Olá!
Ciro Gomes concedeu entrevista para a Caros Amigos deste mês. Ele foi do PSDB, conhece bem aquela turma. Destaquei alguns trechos que considerei interessante.

Ricardo Kottscho - E onde você situa o Alckmin?
Esse é o mais conservador dos militantes do PSDB que eu conheço. Ele é muito reacionário, mas muito! Boa pessoa, acho uma grande besteira ficar com esse negócio de 400 vestidos da primeira-dama, mas ele representa o que há de mais conservador. Representa esse centro clandestino que estou falando que pilota as coisas no Brasil.
Sérgio de Souza - Comando Delta?
Não, não tem isso...Eles se reúnem, trocam idéias, conversam.
Marina Amaral - Se reúnem onde?
Aqui em São Paulo.
Marina Amaral - Na casa do Fenando Henrique?
Às vezes. Mas o Fernando Henrique vai mais na casa deles.
Marina Amaral - Quem são?
Ah não, peraí! Eu não consigo saber não, banqueiros, centralmente banqueiros.
Marina Amaral - Mas os banqueiros não estão felizes com o governo Lula?
Estão, mas eles sabem que esse é um governo que faz as coisas sempre na expectativa de que vai mudar.
Verena Glass - Eu queria entender por que o Alckmin está apanhando muito da imprensa...
Você acha? Deixa eu te dar um dado malicioso: nós, políticos, na pré-campanha, "modernamente", fazemos o quê? Fazemos uma seção com o marqueteiro e o marqueteiro procura antecipar todas as fragilidades. Na pré-campanha, diz assim: "Vasculha tudo". Bota uma tevê numa sala, fica o cara da confiança lá e diz: "Como é que é a história? Fez isso, fez aquilo? Alguém falou isso, falou aquilo? Saiu no Diário de Pindamonhangaba  que o vereador fez um discurso dizendo assim, assado, como é que é isso aí?" .  O cara vai respondendo e eles estudam todas as debilidades. E aí qual é o passo seguinte? Sob controle, perfurar essas debilidades antes da campanha, pra fazê-las filme velho. Pode crer que é muito mais isso que você está assistindo que qualquer outra coisa. Além do que certos jornais que fazem questão de uma imagem de equilíbrio precisam botar, de cada dez páginas esculhambando o Lula, uma esculhambando o outro, pra poder dizer que são equilibrados. Se você olhar a qualidade das críticas... Vamos pegar a Nossa Caixa. A Nossa Caixa pega os saldos dela, bilhões, e entrega pra corretoras privadas aplicarem, entre elas a corrretora do senhor Luis Carlos Mendonça de Barros, que é o coordenador do programa econômico do Alckmin. Esse assunto não sai nos jornais. Sai o negócio dos vestidos da primeira-dama, que é ridículo. Ou então os patrocínios da Nossa Caixa pra 500 padarias, não sei das quantas... Isso aí o povo olha e fala: "Pô, só tem isso? O cara é bom mesmo".
Wagner Nabuco - Isso eles são exímios em fazer, desviar a atenção.
São mestres. O Serra, a primeira providência que tomou quando assumiu a prefeitura de São Paulo, foi licitar os saldos das contas da prefeitura de SP, cujo saldo médio é de 9 bilhões de reais, para a rede privada de bancos. Ganhou o Itaú. A que taxa está aplicado esse saldo médio? Eis uma pauta pra vocês. Aliás, acho que está suspenso por liminar judicial. Mas eu falei sozinho nesse assunto, saiu uma notinha perdida em algum lugar, foi suficiente pra eu receber uma carta do dr. Roberto Setúbal, que imediatamente recebeu minha resposta e não me treplicou. E na minha resposta eu disse: "Nada contra o Itaú. A minha questão é saber qual é o critério e em que taxa está aplicado esse dinheiro aí". Resposta: silêncio.

A entrevista vale ser lida na íntegra.
Saudações nacionalistas,
Orlando Costa


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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

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