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E isso está perfeito. Que a Petrobras tenha metido
os pés pelas mãos, embora seja indesculpável ainda se aceita com
relutância.
Mas o Itamaty embarcou na mesma canos da empresa e
do governo e também embarcou numa canoa ideológica em vez de seguir um caminho
diplomático de solução e não de problema.
Deu no que deu.
Só "ELES" não sabiam disso.
E a coisa tá pipocando de todos os lados. O Uruguai
quer pular fora do Mercosul, porque o Brasil achou que podia peitar a ALCA.
Poderia até não se submeter mas bater de frente com eles foi outra burrice das
grossas.
A Argentina entra num neo-peronismo já sepultado em
sarcófago. A Bolívia, além do problema com o Brasil, volta a encarar o Chile na
questão da saída para o mar.
E vem mais bomba pra cima de nós da
Venezuela.
A América do Sul está implodindo e o Brasil tem uma
enorme parcela de culpa nisto.
Carlos Antônio.
----- Original Message -----
From: antonio kleber de
araujo
Sent: Tuesday, May 02, 2006 5:41 PM
Subject: [gl-L] ENC: [Acrópolis] PROBLEMA COM A BOLÍVIA É TÍPICO DA
ADMINSTRAÇÃO LULA *02-05-2006* Sérgio Abranches *PROBLEMA COM A BOLÍVIA É TÍPICO DA ADMINSTRAÇÃO LULA* Se o governo não mudar ação diplomática, não haverá solução razoável na Bolívia. Estava claro que Evo Morales iria estatizar o petróleo e o gás bolivianos. O governo brasileiro foi, inclusive, avisado disso, mais de uma vez. Tampouco soube ler os sinais evidentes nas atitudes do novo presidente boliviano e de seus assessores na área energética. A Petrobras trocou a análise de risco pela análise ideológica.. Qualquer manual de introdução ao risco político ensinaria que a estatização tinha alta probabilidade e indicaria as medidas elementares de gestão de risco a serem tomadas. Ao contrário, o presidente da Petrobras preferiu anunciar uma escalada no investimento. Atitude temerária, que desconsiderou o risco e presumiu que a Petrobras não seria confundida com as grandes petroleiras mundiais, acusadas de rapina na Bolívia. Imaginou, ingenuamente, que por ser estatal no Brasil, contaria, automaticamente com a boa vontade da esquerda boliviana. É claro que ela é apenas grande e estrangeira para os nacionalistas bolivianos. Quem controla seu capital não é exatamente uma variável chave para eles. O governo acreditou que controlaria Morales. Até hoje ainda não entendeu qual a personalidade política do ex-líder cocalero. Evo Morales não é esquerda. Ele nasce de um movimento social muito específico, com identidade própria, de alta carga étnica. Seus interesses não têm nenhuma conexão com o meio de onde Lula saiu, de trabalhadores metalúrgicos de elite, localizados no maior e mais poderoso pólo industrial da América do Sul. Morales vem da periferia de seu próprio país, que é periferia na América Latina e no mundo. Não é irmão, nem companheiro dos petistas que controlam o governo brasileiro. Tampouco pode ser considerado uma liderança de esquerda. É um tipo novo de nacional-populismo que, ao contrário de se ancorar nos setores populares urbanos, como fizeram o peronismo e o varguismo, firma-se na associação direta com grupos étnicos despossuídos. Estes constituem um outro tipo de "descamisados", com uma agenda muito diferente dos pobres urbanos. Chávez, também, tem um componente desse novo populismo, mas tem uma conexão do tipo "tenentista" que Vargas também tinha, com setores da média oficialidade militar, que alçou ao topo da hierarquia. Mas essas diferenças definem distintas espécies da família do nacional-populismo, da qual faz parte também Ollanta Humala, do Peru. A diplomacia brasileira trocou os manuais da profissão por receitas ideológicas. Está entre o nacionalismo ressentido do grupo diplomático liderado por Samuel Pinheiro Guimarães e Celso Amorim e o nacionalismo socialista atrasado de Marco Aurélio Garcia. O assessor do presidente Lula para assuntos externos é, na verdade, mais influente que o próprio ministro Amorim, na conformação do pensamento e da ação diplomáticas hoje. Ele passou todo o tempo defendendo, justificando e explicando as atitudes de Morales, até elas explodirem no caixa da Petrobrás e na sala presidencial. Esteve por trás da equivocada aliança com Chávez, da qual depois Lula se viu forçado a afastar, pelos óbvios prejuízos aos interesses brasileiros. E dessas atitudes em relação a Evo Morales que, não fosse a crença ideológica que as alimentam, poderiam ser atribuídas à mais pueril ingenuidade analítica. Agora, a questão com a Bolívia virou um problema econômico, em cima de um impasse diplomático criado pelos erros do Itamaraty, da Petrobras e do Planalto. O governo passou a pilotar uma crise política internacional e um considerável problema econômico, que pode gerar uma crise de abastecimento de gás em São Paulo e no Sul do país, com reflexos negativos em toda a economia nacional. A Petrobras pagará o preço - que não será pequeno - por ter desconsiderado o risco político óbvio e evidente, em sua estratégia na Bolívia, desde o início do processo político que redundou na eleição de Evo Morales. Tudo típico da administração Lula que também é nacional-populista em todas as suas dimensões, menos na macroeconômica. Publicado em 02/05/2006. --- Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se. Comentários: www.yahoogroups.com/group/goldenlist-L/messages Newsletter: www.yahoogroups.com/group/goldenlist/messages Yahoo! Groups Links <*> To visit your group on the web, go to: http://groups.yahoo.com/group/goldenlist-L/ <*> To unsubscribe from this group, send an email to: [EMAIL PROTECTED] <*> Your use of Yahoo! Groups is subject to: http://docs.yahoo.com/info/terms/ --- Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se. Comentários: www.yahoogroups.com/group/goldenlist-L/messages Newsletter: www.yahoogroups.com/group/goldenlist/messages
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