Estadão:

Medida tem o objetivo de evitar irregularidades no uso de verbas pelos
deputados federais

Eugênia Lopes


BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), disse hoje
que o estudo para a unificação de todas as ajudas de custo pagas aos
deputados (passagens, auxílio-moradia, telefone, correspondência, além
da verba indenizatória) deverá ficar pronto antes das eleições de 1º
de outubro.

Pela proposta, todos os extras, que totalizam cerca de R$ 40 mil
mensais, passarão a ser gastos pelos deputados de acordo com sua
conveniência. Estão fora dessa "super verba" o salário de R$ 12.847,20
pagos aos 513 deputados e a verba de gabinete de R$ 50.818,87 que eles
recebem para contratar funcionários.

"A Câmara está estudando a reformulação no uso e na fiscalização dos
recursos para os mandados. O caminho natural é a reformulação de
maneira a economizar recursos públicos e garantir a funcionalidade dos
mandatos", afirmou Aldo. O estudo está sendo feito por uma comissão
que tem a participação da Diretoria Geral da Câmara, da Secretaria de
Controle Interno e do Tribunal de Contas da União (TCU).

A proposta é que os deputados passem a receber uma verba anual, com
todas as ajudas de custo juntas, a exemplo do que ocorre nos Estados
Unidos. A decisão de criar a "super-verba" é uma tentativa de combater
fraudes no uso da verba indenizatória - atualmente estipulada em R$ 15
mil.

Além da verba indenizatória, os deputados ganham R$ 3 mil de auxílio
moradia e R$ 4.268,55 para gastos com correio e telefone. Para
publicações, os deputados têm direito a R$ 6 mil mensais. Os gastos
com passagem aérea vão de R$ 4.147,10 - no caso daqueles que moram no
Distrito Federal - e até R$ 16.513,15 para os parlamentares que
residem em locais mais distantes.

Cálculos informais feitos por técnicos da Câmara apontam que a
"super-verba" teria um valor de R$ 38.598,12, levando-se em conta o
gasto médio mensal de R$ 12.182,47 com passagens aéreas.

Em maio, o presidente Aldo Rebelo determinou que o limite de 30% da
verba indenizatória - o equivalente a R$ 4,5 mil - fosse gasto com
combustível. A medida foi adotada em reação às denúncias de
irregularidades nas despesas com combustíveis. Foi o caso, por
exemplo, do deputado Francisco Rodrigues (PFL-RR) que apresentou notas
para pedir reembolso de R$ 60 mil na compra de combustível para
abastecer até mesmo caminhões no seu Estado.

No Congresso dos Estados Unidos, os parlamentares dispõem de uma verba
anual fixa para cobrir todas as despesas relacionadas ao desempenho do
mandato. Cópias das notas fiscais e recibos que comprovam as despesas
são disponibilizadas aos eleitores interessados. A verba indenizatória
de R$ 15 mil foi criada para cobrir despesas como aluguel de imóveis,
de carros, contratação de consultorias, compra de móveis, de material
de escritório.






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