Adoção está aí para isso.
Rafael
On 3/10/06, leni balthar <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
>
>
> Ex-noivo impede britânica de usar embrião congelado
> Do Independent, republicado pela Folha de S. Paulo
>
> A Corte Européia de Direitos Humanos decidiu que uma mulher britânica que
> ficou infértil depois de submetida a um tratamento contra câncer não poderá
> utilizar seus embriões congelados para ter um bebê sem a concordância de seu
> ex-noivo.
> Natallie Evans e seu ex-parceiro, Howard Johnston, usaram suas células
> sexuais para criar seis embriões durante tratamento de fertilização, mas,
> após a separação deles, Johnston retirou seu consentimento para que os
> embriões fossem utilizados.
> Evans, 35, diz que os embriões representam sua única chance de ter um filho
> próprio e que o fato de lhe ser negada a permissão para usá-los constitui uma
> violação de seus direitos humanos.
> Mas ontem a Corte Européia manteve uma decisão anterior da Alta Corte,
> segundo a qual o consentimento contínuo tanto do homem quanto da mulher é
> necessário durante todo o decorrer dos procedimentos de fertilidade.
> (...)
> Ontem, ela fez um apelo emocionado a Johnston: "Howard pode achar que já é
> tarde para mudar de idéia, mas não é. Por favor, Howard, pense sobre isso.
> Pense no que você está fazendo comigo". Ela acrescentou: "Já tentei todas as
> maneiras possíveis de falar com ele, mas nada funcionou. É claro que não
> estou dizendo que ele não tem direitos, mas ele sabia no que estava se
> metendo quando iniciamos o tratamento para fertilização "in vitro". Ele optou
> por se tornar pai no dia em que criamos os embriões. Foi escolha dele ser
> pai." Johnston afirmou que não pretende mudar de idéia.
> (...)
> Especialistas em fertilidade saudaram a decisão, dizendo que ela defende os
> direitos dos homens de não se tornarem pais de filhos que não desejam.
> Johnston afirmou não ter dúvidas de que a apelação legal de sua ex-parceira
> vai fracassar: "O fator-chave, para mim, foi poder decidir se e quando eu
> crio uma família. Tudo se resume realmente a isso".
>
>
> Sim, o cidadão tem direito a não ser pai, ponto, como uma mulher tem o
> direito a não ser mãe. Não acho que seria justo um homem resolver ter filhos
> com o meu embrião sem que eu o autorizasse. Sim, há o aspecto humanitário,
> sim, a mulher essa não vai poder ter filhos de outro jeito e tal, mas criança
> tem pai e mãe. Não é algo que se produza sozinho, pelo menos enquanto a
> técnica Dolly - Faça você com você mesmo, não se dissemina e populariza. Até
> o pai da Dolly, está negando ser o pai. RS....
>
> Eu não acho aceitável engravidar por livre e isolada vontade e dane-se o que
> o cidadão pai ou cidadã mãe da criança pense, sinta ou queira, uma vez que
> ser pai ou mãe é uma responsabilidade, digamos, extrema e vitalícia. Também
> acho que o cidadão que não deseje ter filhos pode providenciar evitá-los por
> sua própria conta, mas também acho que isso pode ser acordado entre o casal e
> existir um pacto de confiança mútua. Não queremos? Não. Quem providencia a
> anticoncepção, eu ou você? E acho uma tremenda sacanagem descumprir o acordo.
> Imagine você, amiga de fé, irmã camarada, confrontada com a seguinte
> situação: um belo dia, seu namorado, marido, bedmate chega e diz que está
> grávido, que está feliz e que, mesmo se você não quiser, ele vai ter o bebê e
> você vai ser mãe. Que legal, né?
>
> Se, todavia, acordo de quem providencia a anticoncepção não houve, bem, cada
> um cuida dos seus gametas.
>
> Acho que, sim, acontece e se há gravidez não planejada POR AMBOS (e não me
> venham argumentar que quem vai pra cama, vai disposto a procriar
> subjetivamente, please), tanto ele quanto ela tem todo o direito de não
> querer ter o bebê e acho que devem discutir se levarão a gravidez adiante ou
> não e que devem decidir isso juntos. Acho também que no final das contas e
> frigir dos ovos, por motivos óbvios, quem decide é a mãe. Mas acho que se o
> pai tiver concluído que não quer mesmo a criança e a mãe decidir tê-la no
> matter what, não há nada de monstruoso, desumano da parte do cidadão que vai
> ser pai à revelia da sua vontade restringir-se a colaborar apenas
> financeiramente. Não se ama por imposição, nem se pode exigir que alguém
> assuma uma responsabilidade dessas com felicidade e contentamento quando não
> se decidiu por isso.
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