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Fa,
Mas não há o que errar. O equívoco vem da
deturpação por ignorância que foi dada à palavra elite. E até alguns dicionários
embarcaram na canoa e já registram a deturpação.
Há privilegiados que se pode chamar de
elite econômica, mas apenas para distinguí-los das classes
menos favorecidas. Mas se isolarmos apenas elite, teremos aí
sim o que existe de melhor seja em que categoria for.
E eu quero uma sociedade elitizada principalmente
nos campos cultural, profissional, moral, ético, honesto e
íntegro.
Um beijão.
Carlos Antônio.
----- Original Message -----
From: Fatima Conti
Sent: Monday, June 12, 2006 8:43 AM
Subject: [gl-L] Re: Marcos Sá Corrêa - O meio ambiente... -
Enrolação insustentável - Jussara Simões Oi Carlos É. Também gostei. Por isso enviei. Mas, agora, não estão me saindo da cabeça as perguntas que estão no outro texto, "Enrolação insustentável", que mandei depois. O que é elite? Antes da neo-era neoliberal eu sabia o que era elite, mas agora não sei mais. Existe outro tipo de elite, talvez até “não-pensante”? Quem destruiu pedaços tão grandes da Amazônia foram empresários, não foram? Trocando em miúdos, quem fez essa destruição foram aqueles que, segundo a dona ministra, “pensam estrategicamente... Se a “elite pensante”, aquela que “pensa estrategicamente”, destruiu tantos trechos das nossas matas, por que merece um jantar de agradecimento? Pois é... A conclusão faz doer: A dona ministra quer fazer amizade com empresários – sabe-se lá por quê – e resolveu montar um asneirário para conquistá-los. e Empresários – que destroem a natureza – ganham elogios porque vão ajudar o governo a construir estradas ( ! Estradas “orgânicas”? “Hidropônicas”? Estradas biodegradáveis? Terão viadutos por cima de cada árvore para não as arrancar do caminho? Quais serão as idéias geniais que a "elite pensante" empresarial terá para recuperar o que já destruiu? ) -- Beijins Fa ---------------------------------------------------------------- "Quem defende o PT está cego e surdo (ou faz parte da quadrilha). Quem defende o PSDB, além de cego e surdo, está completamente desmemoriado (ou faz parte de outra quadrilha)." ---------------------------------------------------------------- ccarloss escreveu: > > Fa, > > Tente fazer a ralé entender que elite é o que há de melhor numa > sociedade. Na sua pobreza vocabular, elegeram elite como a palavra para > definir opressores e exploradores. e um país com o sofrível nível de > educação como o nosso embarcou nessa. A crônica do Marcos está perfeita. > > Beijão. > > Carlos Antônio. > > > ----- Original Message ----- > *From:* Fatima Conti > *Sent:* Sunday, June 11, 2006 11:37 AM > *Subject:* [gl-L] Marcos Sá Corrêa - O meio ambiente, da oligarquia à elite > > > Oi > > Você sabe o que é elite? > > -- > Beijins > Fa > ---------------------------------------------------------------- > "O sol nasce para todos; a sombra para quem merece." > ---------------------------------------------------------------- > > > > Domingo, 11 de junho de 2006 > > > Marcos Sá Corrêa - O meio ambiente, da oligarquia à elite > > > A ministra Marina Silva mostrou que tem coragem, ao falar de elite no > Dia do Meio Ambiente. Cercando a palavra de adjetivos, como se para > circular em Brasília ela precisasse de escolta, disse coisas que a > cidade não ouvia desde que a sociologia saiu de moda no Palácio do > Planalto. “A desgraça de um país não é a sua elite. É não tê-la”, > discursou a ministra. Mas fez questão de esclarecer que se referia à > “elite no sentido positivo”, a que “pensa estrategicamente” e é capaz de > “aceitar projetos”, como os empresários Miguel Krigsner e Guilherme > Leal, donos do Boticário e da Natura, que outro dia doaram US$ 1 milhão > cada um ao programa de conservação da Amazônia. > > Em outras palavras, a ministra falava da elite propriamente dita, que > poderia dispensar tantas ressalvas, se estivesse em vigor no Brasil a > definição que o economista americano Lester Thurow dissecou na década de > 80 em longo artigo para a revista "Atlantic Monthly". O truque, para > Thurow, é jamais trocar elite por oligarquia. Elite, ele ensinou, é > aquele punhado de pessoas que se trata pelo apelido de infância, casa-se > entre si, ganha bastante dinheiro e manda muito no país”. A oligarquia > também não passa à primeira vista de um punhado de pessoas que se trata > pelo apelido de infância, casa-se entre si, ganha bastante dinheiro e > manda muito no país. Mas, ao contrário da elite, ela não enxerga um > palmo adiante de seus interesses imediatos. > > A diferença entre elas é, portanto, que uma se acha na obrigação de > cuidar do país. A outra acha que o país tem a obrigação de cuidar dela. > A fronteira que as separa nem sempre é a do poder aquisitivo. A elite > pode usar um relógio de plástico como se guardasse o Patek Philippe do > avô para o neto, porque mantém a postura – ou a pose, como diriam seus > desafetos – de quem veio para ficar pelo simples fato de que está aí há > muito tempo. E a oligarquia em geral tem pressa, inclusive de > enriquecer. A sociedade de cafeicultores que no século XIX devastou o > Vale do Paraiba para adquirir títulos de nobreza, mandar os filhos > estudarem na Europa, erigir palacetes afrancesados no Rio de Janeiro e > animar os salões do Segundo Reinado estava brincando de elite, mas não > passava de uma oligarquia escravocrata prestes a deixar para a > posteridade seu vasto legado de ruínas. > > Barões ladrões > > Com o tempo, um oligarca mais ou menos saciado tende a cair na tentação > de virar elite, como os pioneiros do capitalismo americano, que John > Kenneth Galbraith, economista de elite, chamou de “barões ladrões”. É > gente que fez fortuna pilhando vorazmente o patrimônio natural dos > Estados Unidos, quando a maior parte de seu território era terra de > ninguém. Há famílias ilustres que deitam raízes em assaltantes de trem. > Mas um dia esses endinheirados se deixaram catequizar pelo marchand > Joseph Duveen, que lhes empurrou pela goela abaixo as obras-primas do > Renascimentgo italiano. Hoje suas coleções se espalham por alas inteiras > dos grandes museus, conferindo a seus nomes um atestado póstumo de > largueza aristocrática. > > No Brasil a elite e a oligarquia andam tão misturadas porque o populismo > está em voga. E ele não perde o hábito de confundi-las. Começa > prometendo abolir a elite. Acaba instituindo sua própria oligarquia. A > crise do mensalão no governo Lula é típica de uma oligarquia que chegou > com apetite demais ao poder. E a desmoralização dos políticos, um sinal > da falta que uma elite faz, como aliás lembrou a ministra Marina Silva. > Ela abriu uma discussão que teria tudo para ir longe, se houvesse em > Brasília outra pessoa interessada nesse tipo de conversa. Não havendo, > que fique pelo menos registrada a grande novidade: para o Ministério do > Meio Ambiente, elite, daqui para a frente, é quem não desmata, queima, > enfeia e polui, seja ele pobre ou rico, patrão ou empregado, índio ou > cara-pálida, fazendeiro ou sem-terra, industrial ou coletor de essências > nativas no coração da selva. Parece simples. Mas não era bem assim que a > política ambiental vinha funcionando na era Lula, agarrada ao princípio > de que preservar a natureza tinha que ser, como todo o resto, um assunto > para se acertar com aliados. > > Publicado também em "O Estado de S. Paulo". > > > > Retirado de > http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=8&textCode=22675&date=currentDate Enrolação insustentável Jussara Simões 6/6/2006 Sobre a cabeça os aviões, sob os meus pés os caminhões Aponta contra os chapadões meu nariz Eu organizo o movimento, eu oriento o carnaval Eu inauguro o monumento no Planalto Central do país Viva a bossa-sa-sa, viva a palhoça-ça-ça-ça-ça (Caetano Veloso) A melhor maneira de aprender lógica sem decorar regras com nomes esquisitos (essas coisas chamadas ponendo ponens etc.) é observar o mundo com muita atenção. Se existe algo que podemos chamar de inimigo da lógica é a alienação, é sentar-se diante da TV, ouvir tudo o que se diz e repetir por aí, sem filtrar, sem peneirar, sem analisar, sem raciocinar. A cada dia que passa, fico mais curiosa a respeito da novilíngua inculta e burra que está em pleno desenvolvimento sustentável (infelizmente) neste país. Hoje estou encafifada com a dona ministra do meio ambiente. Palavras dela: A desgraça de um país não é a sua elite, é não tê-la. Vamos organizar um jantar para dizer que os empresários do Brasil também pensam estrategicamente e constituem a elite pensante deste país. Tão poucas palavras para tantas indagações a pipocar na minha cabeça. 1) Se ela precisa dizer que a “desgraça de um país não é a sua elite”, a quem desmente? Ah, sim, deve ser ao nosso querido, amado, venerado presidente salve-salve. Ele sempre põe a culpa nas elites. Nos romances policiais, a culpa é do mordomo, mas a política não tem mordomo, então o pato da vez é a elite. Quem serão? Ele só fala em “elites”, mas nomes que é bom não dá. Morro de curiosidade, queria muito saber quem são os componentes de tão desonrado grupo. E isso me leva à próxima pergunta: 2) O que é elite? Antes da neo-era neoliberal eu sabia o que era elite, mas agora não sei mais. Mas acho que a ministra respondeu ontem! 3) A dona ministra diz que os empresários “constituem a elite pensante”. Se a elite mencionada pela dona ministra precisa do adjetivo “pensante”, ela insinua, então, que existe outro tipo de elite, talvez até “não-pensante”? Tenho cá com meus botões a impressão de que a elite “não-pensante” é a que hoje ocupa os cargos do legislativo, do executivo e do judiciário. Se fosse pensante, seus componentes não fariam tanta besteira, não seriam flagrados com a boca na botija. Agora vamos tentar dar uma forma a essa meleca toda que a dona ministra disse, com tão poucas palavras. Quem destruiu pedaços tão grandes da Amazônia foram empresários, não foram? Trocando em miúdos, quem fez essa destruição foram aqueles que, segundo a dona ministra, “pensam estrategicamente” (como fala feio essa dona!). Se a “elite pensante”, aquela que “pensa estrategicamente”, destruiu tantos trechos das nossas matas, por que merece um jantar de agradecimento? Meus queridos leitores já perceberam, a esta altura, que bastam poucas palavras para se dizer uma besteira sem tamanho. A dona ministra quer fazer amizade com empresários – sabe-se lá por quê – e resolveu montar um asneirário para conquistá-los. E tudo isso contrariando o mandatário mor, que sempre afirma serem as elites culpadas de todos os males do mundo. De repente, não se sabe de onde, a dona ministra tira da manga a idéia de dar um jantar aos empresários porque, provavelmente, descobriu que seus aliados não pensam. Só os empresários pensam. Vou fazer um resuminho para tentar organizar o pensamento (tarefa árdua no País das Maravilhas de Ali Babá): 1) Fato: Empresários destroem a natureza. 2) Palavras da dona ministra: Empresários configuram a elite “pensante”. 3) Palavras da dona ministra: Empresários “pensam estrategicamente”. 4) Conclusão intermediária: Apesar de destruírem a natureza, os empresários pensam estrategicamente e serão os salvadores da pátria (ou dos bolsos do partido, tanto faz). 5) Palavras da dona ministra: Empresários precisam de um jantar para saber que são a elite “pensante”. Tradução: eles não sabem que pensam e precisam ganhar uns cubinhos de açúcar para tomar conhecimento disso. 6) Palavras da dona ministra + conclusão óbvia: Empresários – que destroem a natureza – ganham elogios porque vão ajudar o governo a construir estradas. Essas asnices fizeram parte do discurso da dona ministra no dia do meio ambiente, quando o presidente salve-salve oba-oba lançou um “plano de desenvolvimento sustentável para a rodovia BR-163, que liga Cuiabá a Santarém. [...] O objetivo do plano é fazer o asfaltamento da estrada sem aumento do desmatamento da floresta amazônica [...]”* Os jornais falam da grande novidade que é a "rodovia sustentável". Então todas as outras rodovias do Brasil são insustentáveis? É por isso que o presidente precisa lançar uma "operação tapa-buracos" das estradas insustentáveis que permaneceram abandonadas durante os três primeiros anos de mandato, mas precisam dessa operação justamente em ano de eleições? Como dizia o macaco do programa humorístico: "Não precisa explicar, eu só queria entender!" Agora pergunto: serão estradas “orgânicas”? “Hidropônicas”? Estradas biodegradáveis? Terão viadutos por cima de cada árvore para não as arrancar do caminho? Quais serão as idéias geniais que a "elite pensante" empresarial terá para recuperar o que já destruiu? Respostas? Alguém se habilita? Retirado de http://www.radiobras.gov.br/materia_i_2004.php?materia=266607&q=1&editoria== ------------------------ Yahoo! Groups Sponsor --------------------~--> Everything you need is one click away. Make Yahoo! your home page now. http://us.click.yahoo.com/AHchtC/4FxNAA/yQLSAA/IRislB/TM --------------------------------------------------------------------~-> --- Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se. Comentários: www.yahoogroups.com/group/goldenlist-L/messages Newsletter: www.yahoogroups.com/group/goldenlist/messages Yahoo! Groups Links <*> To visit your group on the web, go to: http://groups.yahoo.com/group/goldenlist-L/ <*> To unsubscribe from this group, send an email to: [EMAIL PROTECTED] <*> Your use of Yahoo! Groups is subject to: http://docs.yahoo.com/info/terms/
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