Oi Antonio Kleber ;) Ai, ai,,, A que ponto chegamos... Um cidadão pensar em comprar um carro blindado é algo além de qualquer expectativa.
Mas o que queria lhe falar é que acredito que esse texto seja um daqueles que tem sido veiculados na Internet com autoria errada. Penso que o original é de Marina Colasanti. Pelo menos foi com essa autoria que o recebi ainda em 1999. Gosto muito dele :). Está nos meus cartões de Natal e Ano Novo. Se alguém quiser ver: http://fconti.netfast.org/dicas/natal/a_gente.html -- Beijins Fa ---------------------------------------------------------------- "O cara só é sinceramente ateu quando está muito bem de saúde." - Millôr Fernandes ---------------------------------------------------------------- antonio kleber de araujo escreveu: > Meus Caros Amigos Virtuais, (alguns nem tanto) > > "A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra > vista que não as janelas ao redor. E por que não tem vista, logo se > acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se > acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, > logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se > acostuma esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se > acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar > café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não > pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A > cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado > sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre > a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para > os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações > de paz. E aceitando as negociações de paz, aceita ler todo dia de > guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o > dia inteiro e ouvir o telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as > pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava > tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o > que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar > menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que > as coisas valem. E a saber que cada vez pagara mais. E a procurar mais > trabalho, para ganhar mais dinheiro para ter com o que pagar nas filas > em que se cobra. A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a > abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a > comerciais. A ir ao cinema, a engolir a publicidade. A ser instigado, > conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A > gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao > choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às > bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À > lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não > colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a > coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não > perceber. Vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta > acolá. Se o cinema está cheio, a gente se senta na primeira fila e torce > um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés > e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola > pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que > fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono > atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para > preservar a pele. Se acostuma para evitar as feridas, sangramentos, para > esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se > acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, de tanto se > acostumar, se perde em si mesma". > > "Clarice Lispector" > > Na terceira vez que deu aquele friozinho na barriga de passar na linha > vermelha á noite e ficar pensando na melhor alternativa, a mais segura, > e no dia seguinte ler nos jornais casos de assalto de pessoas conhecidas > ou muito próximas, começamos a nos acostumar com certa restrição de > liberdade de ir e vir... > > Como “administrar é prever” comecei a analisar algumas alternativas. > Alem de mudar os horários de viagem, que por si só é um desconforto por > forçar uma restrição, ou uma concessão ao MEDO, examinei a alternativa > do carro blindado. > > Uma Pajero 4x4 blindada, alem de ter um custo proibitivo, é um trambolho > pesado para quem precisa efetivamente andar nas ladeiras de lama com > muita freqüência, principalmente a caminho de casa... > > Lembrei dos ensinamentos de Lao-tsé que o homem de conhecimento, se > quiser proteger, deixa a vista... Lembrei também da Mercedes blindada do > Roberto Marinho, que era um carro com modelo bem antigo, comprada de um > ex-embaixador... > > Descobri um mercado paralelo de carros usados e blindados. Como este > abaixo... (que precisa de novos pneus, uma boa guaribada e uma mão de tinta) > > Fico pensando em um carro bem low-profile (ou NO profile como prefere um > dileto amigo nosso), mas que ofereça uma proteção efetiva... > > Gostaria de dividir com todos estas pífias considerações...já que, > infelizmente, acredito estar na lista de prioridades de cada um de nós > cidadãos (dês)assistidos pelo ESTADO. > > Antigamente, antes da internet, falávamos com nosso botões... hoje com > nosso teclado.... pelo visto pouca coisa mudou > > ;-))) > > Fraterno Abraço > > Antonio Kleber ------------------------ Yahoo! Groups Sponsor --------------------~--> Check out the new improvements in Yahoo! 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