Oi
Muita gente se pergunta "Onde estão os estudantes que não vão pra rua?"
Como disse o Josias de Souza em seu blog, com tanto e$tímulo, não há
diálogo e interlocução que resista.
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Beijins
Fa
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"De grão em grão a galinha enche e eu papo." - Max Nunes
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30/04/2006 - 10h32
União repassou R$ 60 mi a entidades pró-Lula
MARTA SALOMON
ROGÉRIO PAGNAN
da Folha de S.Paulo, em Brasília e em São Paulo
Mobilizadas para reagir a um eventual pedido de impeachment de Luiz
Inácio Lula da Silva, entidades de trabalhadores, sem-terra e estudantes
receberam mais de R$ 60 milhões dos cofres públicos nos primeiros três
anos de mandato do presidente. O maior volume de dinheiro foi destinado
ao MST e à CUT, investigados pelo Tribunal de Contas da União por desvio
de verbas federais.
A Folha pesquisou os repasses de dinheiro dos impostos arrecadados pela
União às três principais ONGs ligadas ao Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra, que não tem personalidade jurídica, à Central Única
dos Trabalhadores e à UNE (União Nacional dos Estudantes).
Representantes das entidades se reuniram com o presidente do PT, Ricardo
Berzoini, na última terça, e planejam para junho uma grande manifestação
pró-Lula. Seria uma reação a um eventual pedido de impeachment do
presidente analisado pela OAB.
Os números não levam em conta repasses feitos às entidades por estatais,
que fogem ao controle do Siafi (sistema informatizado de acompanhamento
de gastos federais). Para a comemoração do Primeiro de maio, por
exemplo, a CUT recebeu da Petrobras e da Caixa R$ 800 mil. Há dois anos,
para promover os 20 anos da central, essas estatais investiram, com os
Correios, R$ 760 mil.
Encarregado da interlocução com os movimentos sociais, o ministro Luiz
Dulci (Secretaria Geral da Presidência) avalia que o governo Lula
melhorou o diálogo com as entidades. "Mesmo aquelas dirigidas por
adversários, como a CGT, tiveram interlocução maior." Dulci não opinou
sobre o repasse de verbas públicas.
Salto
Sob Lula, ONGs ligadas ao MST foram as que mais ganharam. Mais do que
quadruplicou o volume de recursos repassados para programas de
capacitação profissional e de alfabetização ou cursos de formação
política --principais formas de captação de recursos públicos pelos
sem-terra.
Entre 2000 e 2002 --três últimos anos da administração Fernando Henrique
Cardoso--, a Anca (Associação Nacional de Cooperação Agrícola), a
Concrab (Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária) e o Iterra
(Instituto Técnico de Capacitação e Pesquisa da Reforma Agrária)
receberam da administração direta pouco mais de R$ 7 milhões. Nos três
primeiros anos de mandato de Lula, foram repassados quase R$ 30 milhões
às entidades.
A comparação do mesmo período (três últimos anos da administração FHC
contra os três primeiros de Lula) mostra queda de repasses à CUT. Mas,
em julho de 2003, o TCU mandou suspender o repasse às centrais
sindicais, depois de apurar o desvio de dinheiro do Planfor, programa
destinado à capacitação profissional.
Em 2004, a CGU (Controladoria Geral da União) criticou formalmente o
descumprimento das determinações do TCU. Mas o Ministério do Trabalho
insistiu no entendimento de que a suspensão dos repasses se limitava ao
Planfor.
Num reexame das prestações de contas do programa, o ministério apurou
desvio de R$ 9,9 milhões por parte da CUT. Procurada pela Folha, a
assessoria do ministro Luiz Marinho disse que não há conclusão sobre a
devolução do dinheiro aos cofres públicos.
O Ministério do Trabalho manteve os pagamentos destinados ao Plansine,
programa que cuida da recolocação de desempregados no mercado de
trabalho. A CUT também vem recebendo repasses do Ministério da Educação
para programas de alfabetização.
Irregularidades
Entre as irregularidades apontadas na CUT, o tribunal encontrou um único
trabalhador, de nome Adão de Jesus Evling Naysinger, inscrito em 25
cursos em seis cidades diferentes. A Força Sindical, igualmente
condenada pelo TCU, continuou recebendo dinheiro público em volume maior
do que a CUT em 2003 e 2005.
Alvo de investigações por desvio de verbas como a CUT, as principais
ONGs ligadas ao MST foram cobradas pelo TCU a devolver R$ 15 milhões aos
cofres públicos. É o valor corrigido no final de 2005 das verbas
supostamente desviadas pela Anca e pela Congrab. A maior parte das
irregularidades foi registrada em convênios feitos no governo Lula.
Em menos de quatro meses, a Anca já recebeu, só neste ano, R$ 2,9
milhões, segundo registros do Siafi. No mesmo período, foram repassados
à UNE R$ 735 mil --71% do total repassado em 2002, último ano de governo
FHC.
Em 2005, a UNE recebeu num só dia (22 de julho) R$ 770 mil do Ministério
da Cultura. A verba foi para atividades culturais, e a prestação de
contas está em aberto. A pesquisa no Siafi foi feita com o apoio da ONG
Contas Abertas.
Retirado de
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u78047.shtml
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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.
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