Olá Paulo e demais,

Consta no registro PFS09230 do Livro da Grande Teia que
Paulo, em 09/09/12 escreveu o seguinte:

> Visitei a página do software educacional de matemática GeoGebra 
> http://www.geogebra.org/cms/pt_BR/portable e descobri que existe uma 
> versão portável para Linux, além das versões portáveis para Windows e
> Mac.
> 
> Fiquei surpreso.
> 
> Eu sempre imaginei, ou alguém teria me dito?, que existem versões 
> portáveis de alguns poucos programas, exclusivamente para Windows: 
> http://portableapps.com.

O programa em si nem é um problema muito grande para a questão da
portabilidade no GNU/Linux. Por exemplo, é perfeitamente possível baixar
o pacote binário do Firefox, descompactá-lo e executá-lo a partir do
pendrive. Mas os arquivos de configurações pessoais podem dar um pouco
de trabalho. Explico. As configurações do programa geralmente ficam no
diretório pessoal do usuário (o chamado "home do usuário"), normalmente
em arquivos ocultos (arquivos cujo nome se inicia com ".", por exemplo
".mozilla"). Assim, ao abrir um software, ele vai tentar criar um
diretório/arquivo de configuração ou aproveitar o que já existe. Isso
pode ser um problema em computadores públicos, pois alguém pode gerar
um arquivo de configuração que imponha um comportamento indesejável ao
seu programa ou então você pode deixar informações sensíveis nesse
arquivo, que podem ser visualizadas por outras pessoas. Isso algumas
vezes é fácil de resolver, pois alguns softwares possuem a opção de se
passar o local do arquivo de configurações no momento da sua abertura,
via linha de comando. Mas nem sempre isso é possível.

Um outro problema é a questão de bibliotecas instaladas no sistema.
Alguns softwares são compilados de forma a usar bibliotecas específicas
e podem chiar quando não as encontram. Esse é um problema mais sério,
pois implica em não funcionamento da aplicação. Uma alternativa seria o
aplicativo incluir todas as bibliotecas necessárias junto com o seu
binário. É isso que o Firefox faz.

> O GeoGebra é um programa em Java. Será que a portabilidade no Linux é 
> devido a esse fator?

Ser escrito em Java simplifica bem o processo, mas não é restritivo. Se
for possível configurar o local de salvamento das configurações e caso
todas as bibliotecas necessárias sejam incluídas, potencialmente
qualquer aplicativo é portável.

Inclusive, pesquisando aqui encontrei esse projeto:

http://portablelinuxapps.org/

É um pouco mais complexo do que o PortableApps, pois implica que as
pessoas construam seus pacotes, mas o resultado final (portabilidade da
aplicação) é o mesmo. Assim que tiver um tempinho (o que não tem
acontecido comigo ultimamente), vou ver se experimento aquilo lá. Que
tal dar uma olhada e retornar pra gente, Paulo?

Um abraço e até mais.


Frederico
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