Eta domingo de notícias boas!!!
 
Carlos Antônio.
 
 
----- Original Message -----
Sent: Sunday, April 16, 2006 9:37 AM
Subject: ENC: [gl-L] Marcos Sá Corrêa - Reeleição ou impeachment?

Fatinha,

Eu estou cantando esta bolinha faz tempo, apenas a senadora ideli pinto,
obnubilada pelo fervor cívico, que não quer enxergar.

Fico feliz que ao ler os jornais de hoje, placidamente posto a sossego no
seu lar, ela, a senadora, vai ler a palavra impedimento em varias colunas e
em vários contextos e matizes.....

A HOLA ainda nem começou...

Vc não faz idéia do que vem por ai em seu tempo certo... é uma grande farsa
burlesca, os personagens atores de quinta categoria, sejam do PSDB, PL, PT
... mas com um fim previsível como no artigo que vc anexou cujo autor será
imediatamente desqualificado para continuar a manobra de tapar o sol com a
peneira furadissima.

Furada como a canoa que embarcou nosso primeiro dignatário....

Mais certa é no final a ação daquele gancho que, em todo filme de comédia,
tira o personagem do palco pelo pescoço... (isto deve ter, naturalmente, um
nome que por ora me escapa)

Bom domingo para todos cheios de esperança....

Aka
Que não acredita nem no LULLA nem em coelho de páscoa.....



-----Mensagem original-----
De: [email protected] [mailto:[EMAIL PROTECTED] Em
nome de Fatima Conti
Enviada em: Sunday, April 16, 2006 6:32 AM
Para: undisclosed-recipients:
Assunto: [gl-L] Marcos Sá Corrêa - Reeleição ou impeachment?

Oi

É tão esquisito ler isso...

"...os brasileiros têm a chance de decidir nas urnas se vale a pena
votar num presidente que já tem um encontro marcado com o processo de
impeachment no mandato que vem....


--
Beijins
Fa
----------------------------------------------------------------
"É... Rapadura é doce mas não é mole..."
----------------------------------------------------------------

Domingo, 16 de abril de 2006

No mínimo


Marcos Sá Corrêa - Reeleição ou impeachment?


O procurador Antônio Fernando de Souza botou o país de pernas para baixo
e cabeça para cima. Dito assim, soa estranho. Mas é que não estamos mais
acostumados a ver o Brasil como um lugar onde as coisas possam acontecer
normalmente. E com a denúncia que ele mandou ao Supremo Tribunal Federal
as coisas ficaram mais claras. Tão mais claras que nem o presidente
Lula, que até a semana passada pisava nos rastros distraído, pode
continuar a fazer de conta que não sabe o que aconteceu.

Caixa dois de campanha uma ova. Tecnicamente, o que seu governo fez foi
organizar uma quadrilha. Ela roubou e corrompeu para financiar "um
projeto de poder". O chefe da quadrilha era o ex-ministro José Dirceu,
que até cair de podre no ano passado comandou o bando de um gabinete
instalado no palácio do Planalto, a caverna de Lula. E o chefe do chefe
era Lula, o "nosso guia"dos 40 ladrões, como entendeu, em cima do laço,
o humorista Chico Caruso.

Ao resumir em 122 páginas a crise do mensalão, a denúncia do procurador
geral da República tornou claro o que, antes, quem não queria entender
achava confuso. Dividiu o problema ao meio. Entregou a parte complicada
aos ministros do Supremo Tribunal Federal, que só começarão a resolvê-la
lá pelo ano que vem. Em outras palavras, pelo governo que vem.

E depositou a parte simples nas mãos dos brasileiros, que daqui a seis
meses terão que escolher o próximo presidente da República numa campanha
em que Lula é, ao mesmo tempo, um candidato viável à reeleição e um
candidato sério ao impeachment. Nesta ordem. E isso, como o próprio Lula
gosta de dizer, nunca aconteceu na história deste país. Aliás,
dificilmente terá acontecido na história dos outros países.

Graças a essa inegável singularidade do governo Lula, pelo mais
enviesado dos caminhos, o Brasil voltou de repente a ser o país do
futuro. Um lugar onde a experiência não conta, porque o passado não tem
nada para ensinar ao presente, obrigando os eleitores a extrair das
urnas a solução de um problema que elas não foram feitas para resolver.
Ou seja, um processo de impeachment agendado neste mandato para o seguinte.

Não faz tanto tempo assim, quando os políticos não dependiam de
marqueteiros ou institutos de opinião pública para adivinhar os humores
do eleitorado, dizia-se que brasileiro não votava em político bichado.
Perdoava os piores pecados na vida pública. Mas era incapaz de gastar
voto num candidato que, na vida propriamente dita, não tivesse com cara
de chegar ao fim do mandato.

Doença coronariana, por exemplo, os políticos preferiam esconder a
tratar, para não correr o risco de que o prontuário médico o denunciasse
como voto posto fora. Lenda ou superstição, essa crença matou muita
gente boa. O senador Petrônio Portela morreu assim, deixando o coração
estourar em segredo para não perder a pose de sucessor civil do
presidente Ernesto Geisel, mesmo se, no caso, o eleitorado assistisse à
sucessão de longe.

O presidente eleito Tancredo Neves morreu sem tomar posse, mas não
deixou o país perceber a tempo os sintomas de infecção intestinal que o
mataram. Ele, como Petrônio, não dependia do voto popular. Mas, como
Petrônio, pelo sim, pelo não, achou melhor não brincar com coisa séria.
E, para ambos, nada podia ser tão sério quando uma disputa presidencial.

Mas para que cutucar os fantasmas se a eleição de 2006 não tem
precedente? Graças à revolução política da era Lula, pela primeira vez
na história deste país os brasileiros têm a chance de decidir nas urnas
se vale a pena votar num presidente que já tem um encontro marcado com o
processo de impeachment no mandato que vem. É uma escolha difícil. Mas
pelo menos o procurador Antônio Fernando de Souza tornou-a explícita. E
o Brasil ficará lhe devendo para sempre este grande favor.



Retirado de
http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.N
avigationServlet?publicationCode=1&pageCode=8&textCode=21895&date=currentDat
e


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