Não demora para surgir por aqui uma similiar dessa
PFLAG - entidade que reúne pais, famílias e amigos de gays e lésbicas. Antes, a sigla era GLS - Gays, Lésbicas e Simpatizantes.
Passou para a GLBT - Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros.
A propósito, quem aí assistiu ao filme?
:-) Vera
 
 
Segunda, 13 de março de 2006
Milhares de gays americanos apostam no "efeito Brokeback"
 
 
Milhares de homossexuais americanos esperam que o "efeito Brokeback" volte a lançar o debate sobre os direitos desta comunidade e lhes dê sua recompensa mais desejada: uma maior tolerância com o romance vivido por pessoas de mesmo sexo.

Apenas três anos atrás, a Suprema Corte declarou inconstitucionais as leis que proibiam as relações sexuais consensuais entre pessoas do mesmo sexo.

Agora, sem querer, o filme O Segredo de Brokeback Mountain, que conta o romance vivido entre os caubóis Ennis e Jack, bateu recorde de bilheteria nos Estados Unidos entre todo tipo de população.

"É um verdadeiro fenômeno social", disse Jean-Marie Navetta, porta-voz da organização PFLAG (Pais, famílias e amigos de gays e lésbicas).

"Nunca antes se expuseram de uma forma tão autêntica os problemas, desafios e com freqüência as tristezas causadas pela violência e a discriminação contra os homossexuais", disse à AFP.

A comunidade gay americana não pode esquecer que em menos de 10 anos um grupo de homofóbicos americanos assassinou o estudante Matthew Shepard, de 21 anos, em Laramie, estado do Wyoming, o mesmo onde se passa o filme.

Atualmente, a porta-voz estima haver "mais aceitação dos gays do que teríamos imaginado, sobretudo se considerarmos que todos os espectadores que foram às mais de duas mil salas de cinema que exibiram o filme não eram todos homossexuais."

De fato, nenhuma sala foi alvo de represália ou violência por exibir o filme. Nem mesmo a direita religiosa americana, normalmente bastante combativa com temas controversos, lançou uma campanha contra o filme, "O país está no caminho certo no que se refere a temas homossexuais", avaliou Matt Foreman, diretor do grupo National Gay and Lesbian Task.

"Sabemos que mais de 70% dos americanos, republicanos ou democratas, apóiam os gays e são contra a discriminação e que mais de 60% dos jovens menores de 25 anos são favoráveis ao direito dos homossexuais", disse à AFP.

"O problema não é que a opinião pública se mostre favorável aos gays, mas que os estados e o governo estão dominados pelos conservadores", denunciou.

Para a organização Human Right Campaign é importante destacar que o sucesso deste tipo de filme "reflete uma compreensão maior e aceitação destes temas, publicados na primeira página de jornais e tema de conversa entre milhões de americanos este ano".

No país do consumo, os americanos têm bem presente que o poder de compra da comunidade homossexual foi avaliado em US$ 641 bilhões em 2006, segundo o Witeck-Combs Communications, um grupo de estudos de marketing.

Mas ainda há um caminho longo a percorrer. Ninguém se esquece de que o casamento homossexual foi tema da recente campanha eleitoral americana, que terminou com a reeleição de George W. Bush em 2 de novembro de 2004.

Paralelamente às presidenciais, 11 estados rejeitaram por referendo o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
 

Fonte: AFP
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