mais uma noticia da republica de Banania

Economia - Página 20
   *Pré-sal: Lula decidirá valor do barril*
Presidente fará esta semana análise política para manter capitalização da
Petrobras

*Luiza Damé e Mônica Tavares*

BRASÍLIA. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está aguardando para esta
semana a proposta de preço do barril do petróleo, que será a base da
capitalização da Petrobras no dia 30 de setembro. O valor deverá ser
apresentado pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e pelo
ministro da Fazenda, Guido Mantega, que também preside o conselho de
administração da companhia. Segundo uma fonte do Palácio, os estudos
técnicos estão guardados com os dois a sete chaves e a decisão somente será
tomada no gabinete presidencial.

As especulações de mercado apontaram que a sugestão apresentada para o preço
do barril pela certificadora a Gaffney, Cline & Associates, contratada pela
Agencia Nacional do Petróleo (ANP), foi de US$ 10 a US$ 12. Por outro lado,
a consultoria DeGolyer & MacNaughton, contratada pela Petrobras, não passou
dos US$ 5 a US$ 6. Elas levaram 45 dias realizando os estudos sobre o preço
ideal dos barris, que serão cedidos pela União à Petrobras na capitalização.

O valor final da capitalização dependerá da cessão onerosa, que é um sistema
pelo qual o governo federal cederá à Petrobras o direito de explorar até 5
bilhões de barris de petróleo em áreas do présal ainda não concedidas.

A avaliação presidencial do valor final da capitalização passará agora pela
perspectiva política, levando em conta, inclusive, a proximidade das
eleições.

Mas Lula não estaria disposto a adiar o processo.

Outro aspecto é que, há cerca de 15 dias, segundo um forte interlocutor
governamental, Lula não via com bons olhos a avaliação do mercado de que
cada barril que a União dará à Petrobrás na capitalização seja cotado entre
US$ 5 e US$ 6. Para ele, o valor era baixo, e já teria avisado à Petrobras e
aos consultores que só aceitaria um preço maior. A capitalização poderia
ficar inviabilizada com um preço do barril mais baixo.

Mercado espera valor entre US$ 7 e US$ 9 e teme ações A opinião também é
compartilhada pelo diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, que já deixou claro
publicamente, em diversas ocasiões, que o preço de US$ 5 ou US$ 6 por barril
seria baixo na certificação.

Segundo interpretações do mercado, a capitalização vai sair
independentemente do preço que for fixado. Só não pode haver uma diferença
grande entre as avaliações para evitar questionamentos jurídicos.

A aposta é de que fique entre o barril US$ 7 e US$ 9. A equipe econômica
defende um valor acima de US$ 10.

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