Isso é antigo mas agora escancararam.Carlos Antônio.
14/06/2006 - 14h40Inferninhos oferecem "pulo de cerca" nas tardes da CopaRodrigo Bertolotto
Em São Paulo Havia um tempo em que as pessoas no Brasil assistiam à
Copa do Mundo no recôndito do lar. Agora, a maioria prefere o clima de
arquibancada dos bares. Mas há aqueles que aproveitam o pretexto do feriado
esportivo para dar uma escapadinha e acompanhar os jogos à meia-luz de um
inferninho. Reprodução![]() Casa dos Jardins oferece "churrasco free" e "lindas garotas" para os torcedores No intervalo da partida, acontece o verdadeiro "show do intervalo". Com o telão repetindo os lances do primeiro tempo, Chayane faz rodopios em uma barra, se ajoelha e debruça sobre os marmanjos. É tanta desenvoltura que parece até que ela está na jogada com o zagueiro croata que está na imagem. O segundo tempo recomeça, e ela ainda não terminou seu strip-tease. Alguns estão vidrados. Outros não sabem para onde olhar. Os mais tensos pedem para ela sair da frente quando o Brasil tem uma chance de gol. "Já deu, gata", decreta um, colocando uma cédula de R$ 20 no biquíni ainda vestido. No minuto seguinte, Chayane (nome artístico) sai do palco e vai de volta para o colo do senhor nipônico, que será rival na próxima quinta 22 quando o Brasil encara o Japão na última rodada da primeira fase. Com uma mão ele segura o copo de uísque. A outra fica pousada na coxa da moça, que agora pode acompanhar a partida. Apesar do aumento do interesse feminino nos últimos anos, a Copa do Mundo e o futebol é um território masculino. Não por nada a Alemanha "importou" do Leste Europeu mais de 40 mil prostitutas, que estão fazendo hora-extra para relaxar torcedores no pré-jogo e festejar no pós-jogo e pós-bebedeira. Organizações feministas da Suécia e dos EUA chegaram a pedir às seleções locais para que não disputassem o torneio porque o país-sede legalizou a prostituição em 2002 e as aproximadamente 400 mil profissionais têm direito ao seguro público de saúde. Rodrigo Bertolotto/UOL![]() No escurinho, stripper dança na frente de telão mostrando jogada dos croatas Enquanto Cafu corre pela ponta direita, Talita em sua micro-saia verde-e-amarela cai pela lateral esquerda do balcão, desviando o olhar dos frequentadores. Pela roupa social, dá para ver que são grupos que acabaram de sair do trabalho aproveitando o almoço que virou happy hour no meio da semana. Um que outro até esqueceu de tirar o crachá pendurado por cordão no pescoço. "Minha mulher acha que eu estou em algum bar perto do serviço. Aproveitei a Copa para pular a cerca", confessa Jonas (nome fictício). O segundo tempo se arrasta, e um cliente grisalho simula uma empolgação, gritando "Brasil, olé olé olá" para poder partir para o abraço na garota tipo "brasileirinha" que passa ao lado. Surge uma vibração quando Robinho entra em campo, mas o motivo não é o atacante: algumas moçoilas trazem as esperadas picanhas, prometidas pelo cartaz na fachada. O juiz apita o final. No telão, um close de Zagallo beijando o goleiro reserva Julio César. O rapaz com o crachá se inspira e pula para cima da mulata que estava dando sopa durante os 90 minutos regulamentares. Acabado o futebol começa outra modalidade: o jogo da sedução. No caso, sedução monetária. E entram as titulares em campo. Um exército de garotas ainda em trajes civis adentram na casa carregando malas. Em meia-hora, voltam com o uniforme de trabalho: biquínis e tops com as cores nacionais para despertar a volúpia patriótica. O número de profissionais triplica no salão, e os comentários sobre o jogo duram pouco. Reprodução![]() Boate na rua Augusta usa Mundial e as festas juninas para atrair clientela Nada de programa durante a partida. "O cliente não quer perder nenhum gol. Pode até querer acabar o programa rápido para voltar para assistir", argumenta Clara, três anos na profissão e, portanto, sua primeira Copa em uma boate. A colega Aline arrisca até uma análise da partida. "Os croatas estão jogando bem fechados. O Brasil não consegue levar perigo", comenta. Foi só falar e Kaká chuta e marca o único gol brasileiro na estréia da Copa. Aline, 21, pega o celular e liga para o filho de quatro anos para comemorar com ele. --- Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se. Comentários: www.yahoogroups.com/group/goldenlist-L/messages Newsletter: www.yahoogroups.com/group/goldenlist/messages
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