Publicada em: 11/06/2006
BRASIL 2006
.

O Brasil de hoje ensina: quando o assunto é política ou administração pública, nunca há vencedores nem vencidos. Tampouco há corruptores nem corrompidos. Todos são farinha do mesmo saco, geralmente em adiantado estado de putrefação.

As notícias sobre os envolvidos no esquema dos sanguessugas e os salamaleques orquestrados para que não haja encontro formal dos envolvidos são apenas uma pontinha do iceberg. O quebra-quebra na Câmara mostra outras pontinhas, como a dos mais de 5 milhões de reais do nosso suado dinheiro entregues aos baderneiros do MLST desde o fim de 2002 para que eles pudessem “aprontar”, como fizeram esta semana.

O trelelê em cima da ação do crime organizado em São Paulo e as diversas “propostas” feitas pelos políticos com o objetivo de mudar tudo sem alterar absolutamente nada revelam ainda outras pontas desse iceberg que, ao que tudo indica, só poderá ser destruído por meio de uma gigantesca explosão popular. Claro, várias outras pontinhas emergem para quem lê um mínimo do noticiário, dia após dia.

Como, por exemplo, a presepada que se arma em torno da campanha oposicionista à Presidência da República. Como num acordo de compadres, bem ao estilo mineiro – sinto-me à vontade para falar assim por ser o produto genético, ainda que rebelde, de duas famílias dessa região – já não se pensa mais em 2006, mas sim em 2010. Em outras palavras, o interesse público que se dane. O importante mesmo é acomodar todos para os próximos concursos de miss que determinarão a continuação inalterada do sistema de desgoverno que garante uma boquinha a quem se dispõe a “reformar” sua língua ou seu modo de pensar.

Sicrano era ladrão em 1987 – acusação pronunciada em praça pública, gravada em fita? Não, nada disso, que bobagem. Aliás, quem acusou faz questão de dizer que nunca o ofendeu, e o inebria de amabilidades. Os dois, bem como seus asseclas, estão cheios de Óleo de Peroba até o tampo.

Nem mesmo a língua portuguesa escapa da ação depredadora dos pilantras que, a cada quatro anos, se apresentam compungidos diante do eleitor e enfiados no milésimo primeiro disfarce para fazer a dança do voto. Nas estradas, as placas oficiais exibem o mais recente exemplo da relativização imposta pela mediocridade e do despreparo acadêmico daqueles que “aparelham” o serviço público: “Ouro Preto à (sic) 120 km”.

Aliás, por falar em estradas, interesse público, administração da coisa pública e política, uma das experiências mais aterradoras para o cidadão comum é experimentar o tráfego da chamada “Rodovia JK”, que liga o Rio de Janeiro a Belo Horizonte. O mapa diz que a rodovia tem pista dupla. Ledo engano. Os pilantras que promoveram a suposta “duplicação” apenas incorporaram o acostamento à pista. Isto significa que as pontes continuam do mesmo tamanho, isto é, com pista simples, sem qualquer orientação para o motorista, que se vê repetidas vezes na abrupta contingência de mudança de pista para não cair nos precipícios.

Qualquer tipo de sinalização – seja ela vertical ou horizontal, não existe. Aliás... perdão, leitor(a). Há placas novinhas em folha, informando sobre uma tal “Estrada Real”, sem qualquer indicação verdadeira de localização e/ou significado, e que aquilo tudo é “uma realização do Governo Federal.” É o chamado “free for all”.

Do jeito que as coisas andam, acho que preciso entrar novamente no Herbalife. O inconsciente intestino-estomacal coletivo está nos arrastando a todos para um estado em que, na hora H, a coisa fica mais para Evo Morales do que para Petrobras.

__._,_.___

---

Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

Comentários: www.yahoogroups.com/group/goldenlist-L/messages

Newsletter: www.yahoogroups.com/group/goldenlist/messages





SPONSORED LINKS
Business finance training Business finance course Business finance online course
Business finance class Business finance degree online Business finance schools


YAHOO! GROUPS LINKS




__,_._,___

Responder a