CC,

*Em menos de 24 horas de sua  indicação o cara dá uma entrevista deste
nível!!! por  telefone!!!....
Imaginem um debate com a foDilma?
No youtube tem uma entrevista dele ao Jô que já está  entre os vídeos mais
assistidos...
*


ENTREVISTA EXCLUSIVA - INDIO DA COSTA DIZ QUE VOLTA A PINTAR A  CARA: AGORA
PARA ELEGER SERRA <
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http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/entrevista-exclusiva-indio-da-costa-diz-que-volta-a-pintar-a-cara-agora-para-eleger-serra/
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http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/entrevista-exclusiva-indio-da-costa-diz-que-volta-a-pintar-a-cara-agora-para-eleger-serra/>
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https://mail.google.com/mail/?ui=2&ik=1efd04ffa4&view=att&th=12992fd6e9aa513c&attid=0.1&disp=emb&zw
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O deputado federal  Indio da Costa (DEM-RJ) poderia ficar tranqüilo, na
“zona do conforto”,  como diz uma propaganda sobre os craques da Seleção, e
esperar a  reeleição para a Câmara. Em política, quando se tem 39 anos,
tempo não é  problema. Mas decidiu suar a camisa para valer e aceitou o
desafio de  ser o vice na chapa encabeçada pelo presidenciável tucano, José
Serra.  Surgiu como um nome de consenso de tucanos e democratas depois da
crise  danada envolvendo os dois partidos. Sem trocadilho, Indio afirma:
“Volto  a pintar a cara para eleger José Serra presidente do Brasil”.

Ele  faz alusão ao movimento dos cara-pintadas, de 1992, que, se não
derrubou  exatamente o então presidente Fernando Collor — hoje aliado de
Lula —,  serviu para informar ao Congresso, à Justiça e ao próprio chefe do
 Executivo qual era o sentimento da sociedade. Indio da Costa, então com  22
anos, também foi às ruas. E acha que alguns daqueles anseios acabaram  se
perdendo ou foram pervertidos. O que faz Indio pintar a cara 18 anos
 depois? “O inchaço da máquina pública, o apadrinhamento dos  incompetentes,
o aparelhamento do Estado, o uso partidário da máquina  pública, a baixa
qualidade dos serviços do Estado”.

Advogado,  membro de uma família tradicional do Rio, sem histórias tristes
para  contar sobre a infância sofrida, com uma carreira na vida privada, se
 quisesse, que poderia se dar sem sobressaltos… Por que alguém com esse
 perfil vai para a política? Ele responde: “Paixão por algumas causas e
 apreço pelas pessoas”.

O candidato a vice de Serra conta que teve  um aneurisma cerebral em 2003.
Achou que fosse morrer. Sobreviveu. Se  tirou lições existenciais, não diz,
mas ele tirou uma lição política:  “Quando eu me recuperei, tive renovada a
certeza de que é preciso lutar  para que todas as pessoas tenham as
condições de tratamento que eu  tive.” Diz ainda: “Não é possível passar
diante de um hospital público,  ver aquela fila imensa, saber que as pessoas
estão sendo maltratadas e  achar que aquilo é normal.”

Perguntei se juventude ajuda ou  atrapalha. Sorrindo, ele afirma: “Se for um
defeito, tem cura!” Ô… Taí  um mal que poderia ser incurável, hehe. Seguem
os principais trechos da  entrevista, concedida ontem à noite a este blog
por  telefone.
*
*BLOG - Por que o senhor é  um bom candidato a vice-presidente na chapa
encabeçada pelo tucano José  Serra?
INDIO DA COSTA -* Bem, o Democratas  e o próprio José Serra talvez possam
dizer melhor do que eu. Mas é certo  que contou nessa escolha a minha
atuação *no Projeto Ficha Limpa, do qual fui relator. É bom  lembrar, as
reportagens estão por aí, que, inicialmente, os líderes do  governo, do PT,
PMDB, PP e PR na Câmara se juntaram contra a  proposta.*

Foi preciso  muita determinação nossa, do PSDB, do DEM e do PPS, para levar
adiante o  que era um anseio muito justo da população.

Ela não tem como  saber, sozinha, a situação criminal de muitos candidatos.
É preciso que  o Estado crie barreiras e forneça os instrumentos para
impedir que a  política seja contaminada por práticas nefastas. Uma pessoa
condenada  não pode usar a imunidade oferecida pelo mandato para se
proteger. Essa  sempre foi a minha crença, desde que estou na política, e
era e é esse o  sentido primário do projeto Ficha Limpa.
*
**BLOG - O senhor tem 39 anos. Vai fazer 40 no mês da eleição  (dia 20 de
outubro). Nesse caso, juventude ajuda ou atrapalha?
INDIO  DA COSTA -* Se a juventude é um defeito, é  daqueles defeitos que têm
cura (risos). E também não sou tão jovem  assim. Estou há 18 anos na
política. *Mas reconheço que há uma marca de renovação. E me  junto a José
Serra, que me parece o retrato da experiência, do  conhecimento, da
competência*.  Não quero fazer disso que chamam juventude uma vantagem
absoluta, mas  represento um modo de fazer política que está bastante
conectado com  anseios coletivos, que nem sempre encontram canais de
expressão. Entre  as assinaturas de Internet e de papel, o Projeto Ficha
Limpa teve a  adesão de 4,2 milhões de pessoas. E elas conseguiram se fazer
ouvir,  representando, certamente, muito mais gente do que  isso.
*
**BLOG - Dezoito anos na política?  Em 1992, houve o chamado movimento dos
cara-pintadas, que pediram a  deposição do então presidente Fernando Collor.
O senhor foi à rua pedir  o impeachment?
INDIO DA COSTA -* Fui, sim.  Eu fui um cara-pintada. Não era ligado a nenhum
movimento propriamente,  mas fui às ruas como muita gente.
*
**BLOG  - Acredita que aqueles anseios foram satisfeitos?
INDIO DA COSTA -  *Não fui às ruas para eleger ninguém. Foi um  movimento
exigindo ética na política. E hoje pinto a cara novamente,  agora para
eleger José Serra presidente da  República.
*
**BLOG - Qual é a causa de  agora? Continua a ser a questão ética?
INDIO DA COSTA -  *Também é, ou não precisaríamos de um projeto  como o
Ficha Limpa. Mas a pauta é mais ampla.
*
**É preciso pintar a cara contra  o inchaço da máquina pública, contra o
apadrinhamento dos incompetentes,  contra o aparelhamento do Estado, contra
o uso partidário da máquina  pública, contra a baixa qualidade dos serviços*.

*
**Mas é preciso pintar a cara também a favor: a favor de um  modelo em que o
estado seja realmente indutor do desenvolvimento, não um  patrão da
sociedade, que quer concorrer com ela. Há muita coisa a fazer  no Brasil.
**
BLOG - O sr. tem uma origem familiar que lhe permitira cuidar  de sua vida
privada sem se meter no território às vezes hostil da  política. Por que
essa escolha?
INDIO DA COSTA -* Alguns dirão que é piegas, mas é verdade: é paixão mesmo.
 Paixão por algumas causas e apreço pelas pessoas.
*
**Não é  possível passar diante de um hospital público, ver aquela fila
imensa,  saber que as pessoas estão sendo maltratadas e achar que aquilo é
 normal. Não é.*

Não dá para constatar que a gente tem uma educação de  baixa performance,
uma das piores do mundo, e considerar que as coisas  são assim mesmo, que a
gente, como povo, é assim. É preciso melhorar  essas políticas públicas. Não
é preciso ver a tragédia social decorrente  de catástrofes naturais e achar
que nada pode ser feito. É a política  que tem de mudar essas realidades.
*
**BLOG - O sr. fez uma cirurgia delicada em 2003 para extrair  um aneurisma
do cérebro. Ficou com medo de morrer?
INDIO DA COSTA -  *Eu tinha 32 anos. Pensei na morte. Mas,  felizmente, tudo
deu certo. Não quero falar de lições existenciais que  aprendi, porque isso
é muito pessoal, mas não deixo de agradecer a Deus,  à minha família e aos
doutores Paulo Niemeyer e Sérgio Novis, que  cuidaram de mim.

Quando eu me recuperei, tive renovada a certeza  de que é preciso lutar para
que todas as pessoas tenham as condições de  tratamento que eu tive. E a
questão não se limita à saúde. Já colocamos  todas as crianças na escola?
Praticamente. Mas como anda a qualidade? É  preciso cuidar da capacitação
técnica dos brasileiros, e desde a  primeira infância.

E as creches? Com apoio do Congresso, o atual  governo transformou o Fundef
no Fundeb, mas faltam creches; os recursos  não chegam, param na burocracia.


Temos desafios imensos. E é,  sim, a política que cuida dessas coisas. É por
isso que precisa ser  exercida por pessoas de bem e com a consciência limpa.
A oportunidade de  ser vice do Serra - acredito na vitória - dá a chance de
a gente  acelerar as transformações, de fazer mais.

Aprendi muito como  vereador, como deputado federal, mas sabemos o peso que
o Executivo tem  no Brasil e como ele pode ser efetivo para mudar a
realidade quando a  proposta é boa. Lembro, na prática, quando fui
administrador de  Copacabana, em 1995, e secretário de Administração da
Prefeitura do Rio,  entre 2001 e 2006, da força que tem o Executivo para
transformar a vida  das pessoas.
*
**BLOG - O que há de melhor  e o que há de pior no governo Lula?
INDIO DA COSTA -  **O melhor é que  eles não mexeram nos marcos essenciais
da estabilidade econômica. E o  pior está num processo de mediocrização, de
desprezo pelo mérito. O pior  está em recorrer a métodos detestáveis para
manter o poder, de que o  mensalão foi um exemplo escandaloso. Não se
distinguem as esferas do  estado, do governo propriamente, do aparato
sindical e do partido. Isso  não constitui um atentado meramente conceitual
à democracia; é uma  agressão ao padrão democrático que se dá na prática.
Vimos o exemplo do  Programa Nacional de Direitos Humanos. Recorreu-se a uma
boa causa para  tentar emplacar teses autoritárias, que, entre outras
barbaridades,  atentam claramente contra a livre iniciativa e a liberdade de
 imprensa.

BLOG - O  senhor é conhecido por ser um deputado ligado à causa do meio
ambiente.  Essa causa se choca, em algum momento, com a agricultura e a
 pecuária?
INDIO DA COSTA -* Defendo a  vida.

Com a tecnologia existente, podemos produzir mais e  melhor.

O setor rural brasileiro é fundamental para a vida das  pessoas que precisam
se alimentar, ter emprego e renda. O produtor rural  não é inimigo; o
desmatador sim. É perfeitamente possível chegar a um  padrão de
racionalidade ambiental que proteja o meio ambiente e garanta  o vigor do
Brasil na agricultura e na pecuária.

Defendo que as  empresas verdes sejam incentivadas de todas as formas e que
se busquem  novas formas de geração de energia limpa, o transporte sobre
trilhos e  uma produção rural que alie a produtividade com o meio ambiente.
É  possível.
*
**BLOG - O sr. está animado? O  Serra vai acordar o senhor de madrugada…
INDIO DA COSTA -  *Pode acordar (risos). Eu estou muito  animado, sim. Perto
de fazer 40 anos, trabalhar com uma das pessoas que  mais entendem de
administração e políticas públicas no Brasil é um  privilégio pessoal, sem
dúvida, me orgulha bastante. Mas me dá,  sobretudo, ânimo para realmente
demonstrar que é possível fazer muito  mais em favor das pessoas, oferecendo
instrumentos que as tirem da  miséria de forma efetiva, não demagógica. E
vamos  conseguir!
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**Por Reinaldo Azevedo*

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