Brokeback e agora isso, vai acabar virando obrigatório...

Estadão:

(...)
"O Superman sempre foi uma história de amor, a mais romântica que 
jamais contei", afirmou à Efe o diretor Bryan Singer, responsável 
por Superman - O Retorno.

O diretor, que está próximo de completar 41 anos, foi o único capaz 
de dar uma nova vida ao "homem de aço", uma imagem que, apesar de 
sua popularidade, parecia moribunda devido aos US$ 350 milhões 
investidos nela nas últimas duas décadas.

No entanto, os retornos sempre são difíceis e a chegada do super-
herói ao novo milênio está acompanhada de muitas leituras.

Enquanto Singer fala de um triângulo amoroso entre o Superman, Lois 
Lane e seu alter-ego humano, Clark Kent, com alguma outra 
complicação na nova trama, a revista The Advocate vê outro tipo de 
amor.

"Quão gay é Superman?", afirma a publicação dirigida ao público 
homossexual com uma sugestiva foto do novo herói, interpretado pelo 
desconhecido Brandon Routh, estampada em sua capa.

Nem a trama de Superman - O Retorno nem o artigo sugerem uma mudança 
nas preferências sexuais do Super-Homem, mas o colunista Alonso 
Duralde comenta claramente o atrativo sexual desta nova era de super-
heróis, em roupas de ginástica tão ajustadas quanto a moda.

O Superman não seria o primeiro super-herói a "sair do armário", 
depois que a Batwoman assumiu sua homossexualidade em uma nova vida 
nas revistas em quadrinhos, algo feito também por Colossus, dos X-
Men.

As versões cinematográficas de Singer sobre os mutantes comandados 
pelo simpático professor Xavier também estão cheias de referências 
homossexuais. Nem tanto pelas preferências de seus personagens, mas 
muito pelo sentimento de pessoas diferentes, que tentam conviver com 
a normalidade.

Singer, homossexual assumido, prefere não entrar na polêmica e 
lembra que existem muitas diferenças entre os X-Men e o Superman.

"Os X-Men nasceram em plena revolução sexual e social nos anos 60, 
enquanto o Super-Homem nunca teve nada de político", assegura o 
diretor.

Se o herói, criado em 1938 por Jerry Siegel e Joe Shuster, pecou 
alguma vez durante todos estes anos, seu principal pecado foi ser 
patriótico, algo que também muda em Superman - O Retorno.

"Ele é o símbolo do herói americano, mas também é o maior 
representante dos imigrantes", afirma Singer sobre o filho do 
planeta Krypton, que chega à Terra depois da destruição de seu lar.

Como lembra o cineasta, este é, inclusive, um dos dilemas do "homem 
de aço": saber que é um estrangeiro em um mundo em que passa o dia 
salvando e saber que nunca poderá retornar à sua terra natal.


O super-herói como o filho de Deus
O altruísmo do Superman leva a uma outra leitura entre os críticos 
de cinema antes que Superman - O Retorno finalmente entre em cartaz: 
o super-herói como o filho de Deus.

Apesar de controverso, o tema é mais do que claro para o crítico 
Richard Corliss, que dá ao seu artigo na revista Time, o título de 
Jesus Christ Superman (Jesus Cristo Superman).

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