Oi Rubens, Paulo, MC
Ainda sobre esse tema:
--
Beijins
Fa
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"A luz no fim do túnel é a locomotiva que vem ao seu encontro."
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Sérgio Amadeu - Software Livre: Veja Mente, a Veja é um panfleto
A revista Veja novamente divulga uma matéria mentirosa. Chamada O Grátis
que sai caro, a matéria procura atacar o avanço do software livre usando
releases publicitários da Microsoft, empresa monopolista que vai
perdendo seus lucros monopolistas diante do avanço do modelo de software
aberto. Como o jornalista Eduardo, o Duda, tem muita experiência sabemos
que seu texto não trouxe enganos, mas mentiras:
1- Somente um único Ministério, do Desenvolvimento Agrário, economizou
R$ 2 milhões usando aplicações de segurança livres em sua rede. Isto sem
contar a economia com suporte e com a estabilidade da rede. Apesar da
campanha da Microsoft, o software livre é muito mais econômico e estável.
2- A Veja contraria as matérias da Info Exame (do mesmo grupo Abril),
uma revista técnica e séria, sobre os enormes benefícios do software
livre. Quem está mentindo: a Veja ou a Info Exame? A resposta é óbvia. A
Veja mente.
3- Nunca se vendeu tanto computador no Brasil por causa do programa PC
Conectado, devido ao financiamento e aos 26 softwares livres embarcados
nos computadores. Só o Duda não viu. A venda de mais de 450 mil
computadores com software livre fez até que as licenças proprietárias
caissem de preço. A Veja esqueceu que a concorrência gera melhores
produtos e a redução de custos da tecnologia da informação.
4- Veja não viu que enquanto 69,7% do mercado mundial (mais de 2/3) usa
Apache, software livre para webservers, menos de 4% dos servidores do
governo federal seguiam o padrão do mercado. Duda acha normal quando o
uso é de programas da microsoft, mesmo que estes produtos sejam mais
caros e mais instáveis. O que o governo federal fez foi quebrar a
reserva de mercado para produtos de uma única empresa. Hoje, um pouco
mais de 30% do governo federal utiliza Apache. A economia mal começou.
Será que algum lobista pediu para a Veja dar uma força e paralisar a
redução de custos do Estado?
5- Duda esqueceu de contar o grande lobby da microsoft sobre o governo.
Ele sabia, mas omitiu que o chefe de gabinete da presidência do Serpro,
maior empresa de TI do governo, saiu direto de uma empresa pública para
o escritório de vendas da microsoft em Brasília. Isto ocorreu no segundo
semestre de 2004. Se fosse no mercado financeiro, a lei de querentena
proibiria tal absurdo, mas na área de TI isto não ocorre.
6- Os equívocos da matéria são tantos que não podem ser simplesmente
erros. Veja chegou a dizer que quem decide pelo empréstimo de urnas
eletrônicas (que usam somente software proprietaŕio) para o Paraguai foi
o governo federal. Qualquer jornalista sabe que esta decisão é do TSE,
Poder Judiciário. Ela não tem nada a ver com software livre e muito
menos com o governo Lula. Duda não sabe disto? Claro que sabe, mas fez
de propósito. Por que? A serviço de quem?
7- Cada parágrafo da matéria é meticulosamente escrito para distorcer a
realidade. Vou parar por aqui, mas seria necessário reestabelecer a
verdade em cada linha. Apenas mais uma: Duda escreveu que o Serpro
contratou 2000 funcionários para desenvolver software livre. Mentira
descabida. Isto sim é que deveria ter sido feito, mas o concurso foi
para técnicos em geral e até para escriturários. Mas para Veja toda
informação pode ser manipulada e distorcida. Não é mesmo, Duda?
Artigo originalmente publicado no site Software Livre
http://www.softwarelivre.org/
Mascarenhas wrote:
> --- rubens_alves2000 <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
>
> ---------------------------------
> O grátis saiu mais caro
>
> ---------------------------------------------------
>
>
> Recebi em outra lista:
>
>
> O Serpro contesta matéria da Veja:
>
> A revista Veja que circula nesta semana trouxe matéria
> com o título "O grátis saiu mais caro", afirmando que,
> "ao insistir no software livre, o governo deixa de
> melhorar serviços eletrônicos aos cidadãos e
> desperdiça dinheiro".
>
> O Serpro foi procurado pelo jornalista Duda Teixeira,
> que assina a matéria em questão, para que fornecesse
> informações sobre número de empregados admitidos pela
> Empresa nos últimos anos, e sobre as economias geradas
> com a migração dos desktops para software livre. Foi
> esclarecido ao jornalista que, em função de ser uma
> empresa de tecnologia da informação e comunicação, o
> Serpro contabilizava economias significativas também
> com outros itens, além daqueles referentes à não
> aquisição de licenças.
>
> Em sua resposta a Veja, por escrito, o Serpro informou
> que, desde o início da migração para software livre,
> economizou R$ 14,8 milhões. O investimento em
> treinamento, consultoria e suporte para software livre
> foi de R$ 396 mil. Como resultado final, o Serpro
> (leia-se governo) economizou R$ 14,4 milhões.
>
> Esclareceu também que, de 2001 a 2005, abriu vagas em
> concurso para 2.333 profissionais.
> Surpreende, na matéria publicada, a ausência dos
> números fornecidos pelo Serpro, o que não seria
> problema, uma vez que cada matéria jornalística é
> sempre um recorte que não esgota o assunto em foco.
> Entretanto, as informações publicadas sobre o
> "resultado tão ruim" da tentativa de migração do
> ComprasNet e do programa do imposto de renda são
> inverídicas e, portanto, tendenciosas (ver texto
> abaixo).
>
> Por outro lado, os dados de economia e investimentos
> com a implantação do software livre precisam ser
> olhados de forma focada, sim, mas precisam também ser
> contabilizados de forma global. Ao ser informado de
> que a economia do Serpro com o software livre ia muito
> além da migração de desktops, o jornalista mostrou-se
> desinteressado, afirmando não necessitar de outros
> dados.
>
> É lícito ao Serpro deduzir que na apuração da matéria
> interessava apenas cruzar as informações de número de
> desktops migrados versus número de novos técnicos
> admitidos pelo Serpro, para sustentar uma hipótese que
> o jornalista (ou a revista Veja) já havia formulado,
> de que "a migração para o software livre custou caro
> para os cofres públicos". Esta tese também não se
> sustenta, neste caso, porque os técnicos admitidos
> pelo Serpro atuam em várias áreas da Empresa, não
> apenas nos projetos de software livre.
>
> Cabe esclarecer também que, na condição de prestador
> de serviços à Administração Pública federal, as
> plataformas e tecnologias adotadas pelo Serpro
> dependem de negociação prévia com os órgãos
> contratadores. O Serpro não impõe plataformas aos seus
> clientes. Produtos e soluções dos mais diversos
> fornecedores convivem dentro do Serpro, todas
> adquiridas por pregão eletrônico e dentro das
> exigências da Lei de Licitações.
>
> Por sentir-se agredido em sua imagem e por concluir
> que a matéria é tendenciosa ao ignorar as vantagens e
> benefícios reais advindos da adoção de software livre,
> o Serpro é signatário, junto com a Secretaria de
> Logística do Ministério do Planejamento e com o
> Instituto Nacional de Tecnologia da Informação – ITI,
> da correspondência abaixo, enviada à redação da
> revista Veja no dia 17 de maio/2006.
>
> Carta encaminhada à redação da revista Veja:
>
> Com relação à matéria "O grátis saiu mais caro",
> publicada na edição de 17/05/06, gostaríamos de
> esclarecer que o software livre é uma opção
> estratégica do governo federal por reduzir custos,
> ampliar a concorrência, gerar empregos e desenvolver o
> conhecimento e a inteligência do Brasil nessa área.
> Esclarecemos que somente com o Serviço Federal de
> Processamento de Dados (Serpro), citado no texto,
> obtivemos uma redução de custos de cerca de R$ 14,8
> milhões ao implantar o software livre, o que exigiu
> investimentos em serviços e treinamento de apenas R$
> 396 mil. Caso a citação de contratação de 2 mil
> técnicos esteja referindo-se ao Serpro, a Empresa
> esclarece que as vagas abertas para concurso público
> nos últimos anos tiveram o objetivo de atender às
> várias áreas de atuação, desde desenvolvimento de
> sistemas, área de rede, datacenter, administrativa e
> software livre, para citar algumas.
> O desenvolvimento dos padrões e-PING adotados pelo
> governo para a troca digital de dados e informações
> possibilitaram importantes avanços na comunicação
> entre as bases de dados oficiais. Entre eles,
> destacamos a integração em 2004 dos sistemas de
> segurança pública dos estados ao Infoseg, do
> Ministério da Justiça, a um custo de apenas R$ 8,5
> milhões. Hoje, informações como cadastros de veículos
> e de pessoas com mandado de prisão decretada estão
> disponíveis on-line 24 horas por dia, informação
> também omitida no texto da reportagem. Durante anos, o
> governo não conseguiu fazer essa integração devido aos
> altos custos em investimentos em equipamentos,
> softwares e pagamentos de licenças com softwares
> proprietários que foram orçados em R$ 4 bilhões.
> Em compras governamentais, tivemos o maior desempenho
> com o pregão eletrônico desde a sua implementação em
> 2000. No primeiro trimestre de 2006, este representou
> R$ 1,1 bilhão das compras de bens e serviços comuns,
> com uma participação de 46% do total adquirido pela
> administração direta. Em 2002, o pregão eletrônico
> representava apenas 0,8% das aquisições com R$ 62
> milhões licitados. O Brasil foi reconhecido pelo BID e
> pelo BIRD como o maior usuário de compras eletrônicas
> do mundo na modalidade leilão reverso e o sistema
> federal brasileiro foi o primeiro aceito por ambas as
> instituições financeiras para contratações envolvendo
> seus recursos. Levantamento da FF Pesquisa &
> Consultoria / e-stratégia pública e divulgado em
> parceria com a Câmara Brasileira de Comércio
> Eletrônico - Camara-e.net, indica que as compras da
> União, incluindo a administração direta e indireta,
> representaram no primeiro trimestre de 2006 cerca de
> 40% dos R$ 419 milhões em compras públicas realizadas
> integralmente pela internet.
> No caso do Imposto de Renda, informamos que o programa
> opera em multiplataforma. O contribuinte que utiliza
> os programas do Imposto de Renda não pode ficar refém
> de apenas uma plataforma, seja ela qual for. A opção
> por torná-lo multiplataforma faz parte da estratégia
> de governo, de adotar soluções universais, melhor
> ainda se forem mais econômicas. A respeito da suposta
> "utilização pelo Governo Lula das conquistas
> eletrônicas da administração anterior em sua
> desastrada campanha para se tornar líder
> sul-americano, com conseqüências que teriam sido um
> banho de água fria nas aspirações comerciais de muitas
> empresas sediadas no Brasil", temos a informar que o
> consórcio Vesta/Unisys - cuja diretora da empresa
> Vesta é citada na matéria - teve seu contrato
> rescindido pelo Governo Federal no dia 20 de dezembro
> de 2002, no apagar das luzes da antiga administração.
> O motivo foi a não implementação das funcionalidades
> do pregão eletrônico e do portal de compras públicas
> Comprasnet, conforme havia sido contratado e não
> devido à substituição da solução por softwares
> abertos. Isso causou atrasos na implantação do sistema
> de pregão eletrônico, que precisou ser totalmente
> refeito pelo Serpro. Além disso, ao contrário do que
> consta na matéria, o portal Comprasnet não teve
> versões em código aberto, há uma segunda versão em
> desenvolvimento que utilizará software livre.
>
> Rogério Santanna - Secretário Executivo do Comitê
> Executivo de Governo
> Eletrônico/Ministério do Planejamento
>
> Renato Martini - Presidente do Instituto Nacional de
> Tecnologia da
> Informação
>
> Wagner Quirici - Diretor-Presidente do Serpro
>
> --
> MC
> http://mascarenhascastro.multiply.com
>
> Amigo é aquele que te conhece mas gosta de você assim mesmo.
>
---
N�o leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.
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