O BB já ligou pra um amigo meu por causa de um saldo devedor de QUATRO CENTAVOS. No meio do mês. Em uma CONTA-SALÁRIO. Da UFRJ.
Eu estava do lado, trabalhava num sindicato no fundão na época, eu e esse meu amigo éramos os únicos liberais, mas os comunas todos concordaram que foi uma coisa ridícula e adoraram presenciar o encostado do BB ser descascado... "Você tem idéia do seu custo? você custa muito mais que isso, só essa ligação já vale mais que quatro centavos, se essa merda fosse privatizada eu já estaria pedindo a sua cabeça, pois você dá prejuízo ao banco, eu nao vou pagar porra nenhuma, você que tente cancelar uma conta-salário de funcionário do SEU MAIOR CLIENTE.." enquanto isso o Nacional tinha oferecido até pra montar uma mini-agência dentro do Sindicato... On Thu, 22 Jun 2006 09:36:27 -0300 "Claudiß" <[EMAIL PROTECTED]> wrote: C> Certissimo. E outra: quer beneficios/vantagens? Fuja dos bancos C> oficiais (Brasil, CEF e quejandos). Os caras nao tao nem ai para C> voce. Afinal nao precisam ser taaaao produtivos assim. C> C> Uma historinha que ilustra bem o fato: em 91, eu era cliente do BB, C> com mais de dez anos de cheque ouro, uma aplicacao no over C> (alguem lembra disso?), caderneta de poupanca da filha, eventuais C> entradas no cheque especial, bom relacionamento com o gerente, C> etc, enfim, cliente normalzao. Alem disso, minha entao empresa C> tinha conta no BB por forca de contratos com o governo. E era C> uma empresinha ate razoavel, que girava alguma grana por mes. C> C> Por erro *meu* (nao tiro minha culpa nao), usei um cheque da C> conta pessoa fisica para pagar uma despesa da empresa. Eu C> nao lembro ao certo quanto era a quantia e nem que moeda o C> brasil usava na epoca, mas lembro que, por conta do valor do C> cheque, eu ultrapassei o limite do cheque em uma ninharia (hoje, C> seria algo em torno de 30 reaus, para um limite de 5.000,00) C> C> Dois dias depois, o credor da divida me liga, informando que o C> cheque havia sio devolvido por falta de fundos. Depois de C> confirmar *meu* erro, pagar o cara e recuperar o cheque, C> fui direto pra agencia. O segurança ate me acompanhou aa C> plataforma, tamanha devia ser minha cara de enfezado. C> "Caraca, nem um telefonemazinho, sr. gerente??? Com dinheiro C> aplicado, com dinheiro na poupanca, com dinheiro na conta da C> empresa, nem um telefonema, caray???" C> C> Voces precisavam ver a cara do sujeito, enquanto eu sacava C> todos os mundos e fundos e assinava o pedido de cancelamento C> da conta pessoa fisica. E so nao fechei a da empresa por causa C> de recebimentos do governo. C> C> Qual o banco privado faria uma sacanagem dessa? Creio que C> nenhum. E olha que, naquela epoca, eu girava bem mais dinheiro C> do que faco hoje em dia. C> C> On 6/21/06, Cardoso <[EMAIL PROTECTED]> wrote: C> > Não precisa ser rico, é só não ser pobre. C> > C> > Se você tem saldo médio de R$10, meu caro, o banco não tem como fazer C> > milagre e lucrar em cima disso. E que eu saiba banco não trabalha por C> > caridade. Nem o Banco da Providência. C> > C> > C> > On Wed, 21 Jun 2006 16:34:27 -0300 C> > RioBORG <[EMAIL PROTECTED]> wrote: C> > C> > R> Nao sabia que havia tantos milionários por aqui....cuidado com os C> > R> sequestros. C> > R> C> > R> Nao sei se voce sabe, mas os lucros faraonicos obtidos pelos bancos nos C> > R> ultimos 10 anos aqui no Brasil foram conseguidos nao somente com as C> > R> taxas altissimas de juros, mas principalmente pelo aumento absurdo das C> > R> taxas bancarias, taxas e mais taxas inventadas que antes nao fazia o C> > R> menor sentido serem cobradas. C> > R> C> > R> Entao, meu caro, um milionário como voce vale muito menos pro banco do C> > R> que os pobretoes que pagam taxas e mais taxas. C> > R> C> > R> O banco nao quer gente como voce... prefere os que se sujeitam a pagar C> > R> as mais diversas taxas, sao essas pessoas a razao da existencia desse C> > R> negocio atualmente. C> > R> C> > R> []s C> > R> Bruno C> > R> C> > R> Cardoso escreveu: C> > R> > C> > R> > Caro cliente; C> > R> > C> > R> > Se você é tão pobre que não consegue movimentar dinheiro suficiente para C> > R> > ser isento de taxas, só lamentamos. Tente o banco postal. Obrigado. C> > R> > C> > R> > On Tue, 20 Jun 2006 20:25:38 -0300 C> > R> > RioBORG <[EMAIL PROTECTED] <mailto:goldenlist-l%40oi.com.br>> wrote: C> > R> > C> > R> > R> *_CARTA ABERTA AO BRADESCO_* C> > R> > R> C> > R> > R> Senhores Diretores do Bradesco, C> > R> > R> C> > R> > R> C> > R> > R> Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma C> > R> > pequena C> > R> > R> taxa mensal, pela existência da padaria na esquina de sua rua, ou pela C> > R> > R> existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da feira, ou de C> > R> > R> qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia. C> > R> > R> C> > R> > R> Funcionaria assim: todo mês os senhores, e todos os usuários, pagariam C> > R> > R> uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, feira, C> > R> > R> mecânico, costureira, farmácia etc.). Uma taxa que não garantiria C> > R> > nenhum C> > R> > R> direito extraordinário ao pagante. Existente apenas para enriquecer os C> > R> > R> proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de C> > R> > R> alta qualidade. C> > R> > R> C> > R> > R> Por qualquer produto adquirido (um pãozinho, um remédio, uns litros de C> > R> > R> combustível etc.) o usuário pagaria os preços de mercado ou, C> > R> > dependendo C> > R> > R> do produto, até um pouquinho acima. C> > R> > R> C> > R> > R> Que tal? C> > R> > R> C> > R> > R> Pois, ontem saí de seu Banco com a certeza que os senhores C> > R> > concordariam C> > R> > R> com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade. C> > R> > R> C> > R> > R> Minha certeza deriva de um raciocínio simples. Vamos imaginar a C> > R> > seguinte C> > R> > R> cena: eu vou à padaria para comprar um pãozinho. O padeiro me atende C> > R> > R> muito gentilmente. Vende o pãozinho. Cobra o embrulhar do pão, assim C> > R> > R> como, todo e qualquer serviço. Além disso, me impõe taxas. Uma C> > R> > "taxa de C> > R> > R> acesso ao pãozinho", outra "taxa por guardar pão quentinho" e ainda C> > R> > uma C> > R> > R> "taxa de abertura da padaria". Tudo com muita cordialidade e muito C> > R> > R> profissionalismo, claro. C> > R> > R> C> > R> > R> Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que C> > R> > R> ocorreu comigo em seu Banco. C> > R> > R> C> > R> > R> Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto de seu negócio. Os C> > R> > R> senhores me cobraram preços de mercado. Assim como o padeiro me C> > R> > cobra o C> > R> > R> preço de mercado pelo pãozinho. C> > R> > R> C> > R> > R> Entretanto, diferentemente do padeiro, os senhores não se C> > R> > satisfazem me C> > R> > R> cobrando apenas pelo produto que adquiri. C> > R> > R> C> > R> > R> Para ter acesso ao produto de seu negócio, os senhores me cobraram uma C> > R> > R> "taxa de abertura de crédito" - equivalente àquela hipotética "taxa de C> > R> > R> acesso ao pãozinho", que os senhores certamente achariam um absurdo e C> > R> > R> C> > R> > R> se negariam a pagar. C> > R> > R> C> > R> > R> Não satisfeitos, para ter acesso ao pãozinho, digo, ao financiamento, C> > R> > R> fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu Banco. Para que isso C> > R> > R> fosse possível, os senhores me cobraram uma "taxa de abertura de C> > R> > conta". C> > R> > R> C> > R> > R> Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma C> > R> > R> conta, essa "taxa de abertura de conta" se assemelharia a uma "taxa de C> > R> > R> abertura da padaria", pois, só é possível fazer negócios com o padeiro C> > R> > R> depois de abrir a padaria. C> > R> > R> C> > R> > R> Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos C> > R> > como C> > R> > R> "Papagaios". Para liberar o "papagaio", alguns gerentes inescrupulosos C> > R> > R> cobravam um "por fora", que era devidamente embolsado. Fiquei com a C> > R> > R> impressão que o Banco resolveu se antecipar aos gerentes C> > R> > inescrupulosos. C> > R> > R> Agora ao invés de um "por fora" temos muitos "por dentro". C> > R> > R> C> > R> > R> - Tirei um extrato de minha conta - um único extrato no mês os C> > R> > R> senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00. C> > R> > R> C> > R> > R> - Olhando o extrato, descobri uma outra taxa de R$ 7,90 "para a C> > R> > R> manutenção da conta" - semelhante àquela "taxa pela existência da C> > R> > R> padaria na esquina da rua". C> > R> > R> C> > R> > R> - A surpresa não acabou: descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada C> > R> > R> trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá C> > R> > nenhum C> > R> > R> direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros (preços) C> > R> > R> mais altos do mundo. Semelhante àquela "taxa por guardar o pão C> > R> > quentinho". C> > R> > R> C> > R> > R> - Mas, os senhores são insaciáveis. A gentil funcionária que me C> > R> > atendeu, C> > R> > R> me entregou um caderninho onde sou informado que me cobrarão taxas por C> > R> > R> toda e qualquer movimentação que eu fizer. C> > R> > R> C> > R> > R> Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os C> > R> > R> senhores esqueceram de me cobrar o ar que respirei enquanto estive nas C> > R> > R> instalações de seu Banco. C> > R> > R> C> > R> > R> Por favor, me esclareçam uma dúvida: até agora não sei se comprei um C> > R> > R> financiamento ou se vendi a alma? C> > R> > R> C> > R> > R> Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me C> > R> > R> respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um C> > R> > serviço C> > R> > R> bancário é muito diferente de uma padaria. Que sua responsabilidade é C> > R> > R> muito grande, que existem inúmeras exigências governamentais, que os C> > R> > R> riscos do negócio são muito elevados etc. e tal. E, ademais, tudo o C> > R> > que C> > R> > R> estão cobrando está devidamente coberto por lei, regulamentado e C> > R> > R> autorizado pelo Banco Central. C> > R> > R> C> > R> > R> Sei disso. C> > R> > R> C> > R> > R> Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem C> > R> > R> seu negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma C> > R> > R> padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez C> > R> > R> sejam muito mais elevados. C> > R> > R> C> > R> > R> Sei que são legais. C> > R> > R> C> > R> > R> Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam garantidas em C> > R> > lei, C> > R> > R> tais taxas são uma imoralidade. C> > R> > R> C> > R> > R> C> > R> > R> Delman Ferreira C> > R> > R> C> > R> > R> Brasília, 30 de maio de 2006 C> > R> > R> C> > R> > R> C> > R> > R> C> > R> > R> --- C> > R> > R> C> > R> > R> Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se. C> > R> > R> C> > R> > R> Comentários: www.yahoogroups.com/group/goldenlist-L/messages C> > R> > R> C> > R> > R> Newsletter: www.yahoogroups.com/group/goldenlist/messages C> > R> > R> C> > R> > R> Yahoo! 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