O jornal italiano Corriere della Sera comparou a
resistência das autoridades brasileiras em permitir as
inspeções da AIEA (Agência Internacional de Energia
Atômica) com o veto ao controle por parte do governo
de Teerã.
Em artigo publicado nesta segunda-feira, o principal
jornal italiano afirmou que "o grande e pacífico
Brasil também se prepara para entrar no restrito clube
das potências atômicas".
O texto foi colocado, com destaque, ao lado do artigo
sobre a ameaça do Irã de abandonar o Tratado de
Não-Proliferação Nuclear e aponta semelhanças entre o
caso iraniano e o brasileiro.
O jornal recorda, por exemplo, que só depois de
"alguns conflitos" o governo brasileiro permitiu a
vistoria dos inspetores da agência das Nações Unidas
aos equipamentos de Angra dos Reis.
'Oportunidade política'
"O programa nuclear provocou alguns atritos entre o
Brasil e a AIEA nos últimos anos. O governo Lula
declara que a questão está resolvida mas a comparação
com o delicado caso do Irã é inevitável, além de ser
de grande atualidade", escreve o correspondente do
jornal no Rio de Janeiro, Rocco Cotroneo.
O jornalista afirma ainda que mesmo sendo signatário
dos tratados de não-proliferação, o Brasil fez uma
"notável resistência às inspeções de suas estruturas
por parte do organismo internacional, alegando segredo
industrial".
"Os técnicos do programa brasileiro afirmam que as
centrífugas desenvolvidas por eles são as mais
modernas do mundo, 25 vezes mais eficazes do que as
que são utilizadas nos Estados Unidos e na Europa."
As questões técnicas foram superadas mas o jornalista
afirma que permanecem dúvidas sobre a oportunidade
política do programa nuclear brasileiro, "justamente
por causa da questão iraniana, segundo ele.
"O Brasil declara intenções não diferentes das de
Teerã. Fala de fins pacíficos e nega a intenção de
chegar à bomba."
De acordo com o jornal, a comunidade internacional
observa os dois casos com olhares diferentes. Uma
justificativa para essa atitude seria o fato de o
Brasil não ter tradição belicosa.
"Sua última (e única) guerra foi contra o Paraguai em
1866", diz o texto. Outro motivo, segundo o artigo, é
o fato de a America Latina "não ser a área mais
perigosa do planeta".
O jornal, contudo, deixa a questão aberta e informa
que a energia atômica é responsável por uma pequena
parte do consumo do país.
"O objetivo da auto-suficiência atômica provoca
dúvidas em alguns observadores porque o governo Lula
anunciou há pouco, com triunfo, o fim das importações
de petróleo, objetivo perseguido durante 43 anos."
Na opinião do jornalista, o programa nuclear
brasileiro pode ser visto também como expressão de uma
"certa idéia de grandeza continental" e pretensão de
liderança regional, que está sendo colocada à dura
prova pela nacionalização do gás boliviano.
--
MC
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