um pai que tenta ser conivente e não chamar o filho a responsabilidade é
gente da pior especie

um grupo de amigos já constituiu um jurista de renome para ajudar a mãe
chamar o criminoso, os guardas e o estado à responsabilidade...

na marcha da irresponsabilidade vigente, onde nem o presidente da republica
respeita a lei, daqui a pouco o garoto seria acusado por andar na frente do
carro em alta velocidade e a família obrigada pagar o conserto do carro...



Rio - Página 20
   *Apagando vestígios *
Mecânico diz que pai de atropelador pediu pressa no conserto de carro
danificado

Uma nova testemunha do caso do atropelamento do músico e estudante Rafael
Mascarenhas revelou à polícia que a família do motorista Rafael Bussamra, de
25 anos, tentou esconder as avarias no carro envolvido no acidente. O
lanterneiro Paulo Sérgio Gentile Muglia, de 48 anos, contou ontem, em
depoimento à 15º DP (Gávea), que o pai de Bussamra, Roberto Martins
Bussamra, e um irmão do motorista, não identificado, deixaram o veículo na
porta da oficina Grande Amigos, no bairro de Quintino, na Zona Norte, poucas
horas após o acidente. O carro foi deixado no local por volta das 5h de
terça-feira. O atropelamento aconteceu à 1h30m.

Segundo o lanterneiro, eles telefonaram para o estabelecimento pela manhã e
pediram para que o conserto do veículo, amassado e com um farol quebrado,
fosse feito o mais rápido possível. Antes que o reparo fosse finalizado,
segundo o lanterneiro, Bussamra voltou a ligar, por volta das 10h, e
perguntou se o conserto já estava sendo feito. O lanterneiro teria
respondido que já havia começado a trabalhar no veículo, mas o Bussamra
pediu para cancelar o serviço, sem explicar o motivo. Depois desse contato,
ninguém da família do motorista voltou a ligar para a oficina, garantiu o
lanterneiro.

Muglia disse que achou a situação estranha e ficou com a impressão de que
havia vestígios de pele humana no para-choque: — Ele (o pai do atropelador)
disse que queria o carro rápido e, em seguida, mandou parar o conserto.

O pai e o irmão de Rafael Bussamra prestarão depoimento hoje aos agentes da
15º DP (Gávea). Segundo a titular da delegacia, Bárbara Lomba, na próxima
semana serão ouvidos os policiais militares que prestaram socorro durante o
acidente e os que liberaram o atropelador e seus amigos.

*Estudante nega ter havido pega*

Em outro depoimento ontem, o estudante que estava no banco do carona do
Siena dirigido por Bussamra, identificado somente como André, negou que eles
estivessem fazendo um pega. Segundo o advogado Paulo Márcio Ennes Klein,
André contou que Rafael atravessou de repente, de skate, na frente do carro,
e Bussamra chegou a frear e buzinar.

No depoimento, André disse que não viu o amigo fazer a bandalha dentro do
Túnel Zuzu Angel — ele usou irregularmente uma passagem de serviço para sair
da pista no sentido São Conrado e pegar a de sentido Gávea, fechada para
manutenção.

Segundo o advogado, André disse também não saber o que Bussamra conversou
com os PMs que abordaram o Siena na saída do Túnel Acústico.

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