Como são as coisas, né? Foram pessoas do tipo da Dillma, do Lulla, do Zé 
Dirceu, do Genoíno... que me afastaram dos movimentos mais radicais contra a 
ditadura embora eu nunca tivesse deixado de combatê-la. 
Neles eu via o bando de aproveitadores que são e que estavam à espera da brecha 
que acabaria surgindo para levá-los ao poder.
De todos os males que o regime militar autoritário trouxe ao país, o maior foi 
permitir o surgimento desses pseudoidealistas, glamurizados por intelectuais 
ingênuos ou com a visão revolucionária romântica. 
Hoje estão onde estão por conta da desinformação e da deficiência da educação 
no Brasil, incapaz de distanciar quem era apenas bandido de quem lutava contra 
um totalitarismo da direita armada. Sem que com isso quisessem um extremismo de 
esquerda.
O resultado é que até agora o banditismo está triunfando.
Eu acredito em dias melhores.

Carlos Antônio.
  ----- Original Message ----- 
  From: leni balthar 
  To: [email protected] 
  Sent: Tuesday, August 17, 2010 8:12 AM
  Subject: [gl-L] Tribunal "esconde" processo contra Dilma




        Por que esconder? Tribunal "esconde" processo contra Dilma Rousseff 
        A própria companheira de legenda da candidata do PT, Marta Suplicy 
disse certa vez que devemos conhecer a fundo nossos candidatos....então...? 
Leia com atenção a reportagem da Folha de São Paulo, abaixo.

        Para evitar uso eleitoral, corte guarda em cofre papéis de ação que 
levou petista à prisão na ditadura, diz ministro

        Caso não é protegido por sigilo; presa em 1970, Dilma foi condenada 
pela Justiça Militar de três Estados e torturada


        Está trancado desde março, num cofre da presidência do Superior 
Tribunal Militar, todo o processo que levou a candidata do PT à Presidência, 
Dilma Rousseff, à prisão durante a ditadura (1964-85).
        A papelada, retirada dos arquivos por ordem do próprio presidente do 
tribunal para prevenir um eventual uso político do material, revela em fichas, 
fotos, depoimentos e relatórios de inteligência a militância de Dilma à época.
        Até março, quando foram "escondidos", os documentos poderiam ser 
consultados pelo público, como advogados, jornalistas, pesquisadores e pelas 
partes do processo. A liberação, quase sempre, é feita pelo ministro-presidente 
do tribunal, Carlos Alberto Marques Soares.
        Em entrevista à Folha, ele admitiu que o processo foi parar no cofre 
por causa das eleições. "Não quero uso político [do STM]", afirmou ele. "Não 
vou correr risco no período eleitoral."
        Estão nos arquivos do STM mais de 116 mil processos. Além do material 
sobre a ditadura, há documentos da Intentona Comunista, de 1935, e da chegada 
de Getúlio Vargas ao poder, em 1930.
        Só o processo referente a Dilma e "mais uns outros 50", segundo Carlos 
Alberto Marques, estão no cofre.
        Mas o passado de Dilma em organizações da esquerda armada não é o único 
argumento para a retirada do material do arquivo. "Também vamos começar a 
restauração e a digitalização dos processos", disse.
        A digitalização, por enquanto, só existe no discurso. Uma licitação 
para contratar um responsável para restaurar os arquivos ainda nem saiu do 
papel, como reconhece o ministro.
        Apenas depois de restaurados, os papéis serão digitalizados. E o 
processo só será disponibilizado ao público após a digitalização.
        A assessoria da candidata do PT diz que ela "desconhece" a guarda dos 
documentos em um cofre.
        "A mim ninguém pediu nada", afirmou Carlos Alberto ao ser questionado 
se recebeu alguma solicitação para levar o material aos cofres.
        O processo não traz informações somente do passado de Dilma. À época, 
em 1970, outras 67 pessoas tornaram-se rés no mesmo caso.
        Quase todos eram integrantes da VAR-Palmares (Vanguarda Armada 
Revolucionária - Palmares), organização que Dilma integrava.
        Parte do material, mas não ele todo, está espalhada em arquivos 
públicos do país. O processo não está protegido por sigilo.
        Presa no início de 1970, a candidata do PT foi condenada pela Justiça 
Militar de três Estados -Rio, Minas e São Paulo. Foi torturada. Deixou a prisão 
no final de 1972.
        Em entrevistas sobre o assunto, Dilma Rousseff diz ter orgulho de seu 
passado de luta contra a ditadura. Ele nega ter atuado em ações armadas e 
afirma que sua participação restringiu-se à logística das organizações.

        Dois em cena



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        Leni Balthar 
       

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