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Quando eu disse que a Varig era a cara do Brasil
foi por pena, tristeza e, vá lá que seja, por saudosismo de ver uma empresa
do porte dela e que mostrava o país no exterior com eficiência e competência
chegar ao ponto que chegou. Nada mais que isso.
Diante do atual quadro, só falta a pá de cal. Ela
está liquidada.
Carlos Antônio.
----- Original Message -----
From: Rubens
Sent: Sunday, April 16, 2006 7:11 PM
Subject: [gl-L] news: Para analistas, situaçao da Varig é
insustentavel Déficit projetado para 2006 é de US$ 366 milhões. Falência pode vir de juiz, credores ou firmas de leasing. BRASÍLIA. A situação da Varig já é vista como insustentável. Ana- listas que tiveram acesso aos números da empresa afirmam que os dados mostram um paradoxo mortal: quanto mais ela sobrevive, pior fica a situação financeira. Apenas nos dois primeiros meses do ano as dívidas da empresa cresceram R$ 70 milhões. Seu fluxo de caixa entrou no negativo em março, o que significa que ela não está con- seguindo sequer gerar receitas suficientes para cobrir as despesas correntes. Em março, esse buraco chegou a US$ 23,83 milhões. A projeção é que este mês o déficit atinja US$ 98,2 milhões e encerre o ano totalizando US$ 365,81 milhões. Esse quadro poderá precipitar o fim da empresa. A Varig, além de carregar uma dívida de mais de R$ 8,2 bilhões, continua se endivi- dando e vem perdendo mercado. Enquanto o mercado de aviação civil cresceu cerca de 20% no ano passado e aproximadamente 15% em 2004, a Varig só fez encolher. Com base nessa realidade, avaliada como irreversível, os técnicos do governo que acompanham de perto a crise na Varig afirmam que não há a menor possibilidade de usar dinheiro público para tentar salvá-la. Em várias ocasiões nos últimos anos, diferentes governos estenderam a mão para dar fôlego à Varig e, ainda assim, ela se apresenta inviável. No fim de fevereiro, só com o pagamento de impostos e contribuições, a Varig acumulava uma dívida de R$ 3,46 bilhões. Técnicos afirmam que a dívida é dinheiro público e que pôr mais recursos dos contribuintes na empresa seria gestão temerária. Analistas de mercado já vislumbram pelo menos três situações em que a Varig poderá, a qualquer momento, ficar impedida de voar. A primeira é a decretação da falência pelo juiz Roberto Ayoub, da 8 Vara Empre- sarial do Rio, em que está tramitando o processo de recuperação judicial da empresa - que não vem cumprindo o acordo assinado na Justiça. Pelo acerto, com base na nova Lei de Falências, a Varig praticamente congelou seus débitos antigos e ganhou carência para pagá-los. Em contrapartida, comprometeu-se a manter as contas em dia. Mas vem enfrentando dificuldades de cumprir sua parte. Caso o juiz decrete a falência, a lei obriga o governo a cancelar a concessão da empresa e ela não poderá mais voar. VEM avisou que vai cobrar por serviço em aviões O golpe de misericórdia também pode vir de qualquer credor que entre na Justiça com um pedido de falência. O terceiro perigo é as empresas de leasing (as donas dos aviões usados pela companhia) iniciarem a retomada das aeronaves. Um especialista em aviação afirma que a possibilidade passou a ser real após a venda da Varig Engenharia e Manutenção (VEM). Reconhecida pela excelência de seus profissionais e agora fora das mãos da Varig, a VEM já teria dito à ex-dona que seus aviões são bem-vindos, mas os serviços serão cobrados. O temor das empresas de leasing é que a Varig opte por deixar aero- naves que apresentem problemas no solo. Avião parado significa que o dinheiro também deixou de entrar. Isso pode levar as empresas de leasing a pegarem o avião de volta, ter o custo de consertá-la e alugá-lo para outra companhia. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está com atenção redobrada no quesito segurança: seus técnicos de manutenção estão verificando todos os aviões da Varig a cada decolagem. A qualquer sinal de problema, a ordem é não permitir que a aeronave decole. Outro fantasma que ronda a Varig é a estatal Infraero, que administra os aeroportos. Em setembro, Varig e TAM questionaram na Justiça o recolhimento de taxas e suspenderam o pagamento. A sentença, porém, foi desfavorável às empresas. A TAM quitou o débito, mas a Varig ficou com a dívida de R$ 224 milhões. Assim que o acórdão com a sentença for publicado, a Infraero, para não ter problemas com o Tribunal de Contas da União (TCU), poderá ser obrigada a executar a dívida. As chances de uma mudança são consideradas remotas. Os sistemas da Varig estão ultrapassados. Enquanto na Gol a proporção é de 110 funcionários por avião e na TAM, de 128, a relação na Varig é de 198. A participação de mercado está recuando - nos vôos domésticos, teria caído dos 18,7% de março para 16%. E há a crise de credibilidade: vendas de bilhetes com mais de 15 dias de antecedência teriam caído 50%. [O Globo] . --- Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se. Comentários: www.yahoogroups.com/group/goldenlist-L/messages Newsletter: www.yahoogroups.com/group/goldenlist/messages Yahoo! Groups Links <*> To visit your group on the web, go to: http://groups.yahoo.com/group/goldenlist-L/ <*> To unsubscribe from this group, send an email to: [EMAIL PROTECTED] <*> Your use of Yahoo! Groups is subject to: http://docs.yahoo.com/info/terms/ --- Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se. Comentários: www.yahoogroups.com/group/goldenlist-L/messages Newsletter: www.yahoogroups.com/group/goldenlist/messages YAHOO! GROUPS LINKS
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