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Com reforma agrária e mais crédito não será possível, assentar mais gente, produzir muito mais e tornar a vida de milhões de brasileiros muito melhor? -- Beijins Fa ---------------------------------------------------------------- "Eu tenho minhas duvidas sobre não acreditar." ---------------------------------------------------------------- Cardoso wrote: > se esses números são verdadeiros, pra quê reforma agrária? > > > On Wed, 15 Mar 2006 07:22:31 -0300 > Fatima Conti wrote: > > FC> > FC> > FC> Oi Rubens, Oi Cardoso, > FC> > FC> > FC> Acho que não é bem assim, Cardoso. > FC> > FC> Mais da metade da produção com pouco crédito não é bem isso, né? > FC> > FC> Olhe esse artigo: > FC> > FC> Quarta-Feira, 15 de março de 2006 > FC> 25.05.04 > FC> BRASIL Questão agrária > FC> > FC> > FC> Pequeno produtor recebe pouco crédito, mas sustenta setor agrícola > FC> > FC> Adital - Brasil - Adital/ Evandro Bonfim* - Começa hoje em 17 estados do > FC> Brasil a mobilização nacional pela valorização da agricultura camponesa, > FC> que demanda do governo brasileiro a atenção correspondente à importância > FC> do pequeno produtor para o setor agrícola e o abastecimento da população > FC> do país. A reivindicação se baseia no levantamento "Dados e Informações > FC> Comparativas da Produção nas Grandes, Médias e Pequenas Propriedades > FC> Agrícolas". > FC> > FC> A compilação, feita pelo professor de geografia agrária da Universidade > FC> de São Paulo (USP), Ariovaldo Umbelino de Oliveira, e pela assessoria > FC> técnica do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) se baseia no último > FC> censo agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística > FC> (IBGE), bem como de outros organismos responsáveis por informações sobre > FC> o setor agrícola brasileiro. O estudo analisa a estrutura fundiária > FC> brasileira através do recebimento de crédito e volume de produção da > FC> agricultura camponesa em comparação com o agronegócio. > FC> > FC> Segundo dados de 2003, a quase totalidade da quantidade de imóveis > FC> rurais brasileiros, 91,9%, é constituída de pequenas propriedades, que > FC> mesmo em conjunto não respondem pela ocupação do maior número de > FC> hectares no campo, pois somente cada latifúndio possui 4.110,8 de > FC> hectares em média. > FC> > FC> No entanto, apesar de disporem de menos terra, as pequenas propriedades > FC> ocupam 14.444.779 pessoas, enquanto os latifúndios para exportação > FC> empregam cerca de 30 vezes menos, apenas 421.388 trabalhadores. Também > FC> não é exagero afirmar que a produção agrícola brasileira, sobretudo a > FC> destinada ao consumo interno, é fornecida pelas pequenas unidades rurais. > FC> > FC> Mais da metade do total do produção de vegetais no país (53,6%) é > FC> realizada por camponeses e pequenos agricultores, enquanto os grandes > FC> proprietários cuidam de apenas 15,2% dos cultivos, a maioria destinados > FC> à exportação. > FC> > FC> Em relação à criação de animais para a alimentação, as pequenas > FC> propriedades agrícolas também respondem por 60,4% da produção nacional. > FC> Por exemplo, no quesito de gado abatido, as pequenas unidades > FC> participaram com 62,3% enquanto que os latifúndios com apenas 11,2% do > FC> total do país. > FC> > FC> Quanto à produção de leite a posição das pequenas unidades foi > FC> majoritária 71,5%, sendo que os latifúndios produziram apenas 1,9% do > FC> leite consumido no Brasil. Transnacionais recebem mais "Apesar disso, o > FC> grande volume de crédito vai para as grandes propriedades. Além do mais, > FC> os financiamentos e subsídios públicos vão para os produtos de > FC> exportação, que são isentos de ICMS (Imposto sobre Circulação de > FC> Mercadorias e Serviços) tanto na venda para a produção, como na > FC> importação de insumos agrícolas", denuncia o Movimento dos Pequenos > FC> Agricultores. > FC> > FC> A disparidade entre o volume destinado para o agronegócio e os créditos > FC> concedidos aos agricultores camponeses, também sem temer exageros, pode > FC> ser considerada gigantesca, tanto em termos absolutos como > FC> proporcionais. Por exemplo, no Plano de Safra 2003/2004, o Banco do > FC> Brasil liberou para apenas 15 empresas transnacionais do agrobussiness > FC> (Aracruz Celulose, Cargil, Bunge, ADM, Nestlé, Rhodia, Souza Cruz, Basf, > FC> Monsanto e Bayer), 4,3 bilhões de reais, quase o mesmo montante dos > FC> financiamentos destinados à toda a agricultura camponesa (4,5 bilhões de > FC> reais), que, como foi visto, responde tanto pela maior parte da produção > FC> agrícola nacional como representa o maior número de propriedades do > FC> campo brasileiro. > FC> > FC> Para o próximo Plano de Safra, referente ao período 2004/2005, a > FC> perspectiva é de ainda maior destinação de crédito para os grandes > FC> produtores. Os recursos governamentais previstos para a próxima safra > FC> devem chegar à ordem de 45 bilhões de reais em investimentos. Desse > FC> total, 7 bilhões já foram confirmados para a agricultura camponesa e 38 > FC> bilhões de reais para o agronegócio. > FC> > FC> Por isso, a relevância da mobilização iniciada hoje pelos pequenos > FC> agricultores e camponeses contra a concentração de terras e de dinheiro > FC> público nas mãos dos latifundiários. "Se isso se confirmar, haverá ainda > FC> mais concentração do crédito nas mãos dos que produzem menos, algo > FC> inaceitável para o Governo Lula, embora esta seja a política do > FC> Ministério da Fazenda e do Ministério da Agricultura e Abastecimento. > FC> > FC> > FC> Nesse caso, não se poderá alegar a falta de dinheiro para os pequenos, > FC> pois o aumento de recursos para o agronegócio é de 11 bilhões, enquanto > FC> que para a agricultura camponesa será de apenas 1,6 bilhões de reais", > FC> declara o coletivo de trabalhadores rurais. * Evandro Bonfim é > FC> jornalista da Adital. > FC> > FC> > FC> > FC> Retirado de > FC> http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=12342 > FC> (a pontuação em parágrafos é minha) > FC> > FC> > FC> -- > FC> Beijins > FC> Fa > FC> ---------------------------------------------------------------- > FC> "Toda a vez que aumentam o pão, o pão diminui." - Max Nunes > FC> ---------------------------------------------------------------- > FC> > FC> > FC> > FC> Cardoso wrote: > FC> > FC> > São não. Além de caros são improdutivos, uma boa megafazenda com > FC> > tecnologia de ponta produz 10x mais que uma chácara com um capiau e 5 > FC> > filhos desdentados. > FC> > > FC> > Esse modelo mal serve pra subsistência. > FC> > > FC> > > FC> > On Wed, 15 Mar 2006 04:24:36 -0300 > FC> > Fatima Conti wrote: > FC> > > FC> > FC> > FC> > FC> > FC> > FC> Oi Rubens > FC> > FC> > FC> > FC> Mas o agronegócio alimenta a nação, mesmo? > FC> > FC> > FC> > FC> Parece-me que os pequenos agricultores ainda são importantíssimos > no > FC> > FC> processo. > FC> > FC> > FC> > FC> -- > FC> > FC> Beijins > FC> > FC> Fa > FC> > FC> ---------------------------------------------------------------- > FC> > FC> "O cirurgião é um profissional para quem só há uma maneira de > FC> > FC> conhecer seu semelhante: abrindo." > FC> > FC> ---------------------------------------------------------------- > FC> > FC> > FC> > FC> > FC> > FC> Rubens wrote: > FC> > FC> > FC> > FC> > ... > FC> > FC> > CA| esta questão da reforma agrária se arrasta desde o > FC> > FC> > | Império. E os políticos e grandes latifundiários > FC> > FC> > | não são inocentes nessa zona em que se tornou. > FC> > FC> > | Este é um caminho para uma convulsão social que > FC> > FC> > | estão minimizando e poucos estão se dando conta que > FC> > FC> > | acontecerá. > FC> > FC> > > FC> > FC> > CC| Acho que você está errado. > FC> > FC> > | No MOMENTO em que eles começam a invadir e quebrar, > FC> > FC> > | tornam a discussão ilegítima. (...) > FC> > FC> > | QUALQUER consideração agora sobre reforma agrária, > FC> > FC> > | fará com que eles acham que seus métodos funcionam. > FC> > FC> > | A sociedade tem que mostrar justamente o contrário. > FC> > FC> > > FC> > FC> > > FC> > FC> > Isso sem falar que, em pleno 2006, esse papo de > FC> > FC> > "Reforma Agraria" está prá lá de anacrônico... > FC> > FC> > O Brasil ja perdeu esse bonde, que deveria ter > FC> > FC> > sido feito ha 100 anos. Hoje em dia ja nao faz > FC> > FC> > mais sentido falar em Reforma Agraria de verdade. > FC> > FC> > No maximo distribuir uns lotezinhos para alguns. > FC> > FC> > > FC> > FC> > Nao existem mais esses grandes latifundios impro- > FC> > FC> > dutivos que os Stediles da vida adoram citar. O > FC> > FC> > que existe é o chamado Agronegócio, a agricultura > FC> > FC> > tratada de forma empresarial, que dá lucro, alimenta > FC> > FC> > a nacao e rende divisas aos país. > FC> > FC> > > FC> > FC> > Querer agora, nessa altura do campeonato, achar > FC> > FC> > que distribuir um ou dez milhoes de lotezinhos é > FC> > FC> > solucao de fato para alguma coisa, é raciocinar > FC> > FC> > de forma retrograda... > FC> > FC> > > FC> > FC> > Fora o cu$$$$to que isso representa para toda a > FC> > FC> > sociedade... > FC> > FC> > > FC> > FC> > > FC> > FC> > [ ] Rubens > FC> > FC> > > FC> --- Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se. Comentários: www.yahoogroups.com/group/goldenlist-L/messages Newsletter: www.yahoogroups.com/group/goldenlist/messages Yahoo! Groups Links <*> To visit your group on the web, go to: http://groups.yahoo.com/group/goldenlist-L/ <*> To unsubscribe from this group, send an email to: [EMAIL PROTECTED] <*> Your use of Yahoo! Groups is subject to: http://docs.yahoo.com/info/terms/
