"não existe relação de conexão entre a questão social e o crime organizado. Mudou a estrutura lógica, cultura, a cabeça daquelas pessoas. Vivem em outra sociedade, é uma sociedade à parte. Não existe causa social para isso. Desconectou. "
On Tue, 30 May 2006 12:34:55 -0300
"ccarloss" <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
c>
c> Verinha,
c>
c> O César Maia é maluco. Mas num ponto concordo com ele. E vou além. Só se acaba com a bandidagem com a extinção. Nada de prisão.
c> Veja que há uma diferença entre o holocausto e o que estamos falando.
c> Estamos lidando com bandidos e não com pessoas de bem, com trabalhadores; não estamos fazendo uma seleção étnica. Estamos extirpando cancros sociais irrecuperáveis. Para cada rebelião em presídio, um Carandiru. E não apenas eliminando 111, mas todos.
c> Pode haver alguma injustiça? Claro. Mas não morrerá nenhum inocente. O condenado é voluntário. Ele está lá dentro por que quis; por ser criminoso. Então não se perde nada com o seu extermínio. É o preço que temos que pagar por termos deixado as coisas chegarem ao ponto que chegaram.
c>
c> Um beijão.
c>
c> Carlos Antônio.
c>
c> ----- Original Message -----
c> From: <mailto:[EMAIL PROTECTED]>Vera Martins
c> To: "Undisclosed-Recipient:;"@mx.uol.com.br
c> Sent: Tuesday, May 30, 2006 9:54 AM
c> Subject: [gl-L] Em busca do adjetivo perfeito - César maia fala
c>
c>
c>
c> Vale a pena ler para quem se interessa pelo que ocorre atrás das imagens
c> - encenadas e cada vez mais espetacularizadas - exibidas pela mídia nacional.
c> Uma boa terça-feira !
c> Abs,
c> Vera Martins
c>
c> Em busca do adjetivo perfeito
c>
c> Quinta, 25 de maio de 2006, 07h29
c>
c>
c> Entrevista a Bob Fernandes
c>
c> AP
c>
c> César Maia: "Só se liquidam essas organizações por extinção"
c>
c>
c>
c>
c>
c>
c> O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (PFL), um estudioso de pesquisas e estatísticas, acha possível derrotar Lula na sucessão presidencial, apesar de entender que o candidato da coligação PFL-PSDB deveria ter sido José Serra. Para derrotar Lula, diz ele, além de ampliar o número de candidaturas que forçariam inevitavelmente um segundo turno, é preciso pesquisar, pesquisar, e encontrar um adjetivo que "cole" e "desconstrua" o presidente.
c>
c> - Ladrão não cola, a população o defende - constata Maia.
c> Nessa conversa com Terra Magazine em seu gabinete na sede da prefeitura, Maia falou ainda sobre o crime organizado, o ataque do PCC a São Paulo, e observou:
c>
c> - Só se liquidam essas organizações por extinção: morte e prisão.
c>
c> Prefeito, sobre os recentes episódios de São Paulo, do PCC. O senhor dizia que não acredita no PCC como organização, como algo com 100 mil pessoas. Por quê?
c> Não existe isso. Você imagina uma grande empresa multinacional que tem 100 mil pessoas assalariadas e que, para mantê-las organizadas, desenvolve um processo de controle de centralização de alta sofisticação. Por que razão os chefes das esquadrilhas estão na prisão, no Rio ou em São Paulo? Porque não tem organização desse tamanho. O que você tem são grupos que desenvolveram uma mesma metodologia, têm os mesmos objetivos, trabalham com objeto do crime de alto valor de troca, o que permite manter o núcleo das gangues profissionalizado, mesmo quando não vêm a partida de drogas, e com isso eles precisam de um lado, é não se devorar.
c>
c> Se organizam para não se matarem, dentro dos presídios para começar?
c> Se cada gangue que controla uma, duas bocas de fumo, resolver disputar a boca de fumo com a outra, esse processo vai ser um processo de predação, autofagia.Aí surge um comando. Pra quê? Eu sou de um comando, você é de um comando, não disputamos boca de fumo. Lutamos contra o outro comando. Então se reduz a probabilidade de você ser atacado e perder a sua boca de droga e se manter ali. Muito bem. Depois, como eles participam dessa mesma lógica, eles passam também a ter fornecedores comuns, de armas, de drogas. Porém, se você pegar essas gangues, que são autônomas, e colocar um chefe, todos vão querer ser chefes. Então não dá para ter chefe, só pode ter o chefe preso, porque daí eles não disputam entre eles o comando da organização. É uma organização de fato, porque tem o mesmo método, o mesmo objetivo. O caso do PCC em São Paulo é semelhante porque ele é desdobramento do Comando Vermelho aqui do Rio.
c>
c> Mesma estrutura, mesmo tipo de meio.
c> Mesmo slogan: Paz, justiça e liberdade. Agora, em que o que aconteceu em São Paulo é diferente do Rio? É que no Rio, o Comando Vermelho, até a desestabilização da Rocinha, caminhava para uma situação tipo PCC, que é ter quase um monopólio.
c>
c> Policiais de São Paulo dizem que a diferença é porque lá não teria havido acordo, como há no Rio de Janeiro.
c> Aqui matam policia todo dia. É uma espécie de demonstração de força da organização, colocar lá no cadastro, no cabo da coronha, que matou 3, 4, 5, 6, 7, 8 policiais. Se você somar no cotidiano vai ter uns 40 multiplicado por 4, 5. O que aconteceu aqui no Rio é que no início do governo Garotinho em 99, através de uma decisão completamente equivocada do senhor Luís Eduardo Soares, o custo foi enorme para nós. Ele tinha vivido uma experiência em Los Angeles de acomodação dos grupos de vendas de drogas, das gangues de droga...
c>
c> E isso foi incorporado à cultura e à vida.
c> Cada um respeita a região do outro e ninguém pode ficar na região do outro e tem um comitê central que garante que nenhum entre na região do outro. Eles propuseram que aonde não houvesse disputa de venda de droga não entraria polícia. Liberaram a venda de drogas e com isso houve acomodação num ponto e outro, mas não houve a acomodação que eles imaginaram. E quando eles começaram a ter mobilidade dentro da cidade, os bondes - que são 3, 4, 5 carros com armas, transportando arma ou drogas ou pessoas de um lugar para outro...
c>
c> ...eles descobriram...
c> ...descobriram que a polícia tinha medo deles. Esse é um fato muito mais importante do que a polícia fazer a "mineira", tomar grana do bandido. O bandido sentiu que tinha força e que a polícia é que corria dele, que a polícia tinha que andar à paisana. O que aconteceu em São Paulo foi um caso delicado e não vai parar durante os próximos meses, você vai acompanhar polícia matando bandido, você vai ver, caem três ali, caem quatro. Não há dúvida de que vai acontecer isso.
c>
c> A polícia matando bandido ou o contrário?
c> Não, polícia matando bandido. Porque a situação de São Paulo, como foi deflagrada de uma vez só, o bandido perdeu o medo da polícia. Se a polícia de São Paulo não reage como reagiu para restabelecer a reação de medo entre bandido e polícia, isso sai de controle. Isso vai virar uma espécie de rotina. Então vai continuar, para a polícia de São Paulo poder manter sua relação de autoridade sobre o bandido. Porque não é só o dinheiro, a droga...
c>
c> ...o negócio...
c> Não, é como as FARC, na Colômbia. Eles têm prazer em controlar o território, em enfrentar o exército. Quando nós analisamos esses grupos com a nossa lógica de vida, nossa lógica cultural...
c>
c> ...é o primeiro equívoco...
c> ...total. O mafioso quer a luz do dia, quer as mulheres, quer bebida, quer aparecer, ele quer acumular capital. Eles não, eles querem fazer o que fazem. São organizações que desenvolveram uma lógica, chamemos de cultural, cujos valores não são os mesmos. Vida, morte, tanto faz. O prazer naqueles anos de vida que têm é suficiente, eles não buscam o enriquecimento. Eu converso muito com policiais, delegados, discutindo coisas concretas, fatos específicos, apreendendo às vezes o que está por trás, o que não pode sair na imprensa, por mal ou por bem, e aí cheguei a essa conclusão: esse pessoal, essa garotada, eles tem certeza que vão morrer até 25 anos.
c>
c> Então é viver com toda intensidade tudo o que puder naquele tempo...
c> ...e tem prazer nisso, não querem enriquecer. São diferentes de um Beira-Mar, que entrou na linha do tráfico e tal. E aí é que nós temos duas conclusões, e isso vale para o Rio, para São Paulo, Vitória, Recife, para o Brasil. Primeiro, não existe relação de conexão entre a questão social e o crime organizado. Mudou a estrutura lógica, cultura, a cabeça daquelas pessoas. Vivem em outra sociedade, é uma sociedade à parte. Não existe causa social para isso. Desconectou. Para usar a expressão do Half Darendorf, é um quadro anômico, se você comparar com as outras sociedades. Só se liquida essas organizações por extinção: morte e prisão. Você não tem alternativa, não tem recuperação, é como viciado em heroína.
c>
c> Você tem a convicção de que está expressando algo extremamente polêmico?
c> Eu digo isso há anos. Como organização não é reintegravel, o que não quer dizer que uma pessoa não seja.
c>
c> ... ninguém costuma passar dos 25, 26 anos de vida?
c> Ou está morto ou está na prisão. Esse tipo de organização, de uma nova cultura de autonomia, ela não é incluível, eu nem sei como se diria, então tem que ser pela força. O que aconteceu na passagem do Pastrana para o Uribe? (NR: O Ex e o atual presidentes da Colômbia) Foi isso. A sociedade colombiana, as suas elites, através de uma experiência vivida com o Pastrana, que teve apoio da ONU, teve apoio do Fidel Castro, teve apoio de todo mundo para poder integrar as Farc, e não conseguiu. Aí o Uribe disse assim: vocês entenderam que não há solução por aqui? Entendemos. Então agora vamos para a extinção. Tá certo.
c>
c> Aproveitando que o senhor falou da elite colombiana, o que achou do desabafo, digamos assim, do governador Cláudio Lembo? O seu companheiro de partido - para quem não acompanhou semana passada no Terra Magazine, ou antes na Folha - disse que a elite paulistana, brasileira, é uma elite branca, minoritária, má, perversa, hipócrita, cínica... como é que o senhor viu isso? E a diferenciação das elites de cidade a cidade é tão profunda assim?
c> Quando um político - eu já vivi isso com outros políticos, eu trabalhei com munícipes, trabalhei com Brizola antes, eu estudei anos o Brizola, e o Ulisses - quando um político vive uma situação de crise e se sente acuado e entra num processo de estresse, já vivi isso muitas vezes, a tendência dele é botar a culpa no mundo. Ele diz "ah, me largaram, são uns pulhas, esse pessoal aí". O espetacular da atitude do Lembo é que desde que se tenha notícia... o que houve com o Lembo aconteceu comigo algumas vezes, com Brizola algumas vezes, com Ulisses, com Sarney, com todo mundo, com Lula, com Collor... apenas aquilo que o Lembo falou para as câmeras e para os microfones nós só falamos aqui. Sentados, na mesa de almoço...
c>
c> Do ponto de vista da essência ele não disse nada que surpreenda um acadêmico....
c> Mas ele permitiu que se tivesse filmado aquilo que ninguém conseguiu filmar.
c>
c> Aquilo que todo mundo sabe, porém não diz, porque não é de bom tom, ele rompeu a barreira entre o pessoal e a política, quer dizer, a política tem um outro discurso.
c> É como se tivesse uma câmera oculta.
c>
c> Um Big Brother...
c> Ele fez um Big Brother do político em momento de crise. O que ele fez foi o que eu fiz na crise da saúde. As mesmas declarações, a mesma indignação, a mesma sensação de isolamento. A intervenção do governo federal aqui é passado, mas fiz a mesma coisa.
c>
c> O senhor pode concordar com a análise dele do ponto de vista sociológico, mas normalmente não diria de público?
c> Eu não sei se concordo. Mas ele ter dito de público foi uma inovação... como ele diz, queriam que ele fizesse um Carandiru a céu aberto. Saísse atacando os ditos, supostos ou verdadeiros bandidos em qualquer canto da cidade. Ele diz que foi cobrado para tanto. Ele deve ter tido 5, 6 ou 7 vetores de opinião ali. Um desses deve ter marcado mais ele. Mas é um fato novo. Acho que os políticos devem recolher esse material e dizer exatamente - isso aconteceu na crise que o Getúlio viveu em 54 - a gente tem que guardar os patamares, as dimensões, as razões, mas o tipo de reação. Um dia eu perguntei: "Brizola, o que é um estadista?". Ele me disse: "estadista - isso de bate-pronto - estadista, César, é aquele político que consegue enxergar que dia é esse na história". Ele também me disse: "César, o político é maduro quando por dentro está fervendo, mexe tudo, e por fora ele está absolutamente tranqüilo".
c>
c> Naquele processo de catarse ele acabou dizendo coisas que tocam num nervo exposto da sucessão presidencial: em relação ao PSDB, ele é extremante duro com o ex-governador Alckmin, com o Serra e Fernando Henrique Cardoso e com o seu próprio PFL. Eu leio sempre coisas suas, alfinetadas, suas ou do Rodrigo (NR: Rodrigo Maia, deputado federal e filho do prefeito). O senhor não engoliu a candidatura Alckmim? O que pensa verdadeiramente desse processo?
c> Quando eu desisti formalmente da candidatura à presidência e apoiei entre aspas o Alckmin, um repórter de uma emissora de televisão me fez essa pergunta. Eu disse: "olha, isso é que nem um casamento. Você é casado?" Ele disse: "sou". Depois que você casou você começou a pensar que você teve uma namorada melhor que a sua mulher?" Pelo amor de Deus! Casou acabou. Pára e vamos pra frente. Então é isso... o que aconteceu é que o Alckmin, pressionado pelos seus pares, pela alta burguesia de São Paulo e por outros vetores de pressão, entrou num processo de disputa da vaga que no momento em que ele saiu vitorioso, ele...
c>
c> Tinha cacos pelo caminho...
c> Essa é uma atividade normal nossa, né? Depois de uma relação sexual, um jogo de futebol, um jogo de basquete, uma aula de musculação... ele entrou num processo muito intenso pra disputa da vaga. E acabou aquele processo, é como se ele tivesse cumprido uma etapa. Ele não jogou xadrez, que é o jogo estratégico mais simples: você mexe a sua peça, o peão, mexe o seu cavalo, você está olhando 5, 6, 7, 8 10 jogadas na frente. Ele mexeu muito bem as peças dele. E ganhou ali. Quem tava com as negras teve que recuar. Só que ele não continuou o jogo. Aí parou.
c>
c> O tabuleiro cai...
c> Agora é que se começa a dizer: bem, vamos começar a campanha. Isso foi quando? Nós estamos há dois meses com a candidatura Alckmin se recuperando do esforço que fez. Bem, já tem tempo de sobra. Agora é começar a trabalhar o aqui mesmo. O governador Alckmin me telefonou de noite e disse "Olha, César, agora vamos começar a discutir estratégia. Vai aí no Rio de Janeiro nesse fim de semana fulano de tal. Vamos começar a discutir estratégia e vamos ver como a gente caminha". Então tá começando agora. Só que, começando agora houve uma certa perda de tempo. Quando o Alckmin toma essa decisão, nós passamos a ter um novo patamar. E vem os equívocos: a equipe do Antonio Lavareda com Tasso Jereissati e a equipe do Gonzales com o Alckmin...
c>
c> Houve uma trombada...
c> ...e isso é uma besteira.
c>
c> E o Lavareda, ao menos por ora, ficou de fora.
c> Seria outra bobagem. Outra bobagem. O Aznar (NR: ex-primeiro ministro da Espanha) é uma espécie de político construído. A direção do PF esteve com ele, fui chamado pra essas 2 reuniões em Madri, ele dizia que um candidato não pode nunca ter só um instituto de pesquisa e um publicitário.
c>
c> Para não ficar refém...
c> Refém do erro dele. Ou do acerto. Ele precisa ter três, no mínimo. Há um ano atrás, não to querendo aqui me "gambar", como dizia um amigo meu, eu procurei o Bornhausen e disse: "Vai cristalizar no Nordeste. Nós temos que intervir no Nordeste, que nós somos fortes no nordeste, não é nem o PSDB. Se a gente não intervir no Nordeste, vai cristalizar o Lula no Nordeste. Cristalizou.
c>
c> Como é isso?
c> Igual a casamento. Depois de 5, 6 anos você tem muitas razões, a mulher tem muitas razões, o homem também, pra se separar. Mas deve ter algumas razões pra continuar junto. A primeira hipótese é não mudar. A segunda hipótese é mudar no caso dos riscos enormes que você tem por não mudar. Então, quando chega numa reeleição, a população diz assim: "olha, não tá bem o governo. Mas será que outro vai ser igual, vai ser pior?"
c>
c> A menos...
c> A menos que se viva um quadro de desastre, e não é o caso. Ou a menos que se consiga demonstrar à população que o Lula é corrupto. Ela acha o Lula corrupto, mas acha que o outro também é, tá certo? E tem dúvidas se aquele que parece um santo, se também não é corrupto, não tá escondendo dele, como o Lula escondeu. Então você tem que dizer pra população porque o segundo governo Lula, com os defeitos do Lula, vai afetar a vida da população.
c>
c> Mas mesmo assim, não é surpreendente que com três CPIs, 1 ano, uma quantidade brutal de informações, ainda se mantenha um patamar, seja de intenção de voto, de aprovação, mesmo que episódico... O que explica isso?
c> A história não se repete como farsa ou tragédia. Ela se repete muitas vezes como ensinamento. Quando eu vejo um PFL... o PFL é o PSD, é o neto do PSD. O PSDB é a UDN. Claro, tem lá sua banda de música que não são mais os bacharéis de Minas. Agora são os sociólogos de São Paulo, mas, tá ali.
c>
c> Gostam de Nova York e tal e tal...
c> Eu tive experiência com isso. Eu também tive em Nova York, com a cúpula do PSDB um dia de homenagem, homem do ano, o Roberto Campos...
c>
c> Ah é.... qual foi? Como foi?
c> Igualzinha a essa que a gente leu no jornal (NR: FHC e outros do PSDB estavam nos EUA na semana do ataque do PCC e o governador Cláudio Lembo criticou-os por não terem telefonado, sido solidários) só que eu tava na mesa. Agora nem convidado fui. Mas naquela época do Roberto Campos, eu fui convidado, era deputado federal, deputado importante daquela época. Hoje sou um prefeitinho de cidade, ninguém dá muita bola não. Mas isso que você viu ali... participei daquilo ali, fui ali, tomei daquele vinho e então não paguei nada, graças a Deus. Tinha lá um empresário pra bancar... bom, grande, forte pra pagar essa conta enorme num restaurante que não importa qual foi. Então quando eu vi aquilo ali, desse filme eu já participei, já fui ator desse filme.
c>
c> Cenário igual ao dos comentários do Lembo...
c> (risos...) Fui ator desse filme. Mas, onde é que nós estamos?
c>
c> Na explicação do....
c> Quando a oposição entra, ela tem que entender qual é que é a lógica da decisão do eleitor. Eleitor decide basicamente... eleitor que eu to falando não é o andar de cima que lê jornal, esse já tá lá... é o eleitor que usa o jornal como usa a televisão. Assim, então, não é por aí que vai então você tem que tentar essa desconstrução do Lula. Mas você tem que ver em que quadro tá operando. Nós estamos operando num quadro de uma eleição que afunilou por conta da legislação. O PSDB deve estar amargando agora esse negócio de verticalização. Porque se não tivesse verticalização o Alckmin tava tranqüilo.
c>
c> Iria para o segundo turno com facilidade?
c> Eu disse isso agora, disse isso à noite na casa do Bornhausen, isso é um equívoco!
c>
c> Isso o quê?
c> Querer que o PDT e o PPS e o PMDB não lancem candidato. Que é isso meu deus do céu? Nós temos que chamar o PPS: lance candidato; PDT lance candidato.
c>
c> Porque senão o risco de não haver nem um segundo turno é muito grande?
c> Basta existir o risco pra você ter que eliminar esse risco. Se você tem ali um Roberto Freire com 2%, um Cristovam Buarque com 2%., se entra um Pedro Simon pelo PMDB, que vai ter 8, 9, 7%, mais a Heloísa Helena que vai ter 6 ou 7... seis e sete, treze. Treze com seis... dezesseis. Olha aí.... O Alckmin tá com 20. Dezoito, dezenove, vinte. Vai mudar de patamar, vai pra 25, 16, 41, já tem segundo turno.
c>
c> Mas essa sua lógica é algo que tá se espraiando ou...
c> Pelo contrário. O PSDB tem negociado com PPS um apoio do PPS no primeiro turno. Isso é uma coisa inacreditável.
c>
c> Quer dizer, tudo que o senhor está dizendo até agora é que estão caminhando para produzir uma derrota.
c> ... bem, eu também não tenho todas as informações do mundo, eu tenho através do presidente do meu partido.O que eu tenho de informação é que a pré-campanha, atrasada dois meses, agora começa. Tem tempo pra colocar pesquisas na rua, pra ver que tipo de valor você cola no Alckmin. Pra que a hora que a água escapar do Lula, caia no Alckmim. Então nós temos que bater no Lula, balançar aquela árvore pra cair frutos.
c>
c> Faltou só a resposta do porquê, apesar de 1 ano, três CPIs, pancada, pancada, pancada, esse nível de apoio ao Lula...
c> Por quê? Por que a oposição se preparou com nomes, com cenografia e com coreografia. Pra ganhar ou perder a eleição. Chega na hora muda tudo.
c>
c> ... o Serra era candidato... e erraram...
c> Não sei se erraram ou acertaram. Mas o Serra partia de um patamar maior. Ficava claro que ia ter segundo turno, mesmo que ele perdesse pro Lula. O cara era um elemento de fragilização para a campanha do Lula. Então, agora, a gente tem que abaixar o ótimo dele, tem que trazer pra uns 33. Isso daí é bem possível. Mas, tem que trabalhar nessa direção. E do outro lado...
c>
c> ...desconstrução...
c> Desconstrução. E do outro lado a estratégia aritmética eleitoral pra dar segundo turno.
c>
c> Desconstrução, e o caminho é a porrada?
c> Porrada certa. Então, quer dizer, como é possível... como é possível eles não saberem ainda qual o adjetivo que cola no Lula? Isso tudo que você tá vendo aí...
c>
c> Qual seria a sua indicação?
c> Ladrão não cola. Ladrão, a população defende o Lula. Eu não sei. Mas tem que fazer pesquisa pra isso. Que é... é um incompetente, um descontrolado, eu não sei...o adjetivo é esse que você usa e a população diz: realmente é isso. Você não tem uma pesquisa...
c>
c> Se o senhor não estivesse fervendo por dentro e Brizola por fora, o que o senhor diria?
c> Eu acho que vai se encontrar uma palavra popular, que faz parte do cotidiano do botequim da esquina, da D. Maria que tá conversando com a outra pessoa que tá lavando roupa ali e queira dizer que ele é completamente incapaz pra governar. Que palavra? É uma palavra só. Não são três. O candidato à presidente vai dizer isso, guardada a suavidade dele. O Alckmin não pode mudar de personagem. O que tem é que o personagem tem que ser parte de uma peça. A peça é: Delenda Lula. Nessa peça, Delenda Lula, que nos bastidores constrói um segundo turno, ele tem que ser um ator suave. Quer dizer, prefeito, resumindo e brincando um pouco, que a oposição estaria, então, em busca de um adjetivo?
c> É, se você quiser resumir...
c>
c> Minimalisticamente falando...
c> Se você quiser arte mínima na política você pode dizer. Nós precisamos de uma palavra síntese que seja o resultado de um trabalho de análise de pesquisas quantitativas, qualitativas e que seja suficiente pra desmontagem do candidato. Isso é um produto de estudos, de pesquisa e, do outro lado, os bastidores: como é que você bota nessa campanha oito candidatos. Se você consegue construir um cenário de segundo turno, fica tranqüilo, vai encontrar a munição certa, o adjetivo correto, e vai desmontar essa fraude que é o governo Lula.
c>
c> http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1020426-EI6578,00.html
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