Estou torcendo para a Argentina ou Japão.
 
Carlos Antônio.
 
Repassando.
NO DIA DO QUEBRA-QUEBRA NO CONGRESSO, O BRASIL COMEMORAVA UM ANO DA CPI DO  MENSALÃO. CERTAMENTE A MÍDIA LEVANTARIA O FATO, MAS COMO ADVERTIU O SENADOR  ARTHUR VIRGÍLIO/PSDB EM SEU PRONUNCIAMENTO NO DIA, " APROVEITANDO A OPORTUNIDADE", O FATO SERIA ESQUECIDO ( NÃO POR ACASO) PELO VANDALISMO ACONTECIDO.
POR ACASO, ALGUÉM TOMOU CONHECIMENTO DO ANIVERSÁRIO DO MENSALÃO ATRAVÉ S DA MÍDIA.
EU NÃO SOU ADMIRADOR DE POLÍTICO NENHUM, MAS DEVIDO AO BAIXO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA DO NOSSO POVO, EU SOU OBRIGADO A CONCORDAR COM O COLUNISTA MARCELLO PRADO.
O MEU ABRAÇO,
SÉRGIO/SÉRGINHO/SERJÃO
 
Fonte: Direto da Redação
Publicada em: 08/06/2006
TOMARA QUE ELES PERCAM
.

Já somos pentacampeões e o próximo da fila é só tricampeão. Apenas para empatar com o Brasil, os tricampeões ainda precisam ganhar mais uma copa do mundo para ser tetracampeões e ainda ganhar mais outra, para ser penta. Isso, só para empatar.

Se o Brasil perdesse todos os jogos, fosse eliminado e um dos times tricampeões ganhasse duas copas seguidas, a posição do Brasil somente seria ameaçada daqui a oito anos. É muito tempo.

A situação dos times competidores é tão desmotivadora que o francês Zidane disse ao alemão Beckenbauer que a Copa do Mundo da Alemanha teria como ponto mais interessante a disputa pelo segundo lugar, já que o Brasil é franco favorito.

Porém, nada como ver esse time maravilhoso, unido e divertido desclassificando um a um seus oponentes e lutando pelo hexa campeonato.

No caso de vitória, o excesso de otimismo e felicidade que toma conta de uma nação com quase duzentos milhões de pessoas não possui precedentes no globo. Ao contrário de outros países, que comemoram por alguns dias, o Brasil comemora por vários meses, como se ao invés de glóbulos, no nosso sangue tivéssemos várias bolinhas de futebol.

Bom, mas eu torço para que o Brasil perca. Não porque enlouqueci ou sofri um surto de antipatriotismo, mas a vitória do Brasil na Copa terá direto efeito sobre as eleições, sobre a economia brasileira e consequentemente, sobre o futuro do país.

Esse clima de euforia e sua utilização com fins eleitoreiros governamentais foi iniciado há mais de trinta anos, na copa de setenta no México e, desde aquela data, os governos tem utilizado as vitórias brasileiras como cortina de fumaça para decisões de alto impacto negativo para o país e a população.

Não sou eu quem diz, mas sim a história. Basta compararmos as conquistas dos campeonatos com as decisões político–econômicas que mais prejudicaram o país.

Isso não é exclusividade brasileira. Essa lição do “boi de piranha”, ou seja, desviar a atenção para um acontecimento enquanto outro fato de proporções mais graves passa despercebido, teve origem na célebre teoria dos imperadores romanos de que o povo precisa apenas de pão e circo.

A Argentina, no auge da ditadura militar, em meio às constantes derrotas de suas tropas de fronteira para os guerrilheiros uruguaios “tupamaros”, foi sede de uma das copas do mundo. Em uma ginástica alucinada de números, o Brasil, mesmo sem ter perdido nenhum jogo, foi desclassificado e a Argentina que havia perdido um jogo, repentinamente surgiu como vitoriosa e conquistou a mais estranha copa do mundo. Mais uma vez, o povo argentino que é quase tão fanático por futebol quanto os brasileiros, deixou-se levar pela euforia gerada pela bola e permitiu que passasse, sem ser notada, a dramática situação vivida por seu governo.

O Brasil entrará em campo poucos meses antes das eleições presidenciais. Diariamente temos assistido aos descalabros do governo Lula nos âmbitos social, da justiça, da economia, no Congresso, no Planalto, na Granja do Torto e tantos outros. Contra todas as previsões mais lógicas, contra todas as opiniões de com quem quer que se fale sobre o tema, estranhamente os institutos de pesquisas apontam Lula como o provável vencedor.

Se as tragédias políticas e as catástrofes econômicas do atual governo chegam ao conhecimento do público sem o mínimo controle ou pudor, imagine o que acontecerá em ano eleitoral e se o Brasil ganhar o hexa. Excluindo-se o que será feito pelo governo na calada da noite nos dias de vitórias, certamente o Presidente Lula, que há muito esqueceu-se da prática da modéstia, provavelmente atribuirá a ele próprio as vitórias do futebol e tentará amealhar mais alguns votos dos incautos.

Não sou nenhum fã alucinado por futebol, mas sou patriota, gosto demais do meu país, lamento muito ele ser ou estar (des) governado pela equipe atual e que além de tudo ainda tenta uma reeleição. Por isso, torcerei para que o Brasil perca e, se possível, logo na primeira fase.

Assim, o povo não será mais uma vez enganado pelos governantes, não haverá cortinas de fumaça e estaremos atentos aos passos das equipes político-econômicas. Por mais paradoxal que possa parecer, perder o hexa será melhor para o Brasil e para o seu povo.

Desculpe, Parreira. Apesar de você ter feito tanto pelo esporte brasileiro, torcerei contra você. Por patriotismo.

 

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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

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