À prova de desculpas

Um dia depois de o presidente da Caixa, Jorge Mattoso, ter pedido 
prazo de 15 dias à CPI dos Bingos para identificar o autor da quebra 
de sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa, funcionários da 
instituição ouvidos pelo GLOBO informaram que a Caixa tem um arquivo 
de segurança que permite a identificação quase imediata do autor de 
qualquer movimentação no sistema, o que permitiria chegar ao 
responsável em minutos. 

O arquivo, segundo esses relatos, registra todos os acessos, com 
identificação do autor, natureza do serviço e horários de permanência 
no sistema. Os dados são armazenados por cinco anos e não podem ser 
apagados. Com isso, uma simples consulta para rastrear os pedidos de 
extratos feitos na quinta-feira, dia 16, por volta das 21h, poderia 
levar ao autor da quebra de sigilo do caseiro sem as dificuldades 
mencionadas por Mattoso e pela vice-presidente de Tecnologia da 
Caixa, Clarice Coppetti. 

O extrato de Francenildo Santos Costa foi obtido por um funcionário 
que entrou no sistema às 20h50min25s e saiu às 21h06min12s. O extrato 
foi impresso num formato de tela de computador, o que mostra que a 
conta foi acessada nas dependências da instituição. Passados sete 
dias do vazamento da conta, a Caixa não revela se já identificou o 
computador usado para cometer a irregularidade. 


Extrato tem código da máquina que o tirou 

No início de qualquer operação nos computadores da Caixa, o sistema 
de segurança registra a identificação do funcionário (login e senha 
para acessar a rede). Esses dados e a matrícula ficam gravados no 
sistema, junto com o número da máquina, o tempo de uso e quais 
operações foram realizadas pelo funcionário. 

Todas as informações armazenadas nesse arquivo de logins, um sistema 
de segurança automático, não podem ser alteradas nem apagadas. Esse 
sistema só é acessado por um pequeno grupo de funcionários das áreas 
de auditoria e tecnologia, exatamente para garantir a segurança dos 
arquivos e preservar o que os técnicos chamam de trilha de auditoria, 
ou seja, o caminho para que uma auditoria interna ou externa chegue 
aos responsáveis por qualquer irregularidade na movimentação de 
contas. 

No caso do extrato de Nildo, uma informação que aparece na cópia do 
documento também pode levar à identificação do responsável pela 
quebra do sigilo. É o código H4A00000, que, segundo a própria Caixa, 
refere-se ao número da máquina onde o extrato foi impresso. 

Pressionada pela CPI dos Bingos e pelo governo, a Caixa informou 
ontem que as investigações avançaram e a partir dessa impressora está 
sendo feito um cruzamento de informações dos registros de entrada e 
saída no prédio e análise de imagens das câmeras de segurança para se 
chegar ao autor da quebra do sigilo. Assessores de Mattoso disseram 
que o resultado das investigações pode sair bem antes do prazo de 15 
dias pedido aos senadores da CPI no dia anterior para a conclusão dos 
trabalhos da comissão de sindicância. 

Os funcionários informaram ainda que o sistema deixa rastro de todas 
as operações e que servidores com cargo de gerência têm um cartão de 
acesso às contas que pode retirar extratos e fazer outras operações 
sem a necessidade de autorização do cliente. Esses funcionários 
assinam um termo de responsabilidade ao receber esse cartão, 
alertando que os dados são sigilosos e que o uso indevido é crime. 


[O Globo]













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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

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