móveis,
alimentos no supermercado etc. O que falta é articular
gameXconteúdo/objetivo. Aprendi, quando adolescente o que era
especulação e mercado financeiro jogando monopólio, pô!!
Uso ipod pra escutar as aulas gravadas da faculdade...por aí vai...
Em parte, ele não deixa de ter razão. A tecnologia só serve para
atrapalhar, enquanto ela for colocada como inimiga do processo de
aprendizagem, os celulares, mp3s eetcs tem que ficar do lado de fora da
escola...e a cabeça, o coração e a motivação do aluno também!
bjs
Jenny
Em 13-05-2010 14:13, Simone Garofalo escreveu:
Clipping de hoje: muita gente falando de tecnologia na sala de aula.
> Revista IstoÉ, Edição 2113
*Tecnologia na sala de aula*
Carteiras com teclado, telas sensíveis ao toque e conteúdo em 3D. As
escolas chegaram ao século XXI
Verônica Mambrini
Nada é mais tradicional do que a aula “cuspe e giz”, aquela que só
depende da fala do professor para se concretizar. Mas a tecnologia
está fornecendo cada vez mais recursos para turbinar o que acontece na
escola e deixar o dia a dia dessa geração de crianças tão digitais
mais próximo de sua realidade. Aliados poderosos, como a projeção
tridimensional, facilitam o ensino de temas intrincados, como reações
químicas ou demonstrações de leis da física. Já existem no mercado,
por exemplo, diversos softwares que apresentam os conteúdos didáticos
do currículo proposto pelo Ministério da Educação. Pode-se desenvolver
material para todas as disciplinas com interatividade, usando
capacetes e luvas que transmitem o movimento dos alunos. Isso sem
falar nas carteiras com teclado, mouse e telas sensíveis ao toque.
Tudo para atrair a garotada.
“Quando você percebe que essas crianças entram em uma sala de aula no
mesmo formato do século XIX, há cansaço, desentendimento, falta de
vontade de aprender”, afirma Jorge Vidal, diretor da Interdidática,
feira que aconteceu recentemente em São Paulo e trouxe os lançamentos
de ponta do setor para o mercado brasileiro. O Colégio Castanheiras,
na capital paulista, abraçou a tecnologia. A partir do segundo ano do
ensino fundamental todas as salas têm lousa digital e a tradicional e
dois computadores ligados à internet – um para o professor e outro
para os alunos. Do oitavo ano em diante, os estudantes também usam
notebooks. “As salas têm sempre as duas lousas, porque somos da
geração da transição, com giz e mouse, que não brigam”, diz a diretora
pedagógica Débora Vaz. Aliadas às lousas digitais, carteiras especiais
permitem integrar totalmente as aulas com a apresentação do professor.
Fechadas, elas parecem comuns, com tampa de madeira e apoio para
canetas e lápis. Sob a tampa, monitor, mouse e teclado.
Toda a tecnologia disponível, no entanto, não assegura por si só uma
revolução educacional. É preciso aprimorar didática e conteúdos. O
desafio agora é garantir o bom uso da tecnologia. “O risco é repetir o
velho com a ferramenta nova”, diz Nilbo Nogueira, doutor em educação
pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Novas
mídias, recursos e possibilidades garantem mais chances de aprendizado
para toda a sala, afirma o professor. “Há alunos mais visuais, outros
que aprendem ouvindo. Mas, na aula tradicional, você atinge menos
gente.” Outra boa notícia é que a disponibilidade da tecnologia não
está apenas nas escolas de elite. A Sapienti, empresa que desenvolve
lousas e salas multimídia, tem nas escolas públicas seu principal
cliente. “Na rede pública, 30% dos alunos não tinham computador em
casa, mas 60% deles acessavam de um cybercafé”, diz Gonçalo Clapes
Margall, diretor da Sapienti. Diante da revolução digital, a rendição
parece inevitável.
*Voltar*
<https://mail.google.com/mail/?ui=2&view=bsp&ver=ohhl4rw8mbn4#1288cd8e22e8bc48_materia>
> Portal Terra Educação, 10/05/2010
*Obama diz que tecnologia nem sempre foi boa para a educação*
O presidente norte-americano, Barack Obama, declarou que a era do iPod
e Xbox nem sempre foi boa para a causa de uma educação forte. Obama
fez a afirmação no domingo, em um discurso de formatura a mais de mil
formandos e milhares de seus amigos e familiares, na Hampton
University, uma instituição historicamente negra no sudeste da
Virgínia. Obama declarou que os formandos atuais estão amadurecendo em
uma era de grande dificuldade para os Estados Unidos. Enfrentam uma
economia difícil na busca por empregos, duas guerras e um ambiente de
mídia em permanente atividade e nem sempre dedicado à verdade, disse.
Ele citou ainda as distrações oferecidas pelos populares aparelhos
eletrônicos que entretêm milhões de norte-americanos. "Com o iPod e
iPad, XBox e PlayStation" nenhum dos quais sei como funciona, a
informação se torna distração, desvio, forma de entretenimento, em
lugar de uma ferramenta que permite ganhar poder, em lugar de um meio
de emancipação," disse Obama. "Isso tudo não só coloca nova pressão
sobre vocês, mas coloca nova pressão sobre nosso país e sobre nossa
democracia," disse Obama. Usando uma beca cerimonial colorida, Obama
enfatizou a importância de uma boa educação para a adaptação ao que
define como "um período de espantosas mudanças." Obama, o primeiro
presidente negro dos EUA, disse que os universitários negros em geral
enfrentam mais dificuldades que os demais e tipicamente se saem pior
que seus colegas brancos. Ele instou os formandos de Hampton a que
sirvam como exemplos e mentores para os mais jovens, ensinando-lhes a
importância da educação e da responsabilidade pessoal. Obama disse
também que a educação pode ajudar as pessoas a filtrar as muitas vozes
"gritando por atenção em blogs, na TV a cabo e nas rádios," e ajudar a
encontrar a verdade. "Encaremos os fatos: até mesmo as mais loucas
alegações podem ganhar terreno rapidamente. Tenho experiência pessoal
quanto a isso," disse Obama.
*Voltar*
<https://mail.google.com/mail/?ui=2&view=bsp&ver=ohhl4rw8mbn4#1288cd8e22e8bc48_materia>
> Portal Terra Educação, 07/05/2010
*Se bem utilizada, internet pode ajudar alunos na escola*
Aos olhos de muitos pais e professores, internet e estudo nunca foram
uma boa combinação. Bate-papos virtuais, sites de jogos online e
outras "diversões" da rede são constantemente associados a notas e
rendimento escolar baixos. Mas nem tudo na web é prejudicial ao aluno:
diversos sites permitem que estudantes, de um jeito mais divertido,
tenham contato com temas considerados difíceis em sala de aula. "A
internet já é uma realidade em praticamente todas as casas e isso não
pode ser ignorado. Se bem utilizada, pode ser uma ferramenta muito
útil de auxílio ao aluno", afirma a pedagoga Aline Feijó. Ao navegar
pela rede, crianças e adolescentes encontram um verdadeiro arsenal
para auxiliar em pesquisas e trabalhos escolares. O Museu da Língua
Portuguesa (museulinguaportuguesa.org.br
<http://museulinguaportuguesa.org.br/>), em São Paulo, traz em seu
portal informações sobre exposições, fotos das dependências do local,
além de textos que podem ajudar os estudantes na hora de fazer uma
redação. Se a dúvida for sobre História do Brasil, a página do Museu
Histórico Nacional (www.museuhistoriconacional.com.br
<http://www.museuhistoriconacional.com.br/>), no Rio, possui amplo
arquivo sobre fatos e acontecimentos relevantes da história do país.
Para Bruno Engel, 11 anos, a internet é um poderoso aliado dos
trabalhos solicitados por professores em sala de aula. Por isso,
sempre que precisa se aprofundar mais sobre determinado assunto,
recorre a sites de pesquisa como Google (www.google.com.br
<http://www.google.com.br/>) e Wikipedia (www.wikipedia.org
<http://www.wikipedia.org/>).
Pesquisas na rede - "É muito melhor do que pesquisar em jornais e
revistas, que podem não falar sobre o assunto que eu preciso. A
internet é mais rápida", explica. Além de ajudar o aluno, pais e
professores também costumam recorrer ao Google para evitar que
recursos com o copiar e colar sejam utilizados por estudantes.
"Geralmente acompanho a pesquisa junto com meu filho. Mas mesmo assim,
depois que ele termina, costumo jogar alguns trechos do texto no
Google para ver se ele não copiou na íntegra, ao invés de apreender o
sentido e fazer sua própria redação", revela Ana Cristina Fiedler, mãe
de Bruno. Para estimular a criatividade, alguns sites apostam na
interatividade para conquistar usuários mirins. É o caso da Máquina de
quadrinhos (www.maquinadequadrinhos.com.br
<http://www.maquinadequadrinhos.com.br/>), que disponibiliza
personagens da Turma da Mônica para que aspirantes a escritor possam
desenvolver suas próprias histórias em quadrinho. Se o objetivo do
aluno for saber um pouco mais sobre temas como ecologia, saúde, e
ainda conhecer a realidade de comunidades de baixa renda, o site
Cambitolândia é o endereço ideal. Com jogos, histórias e diversas
atividades interativas, a página do personagem Cambito tem tudo para
divertir - e ensinar - crianças e adolescentes.
Consideradas as grandes vilãs pela maioria dos estudantes, matérias
como Matemática, Física e Química podem ser aprendidas de um jeito
mais divertido. O Ministério da Educação
(http://rived.mec.gov.br/site_objeto_lis.php ) e a Escola do Futuro da
USP (http://www.labvirt.fe.usp.br/indice.asp )criaram, em seus
respectivos portais, jogos interativos que ensinam noções destas
matérias aos estudantes. Apesar de tantos atrativos, a internet não
deve ser utilizada sem um monitoramento de pais e professores.
Estabelecer um limite máximo de horas passadas em frente à tela do
computador é um dos maiores dilemas entre pais e filhos. "Apesar de
sites divertidos e ferramentas de auxílio para pesquisas, a criança e
o adolescente não podem esquecer-se de praticar um esporte, ler um
livro e sair com os amigos. A internet deve ser apenas mais uma
delas", afirma Aline.
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