MST e MLST invadem áreas em MG
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THIAGO GUIMARÃES
da Agência Folha

Integrantes do MLST (Movimento de Libertação dos Sem Terra) invadiram na madrugada de ontem a fazenda Canhambola, em Prata (Triângulo Mineiro). A propriedade é da família da mulher do secretário de Desenvolvimento Social e Esportes de Minas Gerais, Marcos Montes (PFL).

Segundo a Polícia Militar, cerca de 50 sem-terra invadiram a fazenda, que fica a 60 km da sede do município. O MLST informou que a invasão já soma 300 militantes, que montaram barracas a 300 metros da sede da fazenda.

A PM, que deslocou quatro carros para a fazenda ontem, informou que a situação no local estava tranqüila durante a tarde. Em nota, o MLST afirmou que o clima era "tenso" e que "um grande conflito" poderia ocorrer a qualquer momento.

Carlos Nogueira, assessor de Montes, disse que a fazenda, de 4.800 ha, é usada para criação de gado nelore. Silas Lourenço, da direção estadual do MLST, afirmou que a invasão não teve como objetivo reivindicar a desapropriação da área, mas pressionar o governo estadual e a Prefeitura de Prata a liberarem recursos para o movimento.

MST

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) invadiu na madrugada de domingo a fazenda Pau D'Óleo, em Lagoa Grande (507 km a noroeste de Belo Horizonte). A PM informou que a invasão começou com 60 pessoas e chegou a 300 famílias ontem.

O MST de Minas Gerais informou que a invasão foi a primeira de uma "série de mobilizações" que ocorrerão em março e abril no Estado. A PM informou que a situação na fazenda ontem era calma e que o proprietário da área entrou com ação de reintegração de posse na Justiça.

O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em Minas afirmou que as vistorias para reforma agrária nas fazendas invadidas estão proibidas por dois anos, conforme medida provisória editada em 2000 pelo governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Bloqueio

A BR-163 está bloqueada por agricultores sem-terra desde o dia 6 na altura de Castelo dos Sonhos, distrito de Altamira (777 km de Belém) localizado próximo à divisa com Mato Grosso.

De acordo com o inspetor Max Xapregas, da Polícia Rodoviária Federal de Santarém, o bloqueio é feito por famílias sem-terra que, acampadas na beira da rodovia há quase um ano, reivindicam a criação de um assentamento.

Segundo Luiz Magalhães, chefe da divisão técnica da superintendência do Incra em Santarém, os sem-terra não fazem parte de nenhum movimento organizado.

Colaborou DANIELE SIQUEIRA , da Agência Folha

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