23/07/2010 20h40 - Atualizado em 23/07/2010 21h07 PMs pediram R$10 mil para liberar carro, diz pai de atropelador de RafaelEle contou que chegou a pagar mil reais aos policiais. Filho de 18 anos da atriz Cissa Guimarães morreu na terça-feira.
Do G1, com informações do Jornal Nacional imprimir <#> O pai do jovem que admitiu ter atropelado Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, disse nesta sexta-feira (23) em depoimento que os policiais que liberaram seu filho pediram R$ 10 mil em proprina. O depoimento durou seis horas. Roberto Bussamra conta que após a abordagem policial, o grupo parou em um posto de gasolina no bairro da gávea. Veja o site do Jornal Nacional <http://g1.com.br/jornalnacional> Ele foi chamado ao local. Os PMs exigiram R$ 10 mil para liberar os rapazes que atropelaram Rafael. Como não tinha o dinheiro na hora, Roberto Bussamra combinou de pagar a quantia na manhã seguinte, na praça mauá no centro do Rio de Janeiro. Ao se encontrar com os policiais, ele inicalmente pagou mil reais. Mas durante o acerto recebeu um telefonema da mulher. Ela contou que a vítima do atropelamento era filho da atriz Cissa Guimarães -- e que e ele havia morrido. Roberto passou mal ao receber a notícia e foi retirado do carro por um dos filhos -- enquanto os policiais arrancavam com o dinheiro da propina. O dono da oficina para onde foi levado o siena preto do jovem após o acidente diz que por volta de 4h30 o automóvel chegou de reboque. O pai e o irmão do motorista esperaram até 8h, quando a oficina abriu. O lanterneiro disse o pai do jovem pediu pressa no conserto porque precisava trabalhar com o carro. Em três horas de conserto, o carro chegou a ser desmontado mas não houve tempo para que as peças danificadas fossem trocadas. O dono da oficina contou que, durante o serviço, recebeu um telefonema do pai do atropelador exigindo que parasse com urgência e que depois ele entenderia o porquê e que a perícia buscaria o veículo. O mecânico disse que teria visto vestígios de pele no carro. Depois de ter parado o trabalho, ele ouviu sobre o acidente no noticiário. *Investigação* De acordo com a polícia, nenhum outro depoimento está previsto para acontecer nesta sexta-feira (23) e no fim de semana. Os agentes pretendem usar os próximos dois dias para avançar nas investigações. A previsão é que os policiais militares que abordaram o carro que atropelou Rafael Mascarenhas sejam chamados a depor na próxima semana, mas a data ainda não foi definida. A polícia informou ainda que dificilmente o inquérito será encerrado na próxima semana. A polícia investiga se eles tentaram ocultar vestígios de acidente no carro que matou o jovem no Túnel Acústico, na Gávea, na Zona Sul do Rio, quando ele andava de skate. *Homenagem a Rafael* Rafael Mascarenhas recebeu uma homenagem dos amigos na noite de quinta-feira (22). Skates e rosas brancas foram reunidos em frente ao prédio onde Rafael morava com a mãe, na Gávea, na Zona Sul do Rio. Uma foto do rapaz num show lembrou a paixão de Rafael pela música. Os dois jovens que andavam de skate junto com ele na madrugada do atropelamento se abraçaram com outros amigos. *PMs têm ficha exemplar* As fichas profissionais do sargento e do cabo da Polícia Militar, que liberaram o motorista que atropelou o músico Rafael Mascarenhas, apontam comportamento excepcional e ótimo durante o tempo em que eles estão na corporação. As informações são da assessoria de relações institucionais da PM. Os policiais prestaram esclarecimentos à Corregedoria da PM sobre o episódio durante toda a manhã desta quinta-feira (22). De acordo com o comandante geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, os PMs voltaram a confirmar as declarações que constavam no boletim de ocorrência entregue à Polícia Civil. O sargento e o cabo foram afastados dos trabalhos nas ruas. *Carona prestou depoimento na quinta-feira* O estudante André, de 19 anos, que estava no carona do carro do motorista que confessou ter atropelado o músico Rafael Mascarenhas prestou depoimento na quinta-feira (22). Ele não quis falar com a imprensa. O advogado dele, Paulo Márcio Ennes Klein - que não quis revelar o sobrenome do cliente -, informou que o jovem disse, no depoimento, que Rafael passou de skate, na frente do carro, saindo da direita para a esquerda, dentro do Túnel Acústico, que liga São Conrado à Gávea. Segundo Paulo Klein, André negou, no depoimento, que ele e os amigos estivessem fazendo um pega dentro do Túnel Acústico. “Ele diz que o carro não estava correndo, mas que não sabe precisar em que velocidade estava. André contou que o carro chegou a frear antes do atropelamento”, disse o advogado. “Inclusive, o André estava sem o cinto de segurança. Não sou perito, mas acredito que, se o carro estivesse em alta velocidade, com o impacto, o André teria se machucado”, acrescentou.
