O fato de ser uma frase de um senador tucano não retrata apenas um desejo da oposição (?). Ela mostra uma realidade que o povo já deveria ter exigido. E não que eles fossem candidatos a ex alguma coisa. Que já deixassem os cargos  na condição de presidiários.
 
Carlos Antônio.
 
----- Original Message -----
Sent: Tuesday, March 28, 2006 8:31 AM
Subject: [gl-L] Lula deve ser próximo alvo, dizem opositores

Como aquele vídeo do joguinho de domino que eu divulguei aqui na lista cai mais uma peça...

 

A estratégia de comunicação tem que ser coerente com a estratégia política... para ser eficiente

Engraçado o jogo de empurra entre os dois demitidos...

 

O senador tucano Antero Paes de Barros (MT), exaltado, na tribuna do Senado, Antero chegou a defender a prisão dos dois:

— Palocci e Mattoso são candidatos a presidiários, e não a ex-ministro e ex-presidente da Caixa Econômica Federal.

 

Aguardemos agora, do balcão nobre, a abertura dos cartões de credito da família real....

E  a abertura dos envelopes... And the winner is....

 

aka

 

O PAÍS

 

Rio, 28 de março de 2006

Versão impressa

 

Lula deve ser próximo alvo, dizem opositores

Adriana Vasconcelos, Maria Lima e Bernardo de la Peña

BRASÍLIA. A oposição não se surpreendeu com a demissão de Antonio Palocci. Antes mesmo da confissão do presidente da Caixa, Jorge Mattoso, também demitido, o afastamento de ambos já vinha sendo cobrado publicamente. Tucanos e pefelistas deixaram claro que pretendem continuar no ataque e que o próximo alvo deverá ser o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), que até bem pouco tempo era um dos defensores de Palocci na oposição, defendeu a prisão de Mattoso.

— Palocci começou a cair quando o governo impediu o depoimento do caseiro na CPI dos Bingos. Ali, o ministro perdeu as condições de dialogar, mostrou que tinha algo a esconder. Depois veio a quebra do sigilo de Francenildo, a violação de um artigo da Constituição. Mattoso não pode ser apenas demitido, tem de ser algemado, jogado num camburão e preso — recomendou Tasso, acrescentando que o substituto (Guido Mantega) foi uma “solução caseira, medíocre”.

Para o líder da minoria, deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), o afastamento do ministro da Fazenda não é suficiente para pôr fim à crise ética e moral do governo. Na sua opinião, Lula prestaria um grande serviço à nação se desistisse da eleição e nomeasse um Ministério de notáveis até o final do mandato.

— O problema é Lula. Palocci é apenas a ponta do iceberg, mas o gelo já está corroendo por baixo o governo. Lula assumiu com o apoio do tripé Palocci, José Dirceu e Gushiken. Mas está conseguindo empurrar todos os amigos para o buraco e continua se equilibrando com o discurso autista de que nada sabia, de que estava nas nuvens. Deus queira que peça para sair e desista da reeleição — sugeriu.

Congressistas: crise continua apontando para Lula

Para o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), chegou a hora de a oposição repensar se deve continuar preservando Lula de um possível processo de responsabilização pela crise ética e moral que começou com o escândalo do mensalão. Sobre a demissão do ministro, parlamentares de oposição foram unânimes em dizer que não estanca a crise, que continua apontando para Lula.

— Se a oposição tiver juízo, agora é a hora de apurar tudo até o fim, chegue ou não ao presidente Lula. Não podemos nos contentar, no caso Francenildo, com a demissão de Palocci, de Matoso ou de quem vazou o sigilo quebrado. Não há mais como esperar novos elementos para responsabilizar Lula. Ele tem pecados que recaem sobre ele por várias gerações — salientou Neto.

O líder PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), não escondia sua preocupação com o futuro do país, diante da substituição de Palocci:

— O ministro da Fazenda foi destronado por um humilde caseiro. O governo Lula exorbitou terrivelmente e chegou ao extremo de, pela via do crime, tentar salvar um ministro. Espero que seu substituto seja firme para manter as metas de inflação, o câmbio flutuante e o superávit primário.

Já o líder do PFL na Câmara, Rodrigo Maia (RJ), disse que Palocci lutou para ficar:

— Ele só pediu demissão depois que o outro (Mattoso) o entregou. O ministro ia tentar se sustentar. Afinal, mesmo depois de tantas mentiras e de tantas provas ele havia ficado.

O senador tucano Antero Paes de Barros (MT), exaltado, na tribuna do Senado, Antero chegou a defender a prisão dos dois:

— Palocci e Mattoso são candidatos a presidiários, e não a ex-ministro e ex-presidente da Caixa Econômica Federal.

 

 

 



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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

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