Olá Jenny e demais,

Consta no registro JH08322 do Livro da Grande Teia que
Jenny, em 08/04/14 escreveu o seguinte:

> mas em minhas andanças pelas escolas, as vezes, me bate uma pergunta
> que não quer calar: Penso se o Facebook não seria, á princípio, um
> "mal necessário"... Vejo muita gente falar do Facebook, mas mantendo
> (me incluo tb) conta no Google e até número do celular divulgado.
> A garotada e seus pais entendem o Facebook como fato e vejo muitas 
> iniciativas bacanas de divulgação do software livre dentro dele. Não 
> seria uma boa forma de aproximar as pessoas, visto que muitas ainda
> veem o Software livre ou open source como coisa de genios da
> informática??

Essa é uma pergunta que sempre aparece em discussões sobre o software
livre e, especialmente, redes livres. É uma pergunta pertinente e não
tem uma resposta "certa" (a certeza vai da convicção de quem te
responder).

Meu maior problema com o Facebook nem é o fato dele capturar seus dados
e repassá-los, mas sim o fato dele OBRIGAR as pessoas a se cadastrarem
nele, caso queiram interagir. Veja bem, uma coisa é VOCÊ abrir mão da
sua privacidade e segurança. É estúpido? Na minha opinião, sim, mas
ainda assim é um problema seu. Só que, ao usar o Facebook, você faz com
que outras pessoas também abram mão disso, caso elas queiram interagir
com você lá. E isso é sério, pois ela pode não ter a menor noção disso,
mas ela quer ter contato com você. Então, com isso, você a induz a
abrir mão de suas liberdades.

Por isso eu não tenho conta lá e defendo que as pessoas também não
tenham. Quanto a "entender o Facebook como fato", as pessoas também
fazem isso em relação ao software proprietário, não é mesmo? O Windows
não é o grande "padrão" da computação, no imaginário popular?  ;-)
Então, se podemos defender o software livre, por que não defender
também as redes livres?

> O software livre saber, é baseado na pedagogia da autonomia de Paulo 
> Freire, e até onde eu sei é open souce e gratuito. Vou confirmar. E,
> de qualquer forma, é uma oportunidade para todas as pequenas escolas
> que não contam com um suporte adequado, pois é bem simples de
> instalar e com um caráter de ajuda comunitária, bem semelhante a
> outras comunidades.

Tá tendo uma confusão aqui, Jenny. O "Livre Saber" que o Paulo está
falando é o título da coluna da revista ARede e não do software. (e eu
acho que você está confundindo "Livre Saber" com "Luz do Saber",
não?)  ;-)

> Meu nível de confiabilidade em relação a tudo que rola na web vem
> caindo cada dia, pois o Ubuntu One, que considerava bem mais
> confiável que o Dropbox, acaba de me deixar na mão. Comprei um HD
> externo. Nuvem, só como recurso extra.

Bom, discuti sobre o Ubuntu One há algum tempo com alguns usuários do
Ubuntu e fui duramente questionado, dizendo que estava sendo pessimista
e que não poderia comparar a Canonical com outras empresas. Taí a
história agora.

Concordo plenamente que somente o armazenamento local
(preferencialmente em mais de uma mídia) é a forma mais segura. Mas
ainda é possível ter nuvens próprias, usando hospedagens pagas e
software livre. Um bom exemplo é o OwnCloud, que eu uso em minha nuvem
pessoal. Só que, aí você tem o trabalho extra de ficar mantendo a
infraestrutura. E nem sempre isso é uma tarefa fácil. Mas pra quem
gosta, é um prato cheio.

Um abraço e até mais.


Fred
-- 
Linux User #228171
Sítio pessoal: http://teia.bio.br
Perfil ~friendica: http://social.teia.bio.br/profile/aracnus
Software Livre Educacional: http://sleducacional.org

"Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta, que não há
ninguém que explique e ninguém que não entenda." (Cecília Meireles)
_______________________________________________
Geral mailing list
[email protected]
http://listas.sleducacional.org/listinfo.cgi/geral-sleducacional.org

Responder a