Eu não tenho o menor problema em reconhecer que neste caso o erro foi meu. É sim uma silepse. Embora não soando bem, é uma figura gramatical correta. Errei e não vou justificar que talvez a pressa em responder me tenha levado a isso. A frase do Cardoso estava certa.
 
Carlos Antônio.
 
 
----- Original Message -----
Sent: Tuesday, April 04, 2006 2:44 AM
Subject: Re[2]: [gl-L] Voto nulo anula a eleição?

Hello ccarloss,

Tuesday, April 4, 2006, 3:03:47 AM, you wrote:


>>>"cai por terra os projetos"

>>isso é uma silepse.
 
> Com toda a boa vontade, não é não.

Por que não ?

SILEPSE OU CONCORDÂNCIA IRREGULAR

        Assim denominam os gramáticos a concordância "que se opera não com o termo expresso, mas com outro termo latente, isto é, oculto, mentalmente subentendido".[1]

        A silepse pode ser de gênero, número ou pessoa. Exemplos:

        a) de gênero: Vossa Senhoria foi indicado.
        (Subentende-se tratar-se de pessoa do sexo masculino).

        b) De número: Estamos ciente.
        Trata-se do chamado plural majestático; o sujeito é da primeira pessoa do plural (nós) e o predicativo é usado no singular.

        c) De pessoa: Todos os professores somos responsáveis.
        (Todos os equivale ao sujeito composto eu e os demais).

        Interessa-nos, particularmente, a silepse de número, com a qual freqüentemente tropeçamos ao redigir artigos científicos. De maneira geral ficamos indecisos diante de frases como estas:

        "A maior parte dos pacientes recebeu (ou receberam?) tratamento ambulatorial".
        "A maioria das reações sorológicas utilizadas possui (ou possuem?) alta sensibilidade".
        "Um terço dos casos submeteu-se (ou submeteram-se) ao teste de esforço".
        "Grande número de gestantes relata (ou relatam?) pirose durante a gravidez".

        A concordância nos exemplos acima é facultativa; tanto pode ser com o verbo no singular, como no plural.

        No caso especial de percentagem prevalece a seguinte regra: quando o partitivo estiver no plural, é indiferente usar-se o verbo no singular ou no plural. Tanto se pode dizer: "90% dos doentes evoluiu sem complicações", como "90% dos doentes evoluíram sem complicações".
.
        Quando, entretanto, o partitivo estiver no singular, é preferível o verbo também no singular. Ex.: "20% da população está contaminada".  "5% da amostra foi desprezada". Excetuam-se os casos em que há qualificação do percentual e o qualificativo se encontra no plural. Nestes casos é obrigatório o emprego do verbo no plural. Ex.: "Os restantes 5% da amostra foram desprezados".[1]




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