Você esperava outra coisa, Fa?
 
Beijão.
 
Carlos Antônio.
 
 
----- Original Message -----
Sent: Tuesday, June 20, 2006 4:57 AM
Subject: [gl-L] Sob Lula, contas pendentes chegam a R$ 39,6 bilhões


Oi

Parece que 1 + 1 nem sempre é 2...

--
Beijins
Fa
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"O bom de usar dentadura é poder escovar os dentes e cantar ao
  mesmo tempo."
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ELEIÇÕES 2006/MÁQUINA PÚBLICA


Sob Lula, contas pendentes chegam a R$ 39,6 bilhões


Volume de despesas é mais de três vezes limite de gastos para
investimentos no ano

Tesouro tem deixado de lado grande volume de gastos ao fazer cálculo de
superávit primário para não comprometer meta de corte

MARTA SALOMON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Os sucessivos recordes em economia de gastos obtidos pelo governo
federal, o chamado superávit primário, nos últimos anos, ocultam
despesas não pagas que alcançaram R$ 39,6 bilhões no início do último
ano de mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O número é considerado "preocupante" pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

O volume de contas pendentes de pagamento no início de 2006 era mais de
três vezes o limite de gastos determinado para investimentos no ano.
Fixado por decreto presidencial em R$ 13 bilhões, o limite de gastos não
é suficiente nem para pagar os investimentos já contratados até dezembro
de 2005, no valor de R$ 13,2 bilhões, segundo o Siafi (sistema
informatizado de acompanhamento dos gastos federais).

No último ano de Lula, restam três opções: 1) cancelar parte dos gastos
já comprometidos, a maior parte objeto de contratos e alguns referentes
a serviços e produtos já entregues -o que pode resultar em calote; 2)
radicalizar os cortes de gastos em ano eleitoral ou 3) aumentar ainda
mais o volume de despesas pendentes, conhecidas no jargão das contas
públicas como "restos a pagar".

Nesse último caso, Lula ou seu sucessor começará o mandato em 2007 com
parte importante dos tributos a serem arrecadados comprometida com
gastos passados. O maior constrangimento vai ocorrer nos ministérios da
Saúde, da Defesa e dos Transportes, que registram o maior saldo de
contas pendentes. Questionada sobre as alternativas acima, a Secretaria
do Tesouro Nacional foi algo evasiva na resposta. Disse que o volume de
restos a pagar em 2006 "não deve ser superior ao montante registrado ao
final de 2005".


Fora da contabilidade

Ao calcular o superávit primário (economia destinada ao pagamento de
juros da dívida pública), o governo não leva em conta despesas não pagas.

Dados do Tesouro Nacional mostram que os superávits obtidos a partir dos
acordos com o FMI, em 1998, deixaram de lado grande volume de despesas.
Na série histórica, os piores desempenhos foram registrados em 1999
(início do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso), em 2003
(primeiro ano de Lula) e em 2005. Em 2003, quando oficialmente o governo
economizou R$ 39,6 bilhões para juros e encargos da dívida, os restos a
pagar somaram R$ 33,5 bilhões (equivalente a quase 85% do superávit do
governo central).

Se a conta dos restos a pagar fosse incluída, seria anulada parte
importante da meta de corte alcançada em 2003, em conjunto com estatais,
Estados e municípios, equivalente a 4,25% do PIB. No segundo ano de
Lula, a conta dos restos a pagar encolheu mais de R$ 10 bilhões. Entre
2004 e 2005, voltou a crescer: 78%.

Levantamento feito pela ONG Contas Abertas a pedido da Folha mostra os
efeitos perversos dos restos a pagar.

Mesmo em valores corrigidos, Lula registra recorde em investimentos
neste ano, mas 98% dos gastos referem-se a despesas assumidas até 2005.
Dos investimentos pagos, há R$ 88 milhões autorizados pela lei
orçamentária de 2006 contra R$ 3,7 bilhões de obras e serviços cujo
pagamento encontrava-se pendente. Ou seja, a cada ano, é preciso optar
entre pagar as contas anteriores ou cumprir os gastos autorizados pela
lei orçamentária.

Os restos a pagar ganharam destaque no noticiário há pouco mais de três
anos. A 13 dias de passar a faixa presidencial para Lula, Fernando
Henrique Cardoso mandou cancelar R$ 26,1 bilhões (R$ 2,7 bilhões
correspondiam supostamente por serviços concluídos) de despesas
pendentes de 2001.

Cerca de 2.000 contratos administrados pela Caixa Econômica Federal na
área de saneamento e urbanização foram para o limbo. Mais de mil obras
foram paralisadas na ocasião.

Outro decreto, baixado pelo próprio Lula em fevereiro de 2003, cancelou
mais R$ 18,1 bilhões de despesas pendentes, dos quais R$ 700 milhões já
haviam sido objeto de liquidação.



Retirado de
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1906200602.htm


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