Oi

Hugo Chávez, Evo Morales, Lula, ou Kirchner: não passam de populistas e
demagogos.

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Beijins
Fa
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"A esperança e a sogra são as últimas que morrem!"
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Sábado, 06 de maio de 2006


Pedro Doria - Depois do fim da História


Faz 14 anos que o cientista político norte-americano Francis Fukuyama
sugeriu que a história havia chegado ao fim. Do seu ponto de vista, os
grandes conflitos ideológicos ao redor de qual o melhor sistema de
governo já não faziam mais sentido: o modelo norte-americano de
democracia saía-se como vencedor definitivo.

O que Fukuyama queria dizer, essencialmente, é que havia paz e justiça
garantidos e que num tempo, fatalmente, a democracia se espalharia por
todo mundo.

Estava errado, claro.

Em 31 de dezembro de 1991, meses antes do livro de Fukuyama sair, a
bandeira soviética desceu do mastro no topo do Kremlin, substituída pela
bandeira russa. Parece que faz muito tempo. E o fim da Guerra Fria
certamente influenciou o pensador. Afinal, o que mais poderia haver pela
frente?

Muito. O próprio Francis Fukuyama vacilou perante suas convicções
passadas. Ele acha que o domínio de terapias genéticas pode ser fatal
para uma democracia igualitária no futuro. Talvez. Mas não é preciso
imaginar cenários de ficção-científica para perceber os rombos que
apareceram na idéia de que não há ideologias em conflito. Não só há
ideologias em conflito como o sistema da democracia norte-americana está
em xeque.

Não foi o presidente George W. Bush, no meio do segundo mandato, que
trouxe a crise. A crise é da natureza norte-americana, que não consegue
alcançar um meio termo entre seu passado liberal iluminista e o passado
puritano. De certa forma, esta divisão do país em dois, um profundamente
conservador, outro ansiando por avanços sociais, já estava na Guerra
Civil. Como, de uma forma diferente, está no ar hoje.

A democracia norte-americana não conseguiu resolver a divisão dentro de
casa, assim como não consegue se livrar de contradições institucionais.
A eleição de 2000 não se resolveu e demora muito até que cicatrize. Ela
não é apenas o indicativo de que o país estava (e permanece) rachado,
mas também um momento fatal em que o sujeito que recebeu mais votos não
ganhou o cargo. Cumpram-se as regras. Mas, na contagem posterior dos
votos pelos jornais, por quase todos os critérios Gore também teria
vencido na Flórida e o mundo seria muito diferente se Albert Gore Jr.
tivesse jurado a Constituição em janeiro de 2001.

A democracia norte-americana é frágil e tem falhas – não é um sistema
ideal. É de Winston Churchill a frase que diz que trata-se do regime
menos pior. Pode ser. Mas um regime que elege um ideólogo radical num
momento de profunda divisão simplesmente não é um regime maduro, muito
pelo contrário.

Ideólogo radical, pois é. Seja em sua visão de como a religião deve
influenciar a política, seja na forma como exerce o uso da força
externamente, seja na maneira como se livra de empecilhos legais para
perseguir quem bem deseja dentro de casa, George W. Bush é um radical
ideológico. E não é o único. Paira, em todo o mundo, um grande e intenso
conflito ideológico.

Está no cerco da religião à ciência e, por conseqüência, à medicina.
Está no cerco aos homossexuais. Está no cerco ao Islã. E está no cerco
armado pelo Islã. É incrível como poucos chamam a atenção para o
desconfortável porco no meio da sala, mas o discurso cristão radical e o
islâmico radical se encontram em vários pontos. O Estado laico está sob
ataque.

Não é apenas aí que o conflito ideológico se acirra: na Europa, há um
desagradável chamado ao racismo como se os anos 20, 30 do século passado
estivessem sendo revividos. Enquanto europeus de famílias velhas começam
a discutir o que vêem como a invasão bárbara de seu continente, os
europeus de primeira e segunda geração muçulmanos recusam-se a adotar os
valores da nova casa. Como se emigração não tivesse um custo pessoal, o
custo de se adaptar.

O Islã tal qual Bin Laden o prega é uma ideologia. O catolicismo
conforme Bento 16 o prega é uma ideologia. O neoconservadorismo é uma
ideologia. O neoliberalismo também. Por trás do discurso de que só
existe um jeito de encarar aquilo que chamam de "mercados", de que só há
um modo de fazer com que funcionem, de que é sacrilégio pensar em
enfoques diferentes ou de controle do Estado, está no fundo, perniciosa
e nada discreta, uma ideologia. Uma ideologia, aliás, tão intolerante
quanto era o comunismo, aquele das antigas que só via uma solução para o
mundo.

E perante o conflito acirrado entre tantas ideologias conservadoras, a
esquerda está ou acuada ou por demais apegada a ideais que não foram
soterrados no final dos anos 80 à toa. Outro dos burros
desconfortavelmente colocados no meio da sala é a constatação de que
Hugo Chávez, afinal, é só um populista demagogo. Evo Morales segue o
mesmo caminho, aparentemente sem o carisma ou a esperteza do original.
Nenhum deles, ou Lula, ou Kirchner são uma alternativa de esquerda. São
homens sem planos, sem projetos, sem uma idéia clara de como sair do
buraco. São, afinal, homens sem ideologia.

Não há muitos motivos para otimismo.



Retirado de
http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=10&textCode=22210&date=currentDate


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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

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