Faltou o amendoim

Parece mentira, mas não tem conexão sem fio nas tribunas do Estádio Olímpico de Berlim.
 
 
 
Gostei da descrição sobre o estádio, postado por Torero.
 
Baixada a poeira, eliminada a adrenalina, conto-vos agora como foi trabalhar no jogo do Brasil.
 
O estádio Olímpico de Berlim (aquele que aparece nos filmes sobre Hitler) não é apenas um estádio. É um gigantesco complexo esportivo, até com área verde. Bem diferente dos nossos estádios, que em geral são apenas para futebol. Imagine um Morumbi dentro de um Ibirapuera. É mais ou menos isso.
 
O Olímpico fica longe do centro da cidade, quase na periferia. Fui para lá de táxi com o Clóvis Rossi. Para nossa triste surpresa, tivemos que andar um bocado até a entrada do Centro de Imprensa. Não pudemos ir pelo caminho mais curto porque a tal rua estava interditada pela polícia, inclusive para os jornalistas que iriam para o lugar dos jornalistas. Aí entendi porque chamam os alemães de “os portugueses que deram certo”.
 
O Centro de Imprensa é muito grande, cheio de mesas, e em todas há uma ligação de banda larga. Desde que você pague para usá-la. E, se você quiser banda larga também no estádio, são mais 170 euros.
 
 
Há lá uma lanchonete razoável e várias telas de plasma para que os jornalistas possam assistir aos outros jogos.
 
Mas, em meio a essa parafernália tecnológica, acontece um momento de quase selvageria. É quando há o sorteio das entradas para o jogo. Explico: é que nem todos os jornalistas conseguem um lugar para a partida. Então faz-se um sorteio das vagas dos que faltaram ao jogo. Todo mundo se amontoa em volta do balcão e aquilo fica parecendo um pregão da bolsa. Ou um monte de galinhas na hora do milho.
 
 
De lá, vamos por uma ponte até o estádio propriamente dito. De um lado vemos uma escultura com ares fascistas e passamos sobre o povo que está entrando (que entra misturado, e sem nenhum problema).
 
 
 
A visão é excelente, há várias lanchonetes, o lugar é confortável (desde que você seja do meu tamanho e não do do Clóvis Rossi) e o gramado parece perfeito. Há dois telões que passam replays dos chutes (mas não das faltas ou impedimentos). E os lugares são numerados. Mas o mais impressionante é que as pessoas obedecem aos números.
 
 
Para alguns há até mesinhas com uma tela de televisão e ponto de luz para o computador. É realmente um bom jeito de assistir ao futebol. Mas não é perfeito. Senti falta de uns vendedores de amendoim.


Escrito por Torero

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