Oi

Não é uma proposta interessante?

-- 
Beijins
Fa
----------------------------------------------------------------
"Há dois momentos em que os homens não entendem as mulheres:
  antes e depois do casamento."
----------------------------------------------------------------


Domingo, 26 de março de 2006

Marcos Caetano - A República Popular do Futebol


“Você não está numa Copa do Mundo enquanto não tiver uma amostra do 
colorido, da habilidade e do drama do Brasil, o mais famoso entre os 204 
países inscritos para a competição.” Assim escreveu o inglês Rob Hughes, 
do “International Herald Tribune”, sobre a estréia da nossa Seleção na 
última Copa do Mundo. Se os próprios ingleses, com passado imperialista 
e inventores do futebol, consideram-nos a grande potência do planeta 
futebol, por que será que ainda tratamos o assunto de forma tão amadora? 
Como diriam os economistas, o planeta futebol movimenta bilhões e 
bilhões de dólares em divisas. O PIB desse lugar é muito superior ao da 
maior parte das nações do mundo. Se não conseguimos, por mais que o Lula 
viva a pleitear, um assento de luxo no grande concerto das nações 
industrializadas, por que não nos aboletamos na cadeira cativa do 
comando do mundo futeboleiro? Por que não assumimos de vez que nosso 
negócio é samba e arquibancada e vamos cuidar da nossa vida?

Se considerarmos que 90% dos cidadãos do planeta passam a maior parte do 
tempo pensando em sexo e futebol, não me parece má idéia que 
conquistemos a liderança mundial através da bola. No aspecto da libido, 
também estaríamos bem, mas os critérios de avaliação seriam 
demasiadamente subjetivos. Ocupemo-nos, pois, do futebol. Só que, para 
isso, teríamos que refazer inteiramente a nossa constituição, com vistas 
a adequá-la à nova e importante missão nacional. Em primeiro lugar, 
faríamos eleições diretas, em sufrágio universal, para eleição do 
presidente da CBF – que, doravante, seria a autoridade máxima do país. 
Também seriam de fundamental importância os plebiscitos para a escolha – 
não do sistema de governo, mas do sistema de jogo. Basta de ditadores 
impondo-nos seus 3-5-2 e 4-3-1-2 Todos sabemos que o coração do povão 
balança entre o 4-3-3 e o 4-4-2. Deixemos, portanto, que a população 
decida como vamos jogar na Alemanha.

A Seleção é do povo

Também não tem cabimento que a escolha do técnico da Seleção esteja nas 
mãos de poucos. A eleição de técnico não seria direta, pois daria muito 
trabalho, mas votaríamos em deputados futebolísticos distritais que, no 
Congresso Futebolístico Nacional, escolheriam o nome do treinador. Além 
do técnico, os deputados escolheriam também os 23 jogadores que 
vestiriam a camisa da Seleção Brasileira. Os ministros, escolhidos pelo 
presidente eleito da CBF e referendados pelo Congresso Futebolístico 
Nacional, estariam distribuídos pelas seguintes pastas: Fisiologia e 
Medicina Desportiva; Desenvolvimento Tático; Material Esportivo; 
Preparação Física e Psicológica; Administração, Finanças e Organização 
de Campeonatos; Fomento de Novos Talentos; e Construção de Estádios. Um 
ministério enxuto, mas extremamente funcional.

Impostos, apenas três: o ICME – Imposto para a Construção de Modernos 
Estádios; a CPMF – Contribuição Provisória para a Moralização do 
Futebol; e o PIS – Pagamento para a Infra-estrutura da Seleção. 
Jogadores de futebol e clubes estariam isentos do pagamento dos tributos 
– estes, desde que mantivessem em funcionamento escolinhas e centros de 
treinamento, de acordo com os padrões internacionais. A população 
esqueceria a cotação do dólar, a inflação e o desemprego. Em vez disso, 
o ataque da Argentina, a organização da Copa de 2010 e a defesa da 
Croácia seriam as nossas grandes preocupações. E se é verdade que temos 
tanta corrupção no futebol quanto na política, no futebol ao menos será 
mais fácil saber se o Governo vai bem ou mal. Se ganhamos, vamos bem. Se 
perdemos, vamos mal. Sendo que podemos até considerar um impeachment do 
técnico, caso a seqüência de derrotas se estenda além do aceitável pela 
população.

Tostão para presidente

Finalmente, pensando na globalização, o Brasil mudaria seu nome para 
República Popular do Futebol. Se achássemos conveniente uma monarquia 
parlamentar, já teríamos até um rei: Pelé, óbvio. O resto seria 
conseqüência, pois em país que está ganhando não se mexe. Meu candidato 
para presidente? Tostão. Ele seria o líder genial dos povos 
futeboleiros, que finalmente conduziria os brasileiros à utopia da 
grande representatividade mundial. Aliás, tostão seria nome da moeda da 
nova e alvissareira república. É isso. Tostão para presidente. E bola 
pra frente.



Retirado de

http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=74&textCode=21561&date=currentDate


---

Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

Comentários: www.yahoogroups.com/group/goldenlist-L/messages

Newsletter: www.yahoogroups.com/group/goldenlist/messages
 
Yahoo! Groups Links

<*> To visit your group on the web, go to:
    http://groups.yahoo.com/group/goldenlist-L/

<*> To unsubscribe from this group, send an email to:
    [EMAIL PROTECTED]

<*> Your use of Yahoo! Groups is subject to:
    http://docs.yahoo.com/info/terms/
 
no mail with banners

Responder a