Revista Caras – 28.07.06    
http://caras.uol.com.br/materias/materias_383.htm

por Carlos Lima Costa

Quem vê a performance de Claudia Rodrigues (36) como a hilária
Marinete, da série global A Diarista, não imagina os vários sofrimentos já
vividos pela atriz. Feliz ao lado da filha, Iza (4) — do casamento com o
diretor de DVD Brent Hieatt (41), de quem se separou em 2004 —, a
comediante revela mais um drama em sua vida: sofre de esclerose múltipla,
doença incurável do sistema nervoso central que atinge principalmente
mulheres de 20 a 40 anos.

O mal foi diagnosticado em 2000, quando a atriz sofreu uma forte
dormência no braço esquerdo. Ela só voltou a sentir sintomas como boca
repuxada e um tremor na pálpebra esquerda na semana passada. “Foi um sinal.
Poderia ser outro desequilíbrio da esclerose. Fui ao médico intensificar
o tratamento”, disse ela sobre a doença, que pode provocar a perda da
visão e da coordenação motora. “Levo uma vida normal. Só procuro me
alimentar bem, tomar vitaminas e evitar o estresse, que potencializa o
problema”, acrescenta Claudia, em sua casa, no Rio, com a voz serena e
pausada. “Minha maior preocupação quando descobri o mal era saber se
poderia ter filhos. Fui tranqüilizada e engravidei no ano seguinte. Não tenho
medo da doença. Para morrer, basta estar viva. Por isso, nunca perdi a
alegria”, atesta a atriz.

Claudia já superou outras tragédias. Com a mãe, Regina (62), viu sua
estrutura familiar ser duramente abalada após duas grandes perdas: o
irmão, Márcio, se suicidou em 1991, e o pai, José Augusto, morreu de câncer
em 1995. O sofrimento só seria suavizado anos depois, com o nascimento
de Iza. “Foi uma grande dor que durou anos, e eu segurando a barra.
Quando minha mãe ficou deprimida, um psiquiatra me disse que somente um
grande amor, um nascimento ou uma
morte transformam a pessoa. É assim mesmo. Quando a Iza nasceu, foi um
renascimento”, desabafa ela.

Após a chegada da filha, Claudia ganhou inspiração até para dar uma
“repaginada” no visual: colocou prótese de silicone nos seios e fez uma
lipoaspiração. O resultado aumentou consideravelmente sua auto-estima.
Paralelamente, no âmbito profissional, a atriz se tornou uma das
principais comediantes de sua geração. A Diarista está em seu terceiro ano de
exibição. “Acho que o programa ainda tem fôlego para alguns anos. Mas,
em paralelo, tenho vontade de fazer outras coisas”, conta. Em setembro,
dirigida por Aloísio de Abreu (45), excursionará pelo Brasil com a peça
Amor a Dois e, no início de 2007, encena seu primeiro monólogo, com
texto escrito por Miguel Falabella (49).

Com a carreira direcionada para a comédia, ela afirma não se sentir
atraída por dramas ou novelas. O sucesso é encarado de modo diferente:
“Amo o que faço, adoro meu público. Mas ser reconhecida na rua ou dar
autógrafos são coisas que nunca me encheram os olhos. Me realizei
profissionalmente, é bacana; mas, ah, como queria que meu pai e meu irmão
pudessem ver esse sucesso! Depois que você perde essas pessoas, nada tem
tanta graça”, reflete. Solteira há três meses, após o namoro com o cantor
Bena Lobo (33), Claudia parece ter sofrido também com esse
relacionamento. Mas não dá detalhes. “Sou amiga de todos os meus ex, mas dele não
deu para ficar”, é tudo o que ela conta.

– Você recorre a terapias?
– Há dois anos me consulto com a astróloga Cristina Tolentino, que me
dá várias dicas que ajudam na minha caminhada.

– A convivência com a Iza também é uma motivação?
– A Iza realmente me inspira. Quem tem filho sabe o quanto é
inexplicável... Ela me dá motivos para viver. Daqui há uns dois anos quero
começar a pensar em ser mãe novamente.

– Já encontrou um novo amor?
– Não. Estou pronta para isso.

– Quais são as qualidades que você procura em um homem?
– Mais alto do que eu, que meço 1m50. Qualquer um é (risos).Quero que
seja inteligente e bem-humorado. Mas não procuro nada. Como diz um poema
do Mario Quintana, agora quero ser achada. Nunca tive o perfil de sair
à caça. O homem que é caçador. Hoje eu quero é que corram atrás de mim.

– Você passou a notar olhares diferentes após turbinar os seios?
– Quero muito ver esses olhares, só que quase não tenho saído de casa.
Mas existem os meus amigos, que telefonam e dizem: “A Marinete está a
maior gostosa” (risos).

–Você também acha?
– Fiquei mais bonita de rosto e de corpo depois que me tornei mãe. Aos
19 anos fiz uma redução de seio. Tinha peitão, usava sutiã 46. Aí, com
1 metro e meio, eu parecia bem mais gordinha. Mas não gostei da
cicatriz, ficou com um pouco de quelóide. Cheguei a pensar em refazer, mas
quis esperar engravidar. Após ter a Iza, fiz a plástica e acabei pondo 90
ml, a menor prótese. Adorei, meus peitos estão lindos! Aproveitei e fiz
uma lipo, retirando sete quilos. Não sei de onde saiu tanto quilo...

– O que mudou na sua vida após descobrir a doença?
– Não tenho medo e a encaro como se fosse uma diabete. Dá para se viver
perfeitamente bem com a esclerose. Apenas me cuido com o neurocirurgião
Paulo
Niemeyer e com o nutrólogo Sérgio Puppin.

– Que conselhos dá para quem sofre do mesmo mal?
– Acho que Deus me pôs aqui com a função de não só fazer as pessoas
felizes e rirem, mas também de aliviá-las. De dizer que eu tenho
problemas. Existem doenças muito mais graves. O importante é levar a vida da
forma mais feliz possível.




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