ABI: projeto sobre diploma de jornalismo é aberração

O projeto que muda as regras sobre o exercício da profissão de 
jornalista, aprovado pelo Senado, recebeu ontem duras críticas de 
duas entidades do setor. A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) 
considerou a proposta uma aberração e a Associação Brasileira de 
Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) disse estar indignada com a 
proposta.  Se o projeto for sancionado pelo presidente Luiz Inácio 
Lula da Silva, o diploma de jornalismo passará a ser obrigatório 
para o exercício de diversas funções em meios de comunicação, como 
comentarista, ilustrador e arquivista, por exemplo. 


"É uma agressão à inteligência", diz Azedo 

A lei amplia de 12 para 23 o número de funções em que seria obriga-
tório o diploma. Apresentada na Câmara pelo deputado Pastor Amarildo 
(PSC-TO) e apoiada pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a 
proposta foi aprovada no Senado semana passada. O presidente Lula tem 
até dia 28 para vetar ou sancionar. 

O presidente da ABI, Maurício Azedo, disse que os autores do projeto 
não têm conhecimento jurídico nem técnico da atividade profissional 
de jornalista. Para ele, a proposta entra em conflito com a lei de 
imprensa e haverá prejuízo "para jornalistas, para empresas e para a 
produção e a circulação da informação no país": 

— Este projeto é uma aberração. Fico imaginando se alguém pensa que é 
possível formar um comentarista numa escola de comunicação. A pessoa 
vai ter que ser doutor em tudo para poder comentar. Isso é uma 
agressão à inteligência — disse Azedo. 

Outro ponto polêmico, segundo Azedo, é a imposição de assessor de 
imprensa ter de ser formado em jornalismo. Segundo ele, as associa-
ções de relações públicas, que pleiteiam o mesmo, poderão entrar na 
Justiça. Azedo disse que está estudando a melhor forma de a ABI pro-
testar.  Segundo ele, a entidade poderá encaminhar protesto sozinha 
ou fazer um movimento coletivo para evitar que a lei seja sancionada 
como está. 

Em nota assinada por seu presidente, José Inácio Gennari Pizani, a 
Abert diz estar indignada com a aprovação do projeto no Senado. "A 
Abert acredita que o excelentíssimo senhor presidente da República, 
Luiz Inácio Lula da Silva, antes de deliberar sobre a matéria, rece-
berá e analisará as ponderações de todos os setores envolvidos.  A 
Abert confia que o princípio constitucional da liberdade de expressão 
e do direito ao trabalho prevalecerá no exercício das atividades de-
senvolvidas pelos milhares de profissionais", afirma a nota da enti-
dade. 


[O Globo]


















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