Tia Zonia,
que te parece??
acho que o assunto vai te interessar...

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quinta-feira, 19 de agosto de 2010
 Dilminha paz e
amor<http://blogdomariofortes.blogspot.com/2010/08/dilminha-paz-e-amor.html>
 
<http://4.bp.blogspot.com/_k3IKh79wICM/TG0yCGKwezI/AAAAAAAAG7M/jw27bnQBSJI/s1600/DILMA_clayton.jpg>
*Arte de Clayton*
O Brasil respira aliviado. A candidata que lidera as pesquisas para
presidente não é nada daquilo que você estava pensando. Você é um maldoso.
Dilma Rousseff é uma flor de pessoa. Um doce de coco. Depois de assistir à sua
aparição no primeiro dia do horário
eleitoral<http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI163753-18176,00-DILMA+APOSTA+EM+LULA+SERRA+EM+BIOGRAFIA.html>,
não há o que temer. Se ela for eleita, o Brasil será um lugar aconchegante –
quase um útero materno.
Todas as fotos fofinhas de álbum de família, desta vez, pareciam ser dela
mesma. A famosa foto de Norma Benguell, sua dublê nas passeatas de 68, ficou
fora da edição. Em compensação, o Brasil conheceu o cachorro de Dilma
Rousseff.
Essa mulher tenra que, como sabemos agora, vive imersa num mar de
sentimentos bons, que tem cada passo guiado pelo amor ao próximo (não ao
próximo cargo, como alguns imaginavam) – essa mulher, enfim, tem um
cachorro.
E a julgar pelo tempo ocupado pelo animal no horário político, ele é quase
tão importante quanto Lula. O ex-governador Olívio Dutra aparecia dizendo
que Dilma é ótima para trabalhar em equipe, e lá vinha o cachorro,
obediente, trazendo de volta o objeto atirado pela dona. Um argumento e
tanto.
Nas imagens de harmonia e felicidade entre Dilma Rousseff e seu cão fiel,
não aparece nenhuma patada – daquelas que a dona costumava dar em seus
interlocutores, especialmente jornalistas. Pelo visto, foi tudo um
mal-entendido. A ex-ministra de Lula que reapareceu no horário eleitoral só
tem paz e amor no coração.
A prova disso é o seu sorriso de menina ao contar que viu, aos 17 anos, o
Brasil cair nas mãos dos militares. Ela estava na escola, e a agitação do
momento político a encantava. Dir-se-ia que Dilma estava narrando uma
gincana colegial. Depois foi presa, e também na prisão aprendeu a viver em
harmonia.
O Dalai Lama ia morrer de inveja de tanta serenidade.
Na vida da verdadeira Dilma, que finalmente conhecemos graças ao emocionante
filme feito por seus marqueteiros, não há nem sombra de autoritarismo.
Aquela megera que invadia a Receita Federal para mandar ajudar o Sarney, que
organizava dossiês contra adversários políticos, que conspirava com os
companheiros chavistas contra a imprensa burguesa, que fraudava seu próprio
currículo para virar doutora – essa mulher, felizmente sabemos agora, não
existe.
Quem existe é a mãe zelosa, que tem basicamente duas preocupações na vida: o
sono de sua filha única e a proteção aos pobres.
Lula disse, no programa, que bastou um único encontro com Dilma em seu
gabinete para transformar a desconhecida em ministra. A bondade realmente é
um dom irresistível.
E lá vai o Brasil às urnas, embalado por essa cantiga de ninar. Um dia ele
acorda.
*Texto de Guilherme Fiuza <http://guilhermefiuza/> na revista Época online
 Postado por BLOG DO MARIO FORTES às
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