Do blog de Josias de Sousa, da Folha:

 

Lula analisa nomes alternativos para a Fazenda

 

 

Depois de promover uma série de consultas entre seus auxiliares mais próximos, Lula começou a considerar a hipótese de ter de substituir o ministro Antonio Palocci (Fazenda). Os diálogos internos do governo já evoluíram para a análise de nomes alternativos a Palocci.

 

O blog apurou junto a um interlocutor de Lula três nomes que integram a lista de opções para a Fazenda. Dois são ministros: Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) e Paulo Bernardo (Planejamento). O outro é Murilo Portugal, atual secretário-executivo do Ministério da Fazenda.

 

Lula não decidiu substituir Palocci. Gostaria de mantê-lo. Mas concluiu que, dependendo da evolução da crise aberta com o depoimento do caseiro Francenildo dos Santos Costa, talvez seja compelido a promover a troca de comando na economia.

 

O auxiliar do presidente ouvido pelo blog desenvolveu o seguinte raciocínio: “O governo seria irresponsável se, diante do atual quadro de crise, com desfecho imprevisível, não se preparasse para lidar com todas as alternativas. E a hipótese de saída do ministro, embora nenhum de nós deseje isso, está posta. Ele próprio pode concluir que talvez seja mais conveniente deixar o governo.”

 

Em conversas que manteve com Lula, Palocci disse ao presidente que a última coisa que gostaria é tornar-se um estorvo. Deixou o chefe à vontade para tomar a decisão que julgasse mais conveniente para o governo. Porém, diferentemente do que ocorreu no ano passado, Palocci não colocou o cargo à disposição. Lula, por sua vez, pediu-lhe apenas que mantivesse a serenidade.

 

A situação de Palocci se complicou com os desdobramentos do caso de quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro que o desmentiu na CPI dos Bingos. A violação foi praticada na Caixa Econômica Federal, instituição subordinada ao ministro. Para complicar, há densas suspeitas de envolvimento direto da assessoria do ministro no vazamento dos dados para a imprensa.

 

Enquanto a crise se limitava à acusação de que Palocci esteve na chamada “mansão do Lobby”, alugada em Brasília por integrantes da “República de Ribeirão Preto”, havia certo consenso no governo de que seria possível preservá-lo. A evolução do caso da quebra do sigilo do caseiro dividiu o grupo mais próximo a Lula. Uma parte dos confidentes do presidente passou a recear que a permanência de Palocci acabe por impor um custo político muito alto ao governo e ao próprio Lula.

 

A vontade do presidente é a de preservar Palocci, ao menos até o arrefecimento da crise. Acha que o afastamento do ministro agora, sob fogo cerrado da oposição, além de desgastar um auxiliar de quem se julga devedor, ofereceria aos adversários um “troféu” incômodo para o governo.

 

Uma das razões que levaram Lula a abrir a discussão em torno dos nomes alternativos a ao de Palocci foi a proximidade do prazo de desincompatibilização dos ministros que vão concorrer às eleições deste ano, que vence no próximo dia 31. Palocci já negou publicamente que alimentasse pretensões eleitorais. Mas o presidente pretende ter com ele uma última conversa a esse respeito.



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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

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