Músicas do documentário Revolution OS
Fonte:
http://www.ufrgs.br/soft-**livre-edu/musicas-revolution-**os<http://www.ufrgs.br/soft-livre-edu/musicas-revolution-os>
www.revolution-os.com
Autor da trilha sonora: Christopher Anderson-Bazzoli
http://www.myspace.com/**christopherandersonbazzoli<http://www.myspace.com/christopherandersonbazzoli>
Veja o cartaz do filme em anexo.
Music composed, conducted, and produced by Christopher Anderson-Bazzoli.
Recorded and mixed by Damon Tedesco for Mobile Disc Music, Inc. Featuring
performance by an 18-piece orchestra at Paramount Recording, Hollywood, CA.
- Música “Main Titles”
http://soundcloud.com/chris-**anderson-bazzoli/revolution-**
os-original-score<http://soundcloud.com/chris-anderson-bazzoli/revolution-os-original-score>
- Música “Apache Web Server”
http://soundcloud.com/chris-**anderson-bazzoli/revolution-**
os-original-score-1<http://soundcloud.com/chris-anderson-bazzoli/revolution-os-original-score-1>
- Música “Installfest”
http://soundcloud.com/chris-**anderson-bazzoli/revolution-**
os-original-score-2<http://soundcloud.com/chris-anderson-bazzoli/revolution-os-original-score-2>
- Música “Linux World”
http://soundcloud.com/chris-**anderson-bazzoli/revolution-**
os-original-score-3<http://soundcloud.com/chris-anderson-bazzoli/revolution-os-original-score-3>
- Música “Triumph of Linux”
http://www.posthornmusic.com/**film-scores<http://www.posthornmusic.com/film-scores>
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Revolution OS
Documentário
Direção: J. T. S. Moore;
EUA – 2001
Por Rafael Evangelista
Fonte:
http://www.comciencia.br/**200406/resenhas/resenha1.htm<http://www.comciencia.br/200406/resenhas/resenha1.htm>
Sentir-se motivado a abandonar tudo o que já se sabe sobre como usar um
computador (onde estão seus arquivos, como executar um programa, que
aplicativo faz o quê, quais as teclas de atalho) e começar a aprender quase
tudo de novo é algo raro. Mas pode se tornar menos difícil após assistir ao
documentário Revolution OS. Em formato jornalístico, ele conta a fascinante
história da filosofia do software livre e a explosão do Linux, ainda
durante a bolha de investimentos da internet da década de 1990. Com
depoimentos das maiores figuras do software livre e do open source tais
como Richard Stallman, Linus Torvalds, Eric Raymond, Bruce Perens e outros,
o filme convence a qualquer um a aventurar-se pelos sistemas operacionais
livres, cuja filosofia de compartilhamento, liberdade e comunidade remonta
a ideais que pareciam esquecidos após duas décadas de yuppies e neoliberais
individualistas.
Mas nem tudo é tão fraterno e comunal no mundo do software livre.
Revolution OS tem méritos também por mostrar as contradições da própria
comunidade. Um sistema de produção de software em que um dos itens
motivadores é o reconhecimento dos pares, é claro que só poderia ser
entremeado de vaidades. Criado originalmente por Richard Stallman, a cabeça
por trás do conceito de copyleft (a antítese do copyright), o termo
software livre (do inglês free software) é renegado por aqueles que querem
torná-lo mais palatável a gostos empresariais. Estes querem então
substituí-lo por open source (fonte aberta, em português), para que os
investidores percebam que podem ganhar dinheiro com ele já que o free de
free software quer dizer liberdade e não grátis.
Stallman, com seu visual hippie e seu bom humor, é um capítulo à parte.
Incansável, ele luta para manter a integridade de sua filosofia de
liberdade e para que o gigantesco trabalho dos desenvolvedores GNU seja
reconhecido. Insiste que o Linux é uma pequena parte (essencial, mas uma
parte) que se acoplou com perfeição ao sistema operacional GNU,
desenvolvido de modo colaborativo desde a década de 1980. Quer, com
justiça, que o sistema seja chamado de GNU/Linux, pois foi usando as
ferramentas já prontas e a filosofia de trabalho colaborativo que o Linux
pôde ser desenvolvido. Linus, o finlandês que gerenciou o trabalho
colaborativo em torno do Linux, reconhece: “Ele é o grande filósofo, eu sou
o engenheiro”.
O conceito de software livre surge em 1984, quando Stallman funda a Free
Software Foundation e postula as liberdades que são os pilares do movimento
pelo conhecimento compartilhado: liberdade para qualquer uso, cópia,
alteração e distribuição. Ele afirma que o software, desde os primeiros
computadores, sempre foi livre. Os programadores na década de 1960 e 1970
desenvolviam tudo em um sistema colaborativo, trocando idéias e linhas de
código assim como cozinheiros trocam suas melhores receitas. Foi na década
de 1980 que se consolidou a opção de algumas empresas tornarem o conjunto
de comandos padronizados enviados às máquinas, o software, também um
produto, a ser vendido separado do hardware.
Mas a semente, a idéia da propriedade do software foi lançada por aquele
que seria o homem que mais enriqueceu com a passagem dos códigos de
computador de bem coletivo, compartilhado, a produto de direito de
determinadas corporações: Bill Gates. O filme mostra uma carta dirigida há
um clube de desenvolvedores, escrita por ele em 1976, logo após fundar a
Microsoft, em que ele chama o compartilhamento de software de roubo e
afirma que nenhum software de qualidade seria desenvolvido se os
programadores não fossem bem pagos. Ao som de uma música que lembra os
filmes de suspense a narradora lê o conteúdo da carta com uma agressividade
crescente, dando um clima assustador a frases como: “Como a maioria de
vocês já deve saber, grande parte de vocês rouba software. O hardware é
algo a se comprar, mas o software é algo a se compartilhar. Quem se importa
se aqueles que trabalharam nele são pagos? Isso é justo? O que vocês estão
fazendo é impedir que bons softwares sejam escritos. Quem pode suportar um
trabalho profissional que não é pago?”
Na ocasião, em tom acusador e agressivo, Gates reclamava que o trabalho
dele e de seus outros dois sócios não estava sendo remunerado adequadamente
devido às cópias não autorizadas. Menos de 10% dos usuários do Altair
BASIC, que fora desenvolvido por eles, haviam comprado o software e, se
calculado o tempo gasto na produção do produto, a remuneração seria de
menos de US$ 2 a hora.
Quase trinta anos depois, o vitorioso modelo proprietário de Gates
enfrenta novamente o modelo cooperativo, concretizado na filosofia do
software livre. Se os dois modelos irão coexistir ou se algum deles
prevalecerá é algo que o futuro irá dizer. Enquanto isso, é impossível não
se encantar com a letra de autoria de Richard Stallman cantada pela banda
GNU/Stallmans no final do filme: “Junte-se a nós e compartilhe o software;
vocês serão livres, hackers, vocês serão livres. Acumuladores podem ganhar
pilhas de dinheiro; isso é verdade, hackes, isso é verdade. Mas eles não
podem ajudar seus vizinhos; isso não é bom, hackers, isso não é bom”.
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Paulo Francisco Slomp
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