Caro Rubens:

Press release ou matéria paga?  Quem é "Duda" Teixeira, autor do texto e um ilustre desconhecido no mundo da informática, para discorrer de forma tão dogmática sobre esse assunto? Em que posição ficaram cotadas no ranking citado a França e a China, países que mergulharam de cabeça no "software livre"?  Leve-se também em conta o período de transição. É natural que as coisas não funcionem tão bem durante  esse período. Uso o Windows XP e o Linux. Não vejo qualquer razão para o governo utilizar sistemas fechados caríssimos em seus órgãos. Muito mais importante e crítico do que a questão dos custos é a segurança. Governos e grandes empresas não podem ter os seus segredos políticos e comerciais escancarados a olhos alienígenas.

O governo americano, com o Echelon, espiona todas as comunicações telefônicas do mundo. Se você acha que estou sendo neurótico, leia o documento da Comunidade Européia em http://www.fas.org/irp/program/process/prechelon_en.pdf , que trata, entre outras coisas, do "affair" Thomson-Alcatel X Raytheon no projeto Sivam. Esse tipo de espionagem com a internet e um sistema proprietário fica infinitamente mais fácil e eficiente. Países que usam sistemas fechados em órgãos ou departamentos que tratam de assuntos sigilosos estão, virtualmente, renunciando à própria soberania.

Resumindo: ainda que o software livre saísse mais caro, o que é um tanto questionável, é infinitamente mais seguro. No dia 29/JUN/2000, publiquei no página "Opinião" do Jornal do Brasil o texto "Segurança Zero" ( http://www.variety.kissfc.com/segzero.htm }. Hoje, quase seis anos depois, não tenho qualquer motivo para mudar uma única vírgula. Nada do que poderia ter sido feito foi considerado e , com a evolução da internet, estamos mais vulneráveis do que nunca. Hoje, a China e a França são os dois países mais avançados na questão. Não existe um único site que contém informações sigilosas nesses dois países  utilizando os servidores de Mr. Gates.

Um abraço,
Paulo Sérgio Pinto
[EMAIL PROTECTED]

rubens_alves2000 wrote:
O grátis saiu mais caro

Ao insistir no software livre, o governo
deixa de melhorar os serviços eletrônicos
aos cidadãos e desperdiça dinheiro

Um critério para avaliar a eficiência da administração pública é o
uso da informática para reduzir a burocracia estatal e facilitar a
vida do cidadão.  Quatro anos atrás, o Brasil pertencia à elite
mundial nesse quesito, à frente do Japão. Brasileiros eram convidados
para descrever em congressos internacionais a experiência nacional
com as compras públicas pela internet, com a declaração online do
imposto de renda e com o voto eletrônico. 

O governo Lula mudou radicalmente as prioridades nessa área. Em lugar
de ampliar as experiências bem-sucedidas, passou a priorizar a implan-
tação do software livre na administração federal.  O resultado: o
Brasil caiu dezenove posições no ranking das Nações Unidas que avalia
o uso da informática pelos governos, ficando atrás do Chile e do
México.

A oposição aos programas comerciais – leia-se aí a Microsoft, fabri-
cante do sistema operacional Windows e a maior empresa mundial de
software – é uma bandeira do PT. A posição está baseada, em parte, na
desconfiança ideológica que o partido nutre em relação às grandes
corporações capitalistas. "Não podemos depender dos programas vendi-
dos por uma ou outra empresa privada", explica Rogério Santanna, se-
cretário do Comitê Executivo de Governo Eletrônico, subordinado ao
Ministério do Planejamento.

O software livre é um programa ou sistema operacional que pode ser
modificado por qualquer um e, em princípio, pode ser obtido gratui-
tamente na internet. Em teoria, é uma boa idéia usar e não pagar. Na
prática, talvez seja um problemão, sobretudo se o uso se transformar
em obrigação. "Ao optar por um programa, é preciso pesar cuidadosa-
mente os prós e os contras", diz Fernando Parra, presidente da DTS,
empresa de São Paulo que desenvolve softwares e presta serviços de
tecnologia. "Não se podem tomar, com base em motivos ideológicos,
decisões que deveriam ser técnicas."

A migração para o software livre custou caro para os cofres públicos.
O governo federal precisou contratar 2.000 técnicos em informática.
Só os salários e os encargos trabalhistas desses programadores
ultrapassam 56 milhões de reais por ano – o dobro do que o Instituto
Nacional de Tecnologia da Informação, vinculado à Casa Civil, estima
que o governo federal economizou com os programas que deixou de com-
prar em 2004. 

Nem sempre o software livre é pior que o comercial, mas sua adoção
pelo governo brasileiro revelou-se ineficiente.  Os técnicos do
Serpro, empresa de processamento de dados subordinada ao Ministério
da Fazenda, tentaram em vão substituir por software livre os pro-
gramas que funcionavam com perfeição mas estavam sendo rejeitados
apenas porque operavam em Windows, o sistema da Microsoft. Foram
feitas versões em código aberto do programa de imposto de renda on-
line e do portal de compras públicas ComprasNet. O resultado foi tão
ruim que os dois programas continuam funcionando no sistema Windows.

"A cruzada ideológica pelo software livre é apenas a ponta do
iceberg", diz Florencia Ferrer, diretora-presidente da FF Pesquisa &
Consultoria, de São Paulo, especializada em governo eletrônico. "O
governo também foi incapaz de inovar na administração pública usando
a tecnologia."

O governo do Paraná envia mensagens para o celular de desempregados
informando sobre vagas disponíveis.  Em São Paulo, já é possível
preencher o boletim de ocorrência policial pela internet e pedir
segunda via do documento de identidade. O governo federal nem sequer
conseguiu fazer o mesmo com a emissão de passaportes.

Um dos principais atrasos refere-se à licitação online. O governo
federal faz apenas 46% de suas compras públicas – de material de
escritório a papel higiênico – pela internet, contra 80% do governo
de São Paulo. Em uma licitação online, a União informa que bens de-
seja comprar, e fornecedores de todo o país e do exterior se engal-
finham para ganhar a concorrência com o menor preço.  O comprador
sempre sai ganhando, porque o número de ofertas é muito maior, e a
transparência no processo diminui os riscos de corrupção. Se o go-
verno federal tivesse o mesmo padrão de compras online que o estado
de São Paulo, teria economizado 3 bilhões de reais nos últimos três
anos, segundo estudo da FF Pesquisa & Consultoria.

Algumas promessas de governo eletrônico foram cumpridas apenas par-
cialmente, como a de fazer com que as bases de dados dos diversos
órgãos públicos conversem entre si. O governo tenta sem sucesso fazer
o cruzamento de dados entre as secretarias de Segurança, da Receita
Federal e dos tribunais eleitorais.

Em lugar de investir para oferecer serviços aos cidadãos e melhorar a
eficiência da máquina burocrática, o governo Lula usou as conquistas
eletrônicas da administração anterior em sua desastrada campanha para
se tornar líder sul-americano.  A conseqüência dessa política foi um
banho de água fria nas aspirações comerciais de muitas empresas se-
diadas no Brasil que desenvolvem software e urnas eletrônicas.  A
Unisys e a Diebold Procomp, fabricantes de urnas eletrônicas de São
Paulo, tinham planos de exportar a tecnologia para os países vizi-
nhos. Em vez de emprestar algumas poucas urnas para fazer propaganda,
o governo Lula decidiu bancar as eleições alheias. Só para o Paraguai
foram emprestadas 15.000 urnas para as eleições de 2005 e 2006. A
empresa Vesta, de São Paulo, deixou de vender softwares de compras
públicas online para a Bolívia porque Lula, em seu primeiro ano no
poder, resolveu oferecer ao país, de graça, um programa com a mesma
função.

"O governo federal não só reinventou a roda com o software livre à
custa do contribuinte, como prejudicou a competição no mercado de
tecnologia", diz Paula Santos, sócia da Vesta. É a política do
software livre contra o livre mercado.


  A ILUSAO DO SOFTWARE LIVRE <<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<

  ----------
  INSTALACAO
  ----------

  SOFTWARE LIVRE:  O sistema operacional e os programas
  podem ser obtidos de gratuitamente na internet.

  SOFTWARE PAGO:  para instalar o programa no computador
  é preciso pagar uma licença à empresa que o desenvolveu.

  ----------
  MANUTENCAO
  ----------

  SOFTWARE LIVRE:  E' preciso contratar consultores espe-
  cializados para adaptar e melhorar o software constante-
  mente.

  SOFTWARE PAGO:  A empresa proprietaria do programa dá
  suporte tecnico gratuito por ate cinco anos.

  ********************************************************
  CONCLUSAO:   Ao fim de cinco anos, o custo de manutencao
               do software livre é mais altoque o preco do
               software pago.
  ********************************************************



  QUATRO ERROS ONLINE DO GOVERNO LULA >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

  1. Adotou o Software Livre

     A mudança custou caro -- exigiu a contratacao de 2000
     tecnicos so para desenvolver software livre -- e, em
     muitos casos, o serviço piorou.

  2. Nao ampliou os serviços de Internet

     Se tivesse atingido o padrao paulista de licitacao e
     atendimento online, o governo federal teria economizado
     3 bilhoes de reais.

  3. Nao integrou os bancos de dados

     Depois de 3 anos de tentativas, a inteligacao entre as
     bases dos orgaos publcos é apenas parcial.

  4. Prejudicou o mercado de software no Brasil

     Ao presentear países vizinhos com programas desenvolvidos
     para o governo federal, Lula tirou mercado de empresas
     brasileiras.



[fonte:  VEJA, 17 de Maio 2006]



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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

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