JB hoje:

Além do Fato: David Callaway 

O mundo sem o Blackberry 



A pergunta se torna freqüente entre executivos nos
bares e festas dos Estados Unidos: você estava mais
feliz antes de ter um Blackberry? 
Até pouco tempo, era uma pergunta respondida com um
sorriso envergonhado: “é, realmente o aparelho chateia
quase todo mundo que conheço e me tornou um
anti-social. Mas pelo menos estou sempre com minha
caixa de e-mails atualizada”. A verdade é que, se você
é um dos quase cinco milhões de americanos viciados no
Blackberry, nunca esperaria que um dia ele sumisse. 

Essas pessoas estão acompanhando de perto a briga
judicial por patentes entre a Research in Motion,
fabricante do aparelho, e a NTP. Na última decisão, um
juiz federal cancelou um acordo de US$ 450 milhões
entre as empresas e determinou uma audiência para
definir se o serviço do Blackberry deve ser suspendido
nos EUA. 

Muitos analistas acham que essa decisão resultará em
mais um acordo. A Research in Motion também já
declarou que se for forçada a interromper o serviço,
lançará uma alternativa temporária para os clientes.
E, por fim, não haverá falta de concorrentes dispostos
a conquistar os executivos que descobrirem a tela
preta em seus Blackberries. 

Mas a possibilidade de que todos os viciados no
crackberry, inclusive eu, tenham que voltar à idade da
pedra dos programas de e-mail nos PCs de mesa traz
cenários fascinantes. 

Será que os funcionários de Wall Street ficariam mais
tempo em frente dos seus computadores? E o governo
federal? Isso seria uma boa idéia? Será que todos
passaram a conversar mais entre si. Ou será que
entraríamos num estado de mau humor tecnológico, como
o que surge quando o servidor cai ou os crachás não
funcionam? 

Mais importante é saber o impacto no debate sobre o
design inteligente. Depois de finalmente descobrirmos
uma razão evolutiva para o porque de termos dedões,
teremos que aceitar que a nova razão para a existência
– mandar e-mails – é apenas uma falha no design maior
de um ser superior. Seria igual a levar a democracia
ao Iraque? 

Enfim, é provavelmente um delírio. Mas acho que eu sei
como o problema me impactaria. 

Eu perco meu relógio de pulso a cada dois ou três
anos, quando a pulseira de parte ou eu bato com ele em
uma mesa e o relógio pára. Quando isso acontece, minha
vida passa por uma transformação radical, já que perco
a relação com o tempo. 

Por algumas semanas, eu atravesso os dias me sentindo
livre e sem o estresse de perder uma reunião ou
evento. Continuo produtivo e no horário. Só não tenho
o fator de tensão preso ao meu pulso. E isso faz muita
diferença. 

Então, alguém me dá um relógio novo e sou puxado
novamente para a corrida. 

Aqui está a resposta. Como viciados em comunicação e
informação, pulamos pela revolução tecnológica de
aparelho em aparelho, com velocidade crescente. E isso
acontece achando que estamos melhorando a
produtividade, quando simplesmente nos prendemos cada
vez mais a uma rotina de trabalho de 24 horas. 

Por isso, vossa senhoria, eu peço: desligue todos os
Blackberries. Liberte as pessoas desses aparelhos de
bolso escravizadores. Mas, por favor, não nos prive
dos celulares... 


Dow Jones Newswires 



--
MC
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- ¿Por que la Torre de Pisa esta inclinada? 


- Porque tuvo mejores reflejos que las Torres Gemelas.


                
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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

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