Oi

200 quilos de cocaína a cada 40 dias, com faturamento entre R$ 800 mil e
R$ 1 milhão?

Que mercado!

Será que alguém quer que isso acabe?


-- 
Beijins
Fa
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"Mais vale um cachorro amigo do que um que nos morde!"
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São Paulo, domingo, 13 de agosto de 2006
        

Tráfico é o principal negócio do PCC, indica investigação


Promotores e polícia mapeiam mudança na estrutura da facção para combatê-la


Dados obtidos depois de uma célula do grupo ter sido descoberta em SP
indicam prioridade ao narcotráfico, principalmente nas cadeias

LAURA CAPRIGLIONE
DA REPORTAGEM LOCAL


O Primeiro Comando da Capital, responsável pelos ataques a forças
policiais, ônibus, bancos, prédios públicos e mercados em São Paulo, "é
uma organização primordialmente traficante que há um ano sofreu uma
reengenharia radical: abandonou a estrutura piramidal típica de empresas
[um chefe embaixo do qual abrem-se as linhas de subordinação] para
adotar o padrão característico de organizações terroristas, com células
ou anéis independentes e sem contato entre si".

As informações são do promotor Marcio Christino, 42, que, na sexta,
divulgou o "Relatório, Análise e Sugestões", fruto do trabalho conjunto
que a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual têm feito desde
abril, quando policiais descobriram que criminosos mantinham uma base de
operações financeiras e de tráfico de drogas na zona oeste paulistana.
A "célula oeste" permitiu à polícia começar a compreender como o PCC se
organizou e a quais atividades estava ligado.

Até aqui, acreditava-se que os subordinados de Marcola (Marco Herbas
Camacho, comandante da facção) se dedicassem a um amplo espectro de
crimes, como roubo de cargas e bancos, seqüestro e tráfico.

Hoje, "toda a estrutura organizacional está a serviço de um único
objetivo: o tráfico ilícito de entorpecentes", diz o texto.

Segundo o promotor Christino, "o PCC tem atuação no tráfico fora dos
presídios, tem pontos de venda de drogas espalhados pelas cidades
paulistas, mas a grande característica dele ainda é ter o monopólio do
tráfico dentro das cadeias".

É uma clientela "cativa", literalmente falando, composta por algo como
50 mil presos -os que cumprem pena em regime fechado. O "piloto", líder
de uma célula do PCC, tende a chefiar o tráfico no presídio -"Ele tem o
pó, tem o dinheiro, tem a violência", diz Christino.

A investigação aponta: as prisões funcionam como quartéis-generais das
células. É a partir delas que se expande a atuação da organização para
fora das muralhas. É onde se recruta mão-de-obra para o empreendimento
da traficância.

Não dá ainda para estimar o movimento financeiro do PCC. Mas é possível
ter uma idéia pelo que ocorria na célula oeste, à qual estavam ligadas
pelo menos 30 pessoas. Segundo Christino, o movimento nela excedia os
200 quilos de cocaína a cada 40 dias, com faturamento entre R$ 800 mil e
R$ 1 milhão.

Só a capital paulista tem pelo menos três outras células em operação. "É
uma das razões do funcionamento em células: cai uma, a outra continua
funcionando como uma empresa à parte." A estrutura replica-se pelo
interior do Estado. Em comum: todas enviam dinheiro e prestam obediência
ao núcleo central, dos líderes da facção.

Por enquanto, é exagero dizer que todos os narcotraficantes sejam do
PCC. "É uma acomodação da geografia criminosa que está para acontecer."



Retirado de
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1308200601.htm


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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

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