Repassando como recebi. Só não sei se é daqueles do Veríssimo. Mas está interessante.
 
Carlos Antônio.
DANUZA LEÃO
Nosso lindo país
Tive a felicidade de passar uns dias em Fortaleza, e durante esses dias
esqueci que havia CPI$s, que um general havia ordenado que um avião fizesse
meia volta na pista para que ele pudesse embarcar (aliás, que cara de
general tem o general Albuquerque, não?), a histérica senadora Ideli, que
parece viver em estado de TPM permanente, além de outros absurdos. Mas a
felicidade ainda existe, e foi assim em Fortaleza: só felicidade.
Mas o melhor de tudo: fui a uma cidadezinha próxima, Paracuru, que é o
paraíso sobre a terra. Mangueiras carregadas de frutos, cajueiros idem,
pescadores oferecendo um prato de ostras por R$ 8, camarão a R$ 7 o quilo,
tudo fresquinho, chegado na hora nas canoas e jangadas. E o mar; ah, o mar.
Verde esmeralda, morninho e manso, onde se pode ficar durante horas sem
sentir frio nem medo. Um sonho.
Quando chegou a hora do almoço soube que íamos a um restaurante francês, o
Michel, e me apavorei. Estava tudo tão bom, ir a um restaurante francês? Mas
já estava tudo organizado, não havia nada a fazer, e lá fomos nós.
Fomos recebidos pelo dono, Michel, de calção, sem camisa, descalço. O
restaurante era uma cabana na beira da praia, a 20 metros do mar, com um
varandão coberto de sapê, chão de areia - e só. Ele nem perguntou o que
queríamos: trouxe uma cervejinha, e pouco depois chegou uma travessa imensa
com peixe, camarões e lagostinhas, tudo grelhado, e um arroz branco
fresquinho, acabado de fazer.
Soube então da história de Michel; ele apareceu um dia em Paracuru, fazendo
turismo, gostou e ficou. Simplesmente ficou. Se apaixonou por uma nativa
bonita, com quem está há 17 anos, e nunca mais saiu de lá. Não lê jornais,
não vê televisão, e passa os dias no seu restaurante, esperando que chegue
algum cliente, e as jangadas que trazem o peixe nosso de cada dia. Michel
esqueceu de Paris, não vai a Fortaleza, e vive como os milionários quando
saem de férias: na frente do mar, comendo peixe fresco, sem tomar
conhecimento do que se passa no mundo. Um homem feliz, Michel.
Mas como a felicidade (a minha) não é eterna, tive que voltar para a
civilização e para meus hábitos de sempre. Quando já em casa, na terça à
tarde, liguei a televisão e vi a deputada Ângela Guadagnin falando na
Comissão de Ética, só pensei em uma coisa: eu não mereço. Aliás, ninguém
merece, e acho que, aproveitando a onda de cassações, proponho que a
deputada seja cassada sem nem passar pelo Conselho de Ética, apenas porque é
impossível que exista alguma coisa mais insuportável do que ouvir essa
deputada falando durante cinco minutos -e ela falou durante quatro horas
seguidas- sem pensar em cortar os pulsos ou tomar um avião para Brasília com
uma metralhadora e liqüidar com a maioria dos deputados e senadores.
Qualquer advogado de porta de cadeia absolveria quem fizesse esse bem ao
país. O Exército é mobilizado para achar 11 armas que foram roubadas, Lula,
aquele que não sabe de nada, sobe nas pesquisas e o STF permite que Duda
Mendonça não responda a nenhuma pergunta na CPI, um deboche. Talvez com uma
ministra mulher presidindo o Supremo, esses vexaminosos habeas corpus
preventivos deixem de acontecer. Aliás, vocês já repararam que não houve uma
só mulher acusada de receber o mensalão?
Mesmo assim, que lindo é nosso país; tão lindo que dá vontade de chorar.
Só não sei se de emoção, de tristeza ou de vergonha.
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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

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Subject: Fw: Danuza, sempre um estilo.





            DANUZA LEÃO

            Nosso lindo país
            Tive a felicidade de passar uns dias em Fortaleza, e durante esses 
dias
            esqueci que havia CPI$s, que um general havia ordenado que um avião 
fizesse
            meia volta na pista para que ele pudesse embarcar (aliás, que cara 
de
            general tem o general Albuquerque, não?), a histérica senadora 
Ideli, que
            parece viver em estado de TPM permanente, além de outros absurdos. 
Mas a
            felicidade ainda existe, e foi assim em Fortaleza: só felicidade.
            Mas o melhor de tudo: fui a uma cidadezinha próxima, Paracuru, que 
é o
            paraíso sobre a terra. Mangueiras carregadas de frutos, cajueiros 
idem,
            pescadores oferecendo um prato de ostras por R$ 8, camarão a R$ 7 o 
quilo,
            tudo fresquinho, chegado na hora nas canoas e jangadas. E o mar; 
ah, o mar.
            Verde esmeralda, morninho e manso, onde se pode ficar durante horas 
sem
            sentir frio nem medo. Um sonho.
            Quando chegou a hora do almoço soube que íamos a um restaurante 
francês, o
            Michel, e me apavorei. Estava tudo tão bom, ir a um restaurante 
francês? Mas
            já estava tudo organizado, não havia nada a fazer, e lá fomos nós.
            Fomos recebidos pelo dono, Michel, de calção, sem camisa, descalço. 
O
            restaurante era uma cabana na beira da praia, a 20 metros do mar, 
com um
            varandão coberto de sapê, chão de areia - e só. Ele nem perguntou o 
que
            queríamos: trouxe uma cervejinha, e pouco depois chegou uma 
travessa imensa
            com peixe, camarões e lagostinhas, tudo grelhado, e um arroz branco
            fresquinho, acabado de fazer.
            Soube então da história de Michel; ele apareceu um dia em Paracuru, 
fazendo
            turismo, gostou e ficou. Simplesmente ficou. Se apaixonou por uma 
nativa
            bonita, com quem está há 17 anos, e nunca mais saiu de lá. Não lê 
jornais,
            não vê televisão, e passa os dias no seu restaurante, esperando que 
chegue
            algum cliente, e as jangadas que trazem o peixe nosso de cada dia. 
Michel
            esqueceu de Paris, não vai a Fortaleza, e vive como os milionários 
quando
            saem de férias: na frente do mar, comendo peixe fresco, sem tomar
            conhecimento do que se passa no mundo. Um homem feliz, Michel.
            Mas como a felicidade (a minha) não é eterna, tive que voltar para a
            civilização e para meus hábitos de sempre. Quando já em casa, na 
terça à
            tarde, liguei a televisão e vi a deputada Ângela Guadagnin falando 
na
            Comissão de Ética, só pensei em uma coisa: eu não mereço. Aliás, 
ninguém
            merece, e acho que, aproveitando a onda de cassações, proponho que a
            deputada seja cassada sem nem passar pelo Conselho de Ética, apenas 
porque é
            impossível que exista alguma coisa mais insuportável do que ouvir 
essa
            deputada falando durante cinco minutos -e ela falou durante quatro 
horas
            seguidas- sem pensar em cortar os pulsos ou tomar um avião para 
Brasília com
            uma metralhadora e liqüidar com a maioria dos deputados e senadores.
            Qualquer advogado de porta de cadeia absolveria quem fizesse esse 
bem ao
            país. O Exército é mobilizado para achar 11 armas que foram 
roubadas, Lula,
            aquele que não sabe de nada, sobe nas pesquisas e o STF permite que 
Duda
            Mendonça não responda a nenhuma pergunta na CPI, um deboche. Talvez 
com uma
            ministra mulher presidindo o Supremo, esses vexaminosos habeas 
corpus
            preventivos deixem de acontecer. Aliás, vocês já repararam que não 
houve uma
            só mulher acusada de receber o mensalão?
            Mesmo assim, que lindo é nosso país; tão lindo que dá vontade de 
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