PSP,
Ontem
até pensei em escrever para alertá-lo sobre o pequeno ato falho de ter
conversado com a Miriam Leitão e não com a neo-celebridade nacional que ocupa todas as listas da
INTERNET, mas folgo em vê-lo alerta e rápido no gatilho...
Impressionante
que em TODAS as listas aparece este texto, na sua maioria com o TEL da
indigitada senhora, pontificando sobre o assunto do gasoduto GASBOL...
Vossa
senhoria, um mestre em desqualificar as fontes, que informações poderia trazer à lista sobre a expertise e as Qualificações
de nossa nova guru em gás boliviano atualmente funcionária aposentada. Tenho
certeza, como declara em seu texto de ter conversado tão longamente, que teve o
cuidado de qualificá-la.
Não
tenho a menor duvida que o contrato tipo take-it-or-pay
numa época que a indústria ainda não era aparelhada para consumo desta quantidade
de gás não tenha sido a melhor alternativa, ainda mais que parte do gás
transportado se destinava as outras empresas.
Mas
resumir um projeto de bilhões a esta parva cartinha seria um reducionismo
extremado
Aka
Que
não entende absolutamente nada de gás boliviano
De: [email protected]
[mailto:[email protected]]
Em nome de Paulo Sérgio
Pinto
Enviada em: Sunday, May 14, 2006
10:56 PM
Para: undisclosed-recipients:
Assunto: [gl-L] Resposta de uma
petroleira à Miriam Leitão
Caros Amigos:
Conversei com a Sra. Miriam Leitão,
autora da carta abaixo, e ela confirmou todo o texto. O único pedido que me fez
foi que retirasse o telefone, pois ela estava sendo muito solicitado por conta
da posição corajosa e bem fundamentada:
Resposta de uma petroleira à Miriam Leitão
"Minha querida Míriam,
O culpado disso tudo se chama Fernando
Henrique Cardoso que deslanchou o famigerado Projeto Gasoduto Bolívia-Brasil,
que vinha sendo postergado pelos militares há décadas, não sem razão, pois o
risco país [Bolívia], que é o que estamos vivendo hoje, era muito alto.
O corpo técnico da Petrobrás se opunha
a este projeto. Na época, vocês da Globo, de braços dados com o corrupto do
Collor, chamavam a Petrobras de corporativista, reduto de marajás, etc.
Mas a empresa tinha razão. Não precisávamos deste gás caro. Tínhamos e temos
excesso de óleo combustível BTE (baixo teor de enxofre), o melhor do mundo! Mas
tivemos que criar artificialmente mercado para este gás natural importado a
preços altíssimos, já na época da assinatura dos contratos (1997). O projeto
foi desenvolvido na subsidiária Petrofértil (empresa de fertilizantes destruída
pelo Collor), que então passou a se chamar Gaspetro. Seu Vice-Presidente
Menezes (posteriormente veio a ser Diretor da Petrobras por seus "serviços
prestados" ao Governo FHC) tinha linha direta com o Presidente da
República (FHC), pois este projeto era um dos constantes no programa Brasil em
Ação, e on Menezes tinha carta branca para assinar compromissos em nome da Petrobras.
Quando este projeto, já com todos os compromissos
sacramentados, foi transferido para a Petrobras, eu tive a infelicidade de ser
a técnica
designada, pela recém criada Gerência
de Gás (GEGAS), no Abastecimento, para avaliar o projeto. Na época o nosso
Gerente era o Paulo
Roberto Costa, hoje Diretor de Abastecimento, de quem tive a
hora de ser Assistente Chefe de Gabinete até minha aposentadoria. A minha
avaliação apontava para riscos que levariam a perdas enormes pela Petrobras,
coisa de alguns bilhões de dólares. Para se ter apenas uma idéia, a Petrobras,
através da Gaspetro, que agia em nome da Petrobras, assumiu 84% dos investimentos
na transportadora do lado boliviano, GTB, para ter APENAS 9% de participação
acionária naquela transportadora, onde fui posteriormente membro do Conselho de
Administração por dois anos, . Ora, não se precisa ser nenhum gênio para
verificar que aí tem maracutáia. Como
se coloca 84% dos investimentos em troca apenas de 9% de participação
acionária?? Quem ganhou com isso? Resp: Empresas "pobrecitas" como Enron, Shell e BG.
Em 1999, fiz um relatório expondo, à então Diretoria
da Gaspetro, os riscos que estávamos correndo, pois as antigas
exploradoras, como Chaco,
BG, Amaco, estavam fazendo uma
verdadeira campanha, através da mídia, contra a Petrobras, que só entrou na
exploração de gás e condensado na
Bolívia, após a lei modificando os
"royalties". A Bolívia reduziu, por lei, os royalties, de 51% para
18% para novas explorações. Isto porque, quando a Petrobras, forçada pelo
governo FHC, através da subsidiária Gaspetro (note-se que a Gaspetro podia
assinar qualquer coisa em
nome da Petrobras relacionada a este projeto sem passar pelo
crivo da Diretoria da Petrobras), assinou os contratos de compra de até 30
milhões de metros
cúbicos de gás por dia, era sabido que
a Bolívia, até então, só tinha reservas descobertas que garantiam 16 milhões de
metros cúbicos por dia. Ou
seja, o inconsequente do FHC fez com que nossa maior
empresa se comprometesse a comprar 30 milhões de metros cúbitos de onde jnão
havia
reservas e para onde não havia
mercado!!!
Espero que vocês, como seres humanos,
possam avaliar, a despeito de ideologias políticas e de uma forma justa, o que
representaram as decisões
tomadas inconsequentemente no governo FHC.
Considero a empresa em que trabalham corrupta e a serviço do grande capital.
Espero que vocês, como pessoas, possam ser mais grandiosas que isso.
Coloco-me a seu dispor para
esclarecimentos adicionais e apresentação de provas do que digo. Meu telefone:
21 2275XXXX.
Por um Brasil melhor e para todos!
Cordialmente,
Carmen Barreto
Um abraço,
Paulo Sérgio Pinto
[EMAIL PROTECTED]
---
Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.
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