Juiz recebe pressão do Incra, solta todos os
baderneiros do MLST e enterra o processo 

Depois de 38 dias preso, o petista Bruno Costa Maranhão, que liderou 
a baderna promovida pelos sem-terra na Câmara dos Deputados em junho 
passado, foi libertado em Brasília.  Logo que deixou a prisão, 
Maranhão deu entrevista dizendo que agora será um "soldado" da ree-
leição do presidente Lula.  "Conheço o Lula há 25 anos. Não só vou 
apoiá-lo como vou fazer campanha para ele", disse. 

A soltura de Maranhão, juntamente com outros 31 integrantes do Movi-
mento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) que permaneciam encarce-
rados, significa o fim de qualquer esperança de que a depredação da 
Câmara, episódio que deixou 27 feridos e escandalizou o país, resulte 
em algum tipo de punição aos baderneiros. "Fiz justiça", diz o juiz 
substituto da 10ª Vara Federal do Distrito Federal Ricardo Soares 
Leite, que mandou libertá-los na noite da sexta-feira 14.  "Todos 
merecem uma segunda chance." 

Ao dar a tal segunda chance, o juiz praticamente enterrou o processo. 
Isso porque, quando e se aceitar a denúncia do Ministério Público 
contra os acusados, terá de mandar notificar cada um deles – e quase 
todos informaram que não têm endereço fixo, pois vivem em acampamen-
tos, vilas rurais e em protestos pelo país afora. Sem a notificação, 
o processo simplesmente não anda. 

Além disso, o juiz Ricardo Leite parece ter sido de uma docilidade 
ímpar com a ingerência ostensiva do governo.  O ouvidor agrário 
Gercino José da Silva Filho visitou o juiz para pedir clemência aos 
sem-terra e, para dar mais sentido ao seu apelo, fez-se acompanhar 
de Maria de Oliveira, superintendente do Incra em Pernambuco, terra 
de Bruno Maranhão. Dos dois, o magistrado recebeu documentos dizendo 
que o MLST tem "bons antecedentes". Ele não só acolheu os documentos 
como os incluiu nos autos do processo – um procedimento absolutamente 
estranho à lei. 

"Isso é insólito. Nunca vi algo parecido", diz o criminalista Alberto 
Toron. Pois em seu despacho de oito páginas o juiz Ricardo Leite 
ainda admite candidamente que se baseou nos documentos dados pelo 
governo para mandar soltar os sem-terra. Eis aí uma receita exótica, 
mas perfeitamente eficaz, para produzir mais impunidade. 
 

[Veja]



















.




---

Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

Comentários: www.yahoogroups.com/group/goldenlist-L/messages

Newsletter: www.yahoogroups.com/group/goldenlist/messages
 
Yahoo! Groups Links

<*> To visit your group on the web, go to:
    http://groups.yahoo.com/group/goldenlist-L/

<*> To unsubscribe from this group, send an email to:
    [EMAIL PROTECTED]

<*> Your use of Yahoo! Groups is subject to:
    http://docs.yahoo.com/info/terms/
 



Responder a