Oi Sobre o Lula e o antilula. Mas não é uma grande pergunta?
-- Beijins Fa ---------------------------------------------------------------- "A partir de hoje cuidarei apenas da minha saúde, pois da minha vida, todo mundo cuida." ---------------------------------------------------------------- Sexta-feira, 24 de março de 2006 Marcos Sá Corrêa - E quem indeniza Francenildo? 24.03.2006 Tantas fez o governo Lula que acabou inventando o anti-Lula. Não se trata, por enquanto, do governador Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à presidência da República. Alckmin ainda está para ser inventado. E o anti-Lula que nasceu pronto é o caseiro Francenildo Santos Costa. E veio para ficar. Lula é um populista puro-sangue. E populista puro-sangue não pode escolher para adversário político um cidadão de nome Francenildo. Ele é nordestino como Lula, migrante pobre como Lula e mora em Brasília como Lula. Mas ficam por aí as coincidências. O elevador social que botou o ex-metalúrgico do ABC no Palácio da Alvorada emperrou em duas décadas de crescimento chinfrim ou recessão econômica propriamente dita. Na capital da República, Francenildo chegou no máximo a caseiro de mansão no Lago Sul, onde teria ficado longe do poder, se o poder na era Lula não usasse aquele endereço para festas, maracutaias e tráfico de influência. Mas, até esse ponto, a distância entre Lula e Francenildo ainda parecia uma fatalidade histórica, típica da desigualdade social brasileira, que o PT condenou na oposição e perfilhou no governo, por ser o melhor insumo das políticas assistencialistas, feitas sob medida para trocar esmola por voto. Só no dia em que o presidente usou o Supremo Tribunal Federal para fechar a boca do caseiro na CPI dos Bingos e entregou aos porões da comunidade de informações encastelada na Caixa Econômica Federal a prerrogativa de arrombar a conta de Francenildo, o fosso que os separava transbordou todas as medidas da desigualdade republicana, mesmo para os exagerados padrões nacionais. Virou um novo recorde de discriminação entre dois brasileiros. E isso foi Lula quem cavou. No instante em que o extrato com depósitos na conta de Francenildo chegaram à imprensa, entre ele e o caseiro escancarou-se a linha divisória que racha o Brasil em duas sociedades – a dos direitos e das garantias individuais mal distribuídos pelos costumes de uma terra onde a lei costuma saber bem demais com quem está falando. É essa a mãe de todas as iniqüidades, inclusive as econômicas. Ela põe em lados opostos da Constituição duas vítimas do autoritarismo. E não é preciso dizer que, vindo de baixo como Francenildo, Lula está do lado de cima. O dos indenizados pelas arbitrariedades sofridas na ditadura militar. Como líder sindical, ele foi preso por deflagar uma greve no ABC paulista. Encarou 31 dias no DOPS do delegado Sérgio Fleury, o braço civil da ditadura. Saiu duas vezes, para visitar a mãe doente e para enterrá-la. O DOPS de Fleury era uma escola de tortura. Mas Lula passou por ela incólume. E anos depois, com a fanfarronice habitual, suas memórias do cárcere numa longa entrevista ao repórter Augusto Nunes, contando que os policiais ajudavam sua família a contrabandear para melhorar a bóia da cadeia e propositalmente lhe deixavam ao alcance das mãos os jornais do dia. Na campanha de 2002, sua mulher, Marisa, deixou registrada no site oficial do PT a história de que um dos filhos, ao visitar o pai na prisão, saiu com a impressão de que ele estava hospedado num hotel. Com a carreira sindical cortada pela ditadura, Lula foi em frente como político. Saiu das urnas em 1986 como o deputado federal mais votado do país. Entediou-se na Constituinte. Saiu dizendo que o Congresso era reduto de picaretas. E debutou em 1989 como candidato a presidência da República, função que o sustentou por quatro eleições numa década e meia, com salário pago pelo partido como se tocar uma campanha de quatro em quatro anos fosse cargo de dedicação integral. Em meados dos anos 80, Lula já estava, portanto, com a vida ganha. Nem por isso deixou de carregar na vida pública a cruz dos desvalidos. Enxovalhá-lo era, para todos os efeitos políticos, enxovalhar o humilde povo brasileiro. E foi assim que a opinião pública reagiu, quando a selvageria marqueteira do candidato Fernando Collor pôs no ar a enfermeira Miriam Cordeiro, para revelar que tivera com Lula uma filha, Lurian, e ele custara muito a reconhecer-lhe a paternidade. Lula tem currículo de sobra para saber o que é perseguição arbitrária, abuso do poder e violação da intimidade. Logo, por menos que saiba o que tem de pobre em seu governo, deve saber o que acaba de se fazer em seu nome com Francenildo. O caseiro é cobaia de suas bruxarias políticas, como ele sentiu na pele a repressão ilegal dos governos militares. Mas encomendou pessoalmente a mordaça judicial que cassou a palavra do caseiro na CPI. E, quando os arapongas da Caixa, o banco popular de um governo populista, vazaram com o extrato de Francenildo o segredo de que, como Lurian, ele é filho natural de pai ausente, deixou uma semana inteira passar sem ter sequer o impulso de lhe pedir desculpas, como fez o primeiro-ministro Tony Blair pelo caso Jean Charles na visita do presidente a Londres. Sinal de que nem para aprender essas etiquetas as viagens internacionais de Lula estão servindo. Como não está nem aí para perder tempo com um Francenildo, Lula criou o anti-Lula, sua imagem invertida, onde poderá mirar daqui para a frente, como num espelho, a cara de seu governo. Ao olhá-la, verá que, para suas feridas biográficas, abertas pelos crimes políticos do regime militar, o país tem uma aposentadoria especial três vezes maior do que o teto do INSS e uma bolada extra de 56 mil reais. Mas, para os crimes políticos do governo Lula, não tem nem Lula. Retirado de http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=8&textCode=21535&date=currentDate --- Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se. Comentários: www.yahoogroups.com/group/goldenlist-L/messages Newsletter: www.yahoogroups.com/group/goldenlist/messages Yahoo! 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